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{{História do Brasil}}
O '''ciclo da borracha''' foi um momento da [[História econômica do Brasil|história econômica]] e social do [[Brasil]], relacionado com a [[extrativismo|extração]] de [[látex]] da [[seringueira]] e [[comercialização]] da [[borracha]]. Teve o seu centro na região [[Amazônia|amazônica]], e proporcionou expansão da colonização, atração de riqueza, transformações culturais, sociais, arquitetônicas, e grande impulso ao crescimento de [[Manaus]], [[Porto Velho]] e [[Belém (Pará)|Belém]], até hoje capitais e maiores centros de seus respectivos estados, [[Amazonas]], [[Rondônia]] e [[Pará]]. No mesmo período, foi criado o Território Federal do Acre, atual Estado do [[Acre]], cuja área foi adquirida da [[Bolívia]], por meio da compra no valor de 2 milhões de libras esterlinas, em 1903. O ciclo da borracha viveu seu auge entre [[1879]] e [[1912]], tendo depois experimentado uma sobrevida entre [[1942]] e [[1945]], durante a [[Segunda Guerra Mundial]] ([[1939]]-1945).
 
 
== Primeiro ciclo da borracha: 1879-1912 ==
[[FicheiroImagem:Beneficiamento da borracha, Manaus (AM).tif|miniaturadaimagem|Beneficiamento da borracha em Manaus, 1906. [[Arquivo Nacional (Brasil)|Arquivo Nacional]].]]
Durante os primeiros quatro séculos e meio do descobrimento, como não foram encontradas riquezas de ouro ou minerais preciosos na [[Amazônia]], as populações da hileia brasileira viviam praticamente em isolamento, porque nem a [[Brasil Colônia|coroa portuguesa]] e, posteriormente, nem o [[Brasil Império|império brasileiro]] conseguiram concretizar ações governamentais que incentivassem o progresso na região. Vivendo do extrativismo vegetal, a economia regional se desenvolveu por ciclos ([[Drogas do sertão]]), acompanhando o interesse do mercado nos diversos recursos naturais da região.
 
[[Imagem:Belem-TeatroPaz1.jpg|thumb|esquerda|[[Teatro da Paz]] em [[Belém (Pará)|Belém]], um dos símbolos do ciclo da borracha.]]
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, terminada em 1912, já chegava tarde. A Amazônia já estava perdendo a primazia do [[monopólio]] de produção da borracha, porque os seringais plantados pelos [[Inglaterra|ingleses]] na [[Malásia]], no [[Sri Lanka|Ceilão]] e na [[África]] tropical durante o período de crescente valorização da borracha no cenário internacional, com [[semente]]s oriundas da própria Amazônia, passaram a produzir látex com maior eficiência e produtividade. Conseqüentemente, com custos menores e preço final menor, o que os fez assumir o controle do comércio mundial do produto, superando a brasileira.<ref name="camara" />
 
 
A borracha natural da Amazônia passou a ter um preço proibitivo no mercado mundial, tendo como reflexo imediato a estagnação da economia regional. A crise da borracha tornou-se ainda maior porque a falta de visão empresarial e governamental resultou na ausência de alternativas que possibilitassem o desenvolvimento regional, tendo como consequência imediata a estagnação também das cidades. A falta não pode ser atribuída apenas aos empresários chamados Barões da Borracha e à classe dominante em geral, mas também ao governo e políticos que não incentivaram a criação de projetos administrativos que gerassem um planejamento e um desenvolvimento sustentado da atividade de extração do látex.
Por sinal, desde a época do Governo Imperial que eram descartados projetos de incentivo à produção ou proteção da maior fonte de renda do Brasil no final do século XIX, superando o decadente [[ciclo do café]]. Devido o Governo Monárquico que era atrelado ao interesse econômico dos barões do café,<ref name="brasilescola" /> que direcionava todos os esforços governamentais para manter a riqueza do [[sudeste brasileiro]], mais influente ao poder que os barões da borracha. Atendendo ao pedido de industriais norte-americanos, também impediu que o governo do Pará criasse taxas alfandegárias protecionistas para os exportadores estrangeiros.<ref name="brasilescola" />
 
