Viola: diferenças entre revisões

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Na música de câmara a viola sempre teve papel fundamental e faz parte da formação tradicional do [[quarteto de cordas]].
 
== De instrumento acompanhador a solista ==
Nos séculos XVII e XVIII imperava ainda a polivalência instrumental, ou seja, um mesmo músico tocava vários instrumentos. Assim, quem tocava a viola eram os violinistas e muitas obras não exigiam muito do instrumentista, pois, ao contrário de outros instrumentos, ela não recebia um lugar de destaque nas obras. Esse círculo vicioso descrito construiu uma representação, uma ideia, da viola e do violista que perdurou por muito tempo e é formadora da identidade do instrumento e do instrumentista. Tal fato já havia sido observado por William Primrose, o primeiro violista reconhecido como solista, já no século XX.
 
''É gratificante observar o despertar inconfundível do interesse em tocar viola. Houve um tempo, não muito tempo atrás, quando a viola era não só negligenciada, mas completamente mal interpretada. De fato, o malentendido causou a negligência. Uma compreensão mais clara dos usos, técnica e o alcance da viola já aumentaram sua popularidade e este fato também aponta para uma penetração ainda mais profunda em um dos campos mais ricos e mais gratificante da atividade musical.'' (PRIMROSE, 1941, apud DALTON, 2012, p.4)
 
A semelhança com o violino agravou ainda mais a ambigüidade em relação a viola, sendo esse instrumento errôneamente considerado apenas uma variante mais grave do violino. As características próprias do instrumento se diluíram no violino que se afirmava como o instrumento predominante na família das cordas (BOIA, 2010; DALTON, 2012; LEHMANN, 1998; RAHKONEN, 1994). De uma maneira geral, argumenta-se que os discursos sobre a viola naturalizam construções de cunho social, gerando uma representação de um instrumento 'defeituoso' ou de difícil maleabilidade, em que suas características naturais são vistas como defeitos ou dificuldades (como, por exemplo, seu tamanho e timbre). No caso da viola fica clara a comparação desta com o violino. Diante desse quadro, em que a viola não sobressaía como instrumento autônomo, a identidade do instrumento fragilizava-se.
 
''O século XX descobriu a viola e o violista parece ter encontrado a sua própria identidade.'' (DALTON, 2012, p.4)
 
Ao longo do século XX, houve um desenvolvimento mais expressivo das possibilidades técnicas do instrumento, sobretudo devido a uma maior exploração da escrita para o instrumento (BOIA, 2010). Esse fato contribuiu para o desenvolvimento técnico do violista e a autonomia identitária da viola expressa por um corpo mais variado de repertório. A imagem, embora ainda rara, do violista solista, firmou-se ainda no século XX com o violista William Primrose. David Dalton (2012) conta que Primrose, no início de sua carreira como solista no século XX, era questionado inúmeras vezes sobre a diferença entre o violino e a viola, um instrumento até então não conhecido como solista.<ref>{{citar web|url=http://www.unirio.br/ppgm/arquivos/dissertacoes/isadora-casari|titulo=Música, identidade e representações sociais: O caso do violista|data=2013|acessodata=04/06/2019|publicado=Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Unirio|ultimo=Casari|primeiro=Isadora}}</ref>
 
== Execução ==