Diferenças entre edições de "Racismo no Brasil"

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A divisão racial norte-americana mais assemelha-se a um sistema de [[castas]] e os Estados Unidos são o único país no mundo onde o filho de um negro com um branco é classificado como negro, portanto a lógica racial norte-americana não tem aplicabilidade no resto do mundo.<ref name="riserio"/>
 
Para adequar-se à lógica birracial norte-americana, alguns estudos feitofeitos no Brasil apresentam estatísticas somando a população preta e parda e frequentemente denominando-a "negra", de modo a criar um bloco "branco" e outro "negro", apagando a população mestiça e parda.<ref name="magnoli"/> Essa metodologia não tem nenhum respaldo [[Genética|genético]]. Segundo estudo genético de 2007, os pardos brasileiros têm 68,1% de ancestralidade europeia, 23,6% africana e 7,3% indígena, estando mais próximos dos "brancos" do que dos "pretos".<ref>[http://cienciahoje.org.br/coluna/do-pensamento-racial-ao-pensamento-racional/ DO PENSAMENTO RACIAL AO PENSAMENTO RACIONAL]</ref><ref>[http://laboratoriogene.info/Ciencia_Hoje/Pharmacogenetics2007.pdf Self-reported skin color, genomic ancestry and the distribution of GST polymorphisms]</ref> Conforme ensinou [[Darcy Ribeiro]], quem está mais suscetível a sofrer racismo no Brasil é o negro de pele retinta, que é a minoria da população brasileira. O racismo não recai com a mesma intensidade sobre o grupo majoritário pardo: "Nessa escala, negro é o negro retinto, o [[mulato]] já é o pardo e como tal meio branco, e se a pele é um pouco mais clara, já passa a incorporar a comunidade branca".<ref name="darcy"/> A explicação de Darcy Ribeiro é corroborada pela pesquisa de 2019 do Datafolha, a qual mostra que os pardos estão mais próximos dos brancos no que se refere à porcentagem que já foi vítima de racismo: 11% dos brancos e 18% dos pardos, contra 55% dos pretos.<ref name="datafolha2019"/> Porém, do ponto de vista salarial, os pardos estão mais próximos dos pretos, pois, em média, ambos recebem menos que os brancos.<ref name=skin>Evelyn Glenn. Shades of Difference: Why Skin Color Matters. Stanford University Press; 1 edição (2009)</ref>
 
== Ideologia do branqueamento ==