Com a República, pouca coisa mudou. O baixo peso político era contrastante com o poder financeiro do riquíssimo Norte. O Poder, concentrado no Sudeste brasileiro, passou a ser controlado pelos interesses econômicos dos cafeicultores e dos pecuaristas,<ref name="brasilescolacamara" /><ref name="camarabrasilescola" /> resultando na [[política do café-com-leite]], e excluindo os interesses dos barões da borracha (que também, pouco se movimentavam politicamente para serem incluídos, preferindo ir gastar seu dinheiro nos cassinos europeus {{Carece de fontes|Brasil=sim|data=janeiro de 2013}} do que investir em "lobbies" por acharem que o ciclo da borracha nunca acabaria).
 
Com a República, pouca coisa mudou. O baixo peso político era contrastante com o poder financeiro do riquíssimo Norte. O Poder, concentrado no Sudeste brasileiro, passou a ser controlado pelos interesses econômicos dos cafeicultores e dos pecuaristas,<ref name="brasilescola" /><ref name="camara" /> resultando na [[política do café-com-leite]], e excluindo os interesses dos barões da borracha (que também, pouco se movimentavam politicamente para serem incluídos, preferindo ir gastar seu dinheiro nos cassinos europeus {{Carece de fontes|Brasil=sim|data=janeiro de 2013}} do que investir em "lobbies" por acharem que o ciclo da borracha nunca acabaria).
 
 
Embora restando a ferrovia Madeira-Mamoré e as cidades de [[Porto Velho]] e [[Guajará-Mirim]] como herança deste apogeu, a crise econômica provocada pelo término do ciclo da borracha deixou marcas profundas em toda a região amazônica: queda na receita dos Estados, alto índice de [[desemprego]], [[êxodo rural]] e urbano, sobrados e mansões completamente abandonados, e, principalmente, completa falta de expectativas em relação ao futuro para os que insistiram em permanecer na região.
== Apontamentos finais ==
Os finais abruptos do primeiro e do segundo ciclo da borracha demonstraram a incapacidade empresarial e falta de visão da [[classe dominante]] e dos políticos da região. No primeiro, além da extrema confiança dos barões da borracha na perpetuação daquele ciclo, houve os interesses dos cafeicultores, que influenciavam o Governo Monárquico a proteger e fomentar apenas a sua produção (e, consequentemente, seus lucros), e culminando com a influência no Governo Republicano, comandado pela [[política do café-com-leite]], que pouco fez pela borracha da Amazônia. O final da Segunda Guerra conduziu, pela segunda vez, à perda da chance de fazer vingar esta atividade econômica, posto que o Governo Getulista fomentara o retorno à borracha apenas por interesses externos dos [[Aliados da Segunda Guerra Mundial|países aliados]] - notadamente os Estados Unidos. Não se fomentou qualquer plano de efetivo desenvolvimento sustentado na região, o que gerou reflexos imediatos: assim que terminou a [[Segunda Guerra Mundial]], tanto as economias de vencedores como de vencidos se reorganizaram na [[Europa]] e na [[Ásia]], fazendo cessar novamente as atividades nos velhos e ineficientes seringais da Amazônia. Pois as indústrias passaram a adotar a borracha sintética, uma inovação tecnológica produzida em ritmo mais acelerado.<ref name="brasilescola" />
 
 
== Ver também ==
Outras fontes:
* GUIA DO ESTUDANTE - [https://web.archive.org/web/20121130052624/http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/ciclo-borracha-paris-tropical-434959.shtml ''Ciclo da Borracha: Paris tropical''], texto de ''Luciana Zenti'', Novembro, 2006.
* BRASIL ESCOLA - ''Ciclo da Borracha'', texto de ''Rainer Sousa'', consultado em 9/12/ de dezembro de 2011. [http://www.brasilescola.com/historiab/ciclo-borracha.htm Disponível on-line]
 
== Ligações externas ==
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