Diferenças entre edições de "Racismo no Brasil"

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Uma pesquisa anterior também mostra que a grande maioria dos brasileiros nunca foi vítima de racismo. 64% dos "pretos" e 84% dos "pardos" declararam nunca ter sido alvos de preconceito racial. 87% dos entrevistados que se declaravam "brancos" e 91% dos "pardos" afirmaram não ter preconceito nenhum contra "negros" e 87% dos que se definiam como "pretos" negavam ter preconceito contra "brancos".<ref>Fry, Peter. A persistência da raça. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005, p. 220.</ref> Os brasileiros reconhecem que existe racismo no país, mas o percebem como um fenômeno bastante minoritário, conquanto algumas de suas manifestações sejam intensas, como, por exemplo, ações policiais mais violentas em relação a brasileiros que têm a pele mais escura.<ref name="magnoli"/>
 
Segundo pesquisa do [[Datafolha]] de 2018, 66% dos brasileiros discordam da frase "Negros ganham menos que brancos no mercado de trabalho pelo fato de serem negros" (54% discordam totalmente e 12% discordam em parte), ao passo que 29% concordam com a frase (19% concordam totalmente e 10% concordam em parte).<ref name="datafolha2018">[http://media.folha.uol.com.br/datafolha/2018/10/29/9d1a93fe17726819d7088b03c0278862.pdf OPINIÃO SOBRE TEMAS DIVERSOS – INSTITUTO DATAFOLHA - OUTUBRO DE 2018]</ref> Os brasileiros enxergam a [[desigualdade social]] como o grande obstáculo para o desenvolvimento do país e veem a sociedade brasileira como dividida em classes sociais, mas não como dividida por barreirabarreiras raciais e étnicas.<ref name="magnoli"/>
 
Alguns autores refutam a tese de que não exista racismo no Brasil, mas também não concordam que o Brasil seja um país estruturalmente racista. Segundo explica [[Antonio Risério]], em meados do [[século XX]], o Brasil era visto nos Estados Unidos como um exemplo de país onde pessoas de diferentes etnias conviviam bem, contrastando com a sociedade rigorosamente segregacionista norte-americana. O Brasil era usado como modelo para criticar a [[segregação racial]] nos EUA. Essa visão positiva do Brasil sempre incomodou alguns ideólogos norte-americanos, que iniciaram um movimento para tentar "provar" que o Brasil era tão ou até mais racista que os Estados Unidos.<ref name="riserio"/> Contrariando as evidências disponíveis, tentavam demonstrar que o "racismo à brasileira", dissimulado e mascarado, era mais perverso que o dos Estados Unidos, muito embora nunca tenham existido, no Brasil, banheiros para negros e banheiros para brancos, grupos de [[linchamento]]s como a [[Ku Klux Klan]] ou a proibição de casamentos interraciais, que vigoraram até 1967 em dezesseis estados americanos.<ref name="riserio"/>