Diferenças entre edições de "Música do Brasil"

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(Principais nomes da tropicália)
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No entanto, no início dos anos 60, à medida que o movimento da bossa nova evoluía, o esteticismo original dava lugar à introdução de temas políticos, tendência exemplificada em [[Zé Keti]] e [[João do Vale]], fazendo com que ela sofresse uma cisão em duas correntes opostas, abrindo o campo para a polêmica. A politização da música popular ganharia corpo sob a [[Ditadura militar no Brasil|ditadura]] implantada em 1964, aparecendo o gênero da "canção de protesto", como a famosa "[[Pra não Dizer que não Falei das Flores|Caminhando]]", de [[Geraldo Vandré]]. É a época dos grandes festivais musicais na [[TV]], onde surgiu uma geração universitária de compositores e cantores, entre os quais [[Chico Buarque]] e [[Edu Lobo]], que seria idolatrada pela intelectualidade e classificada sob a sigla MPB (Música Popular Brasileira). Era um movimento intimamente ligado ao engajamento político contra a ditadura.<ref name="barquinho"/>
 
O movimento [[Tropicália|tropicalista]], também caracterizado como uma música de protesto, surgindo na mesma época e nos mesmos palcos da TV, distinguiu-se por associar numa mistura eclética, reminiscente do [[movimento antropofágico]], elementos da cultura pop, como o [[rock]], e da cultura de elite, como as escolas modernista e [[concretismo|concretista]] das artes visuais, tendo um caráter mais erudito e experimental. Os baianos [[Caetano Veloso]], e [[Gilberto Gil]], [[Gal Costa]] foram os principais expoentes desse movimento.<ref>Toffano, Maria Jaci. [http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista11-mat15.pdf "Caetano Veloso e a Tropicália: a releitura da antropofagia"] {{Wayback|url=http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista-textos-do-brasil/portugues/revista11-mat15.pdf |date=20150629003631 }}. In: ''Textos do Brasil'', (11):</ref> Já o Iê Iê Iê ligava-se basicamente ao rock produzido nos Estados Unidos, embora no Brasil tenha se suavizado e adotado uma temática romântica em uma abordagem muitas vezes ingênua, numa corrente que veio a ser conhecida como [[Jovem Guarda]], de grande apelo entre as massas, tendo como grandes nomes [[Roberto Carlos]], [[Erasmo Carlos]], [[Tim Maia]], [[Wanderléa]], [[José Ricardo]], [[Wanderley Cardoso]] e conjuntos como [[Renato e Seus Blue Caps]], [[Golden Boys]] e [[The Fevers]].<ref name="Ulhôa"/>
 
A transição para a década de 1970 foi marcada pela consolidação da MPB, "incorporando gêneros os mais variados ao seu repertório, não somente de outras origens regionais (como o baião nordestino), mas também estrangeiros (como o [[reggae]] jamaicano). Nesse cenário a Jovem Guarda foi considerada como 'alienada' dos problemas sociais e políticos do país sob ditadura militar", como referiu Ulhôa, e logo o movimento perdeu sua força.<ref name="Ulhôa"/> Nesse contexto se destacam artistas como os Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, [[Gal Costa]], [[Simone]], [[Elis Regina]], [[Rita Lee]] e [[Maria Bethânia]].
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