Diferenças entre edições de "Zoroastrismo"

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[[Imagem:ZoroastrianismSymbolWhite.PNG|miniatura|[[Agni|Atar]], o fogo sagrado, conceito fundamental e um dos símbolos do zoroastrismo.]]
O '''zoroastrismo''', '''masdaísmo''', '''masdeísmo'''<ref>{{Citar web |último=Khan |primeiro=Roni K |url=http://tenets.parsizoroastrianism.com/ |titulo=The Tenets of Zoroastrianism |ano=1996 |capítulo=}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=4yiODwAAQBAJ&pg=PA414|título=Dicionário etimológico da língua portuguesa|ultimo=Cunha|primeiro=Antônio Geraldo da|data=2019-03-22|editora=LEXIKON Editora|lingua=pt|isbn=978-85-86368-89-9}}</ref>/'''mazdeísmo'''<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=v2rn6WbDeZoC&pg=PA568|título=Influências orientais na língua portuguesa: os vocábulos árabes, arabizados, persas e turcos : etimilogia, aplicações analíticas|ultimo=Nimer|primeiro=Miguel|ultimo2=Calil|primeiro2=Carlos Augusto|data=2005|editora=EdUSP|lingua=pt|isbn=978-85-314-0707-9}}</ref> ou '''parsismo''' é uma [[religião]] e filosofia fundada na antiga [[Pérsia]] pelo profeta [[Zaratustra]], a quem os [[Grécia Antiga|gregos]] chamavam de [[Zoroastro]]. É uma fé multifacetada centrada em uma cosmologia [[Dualismo|dualista]] do [[bem e mal]] e uma [[escatologia]] que prevê a conquista final do mal com elementos [[teológicos]] do [[henoteísmo]], [[monoteísmo]]/[[monismo]] e [[politeísmo]].<ref name=":2">{{citation|último =Boyd|primeiro =James W.|author2autor2-last=Crosby|author2autor2-first=Donald A.|display-authors=1|ref={{harvid|Boyd & al.|1979}}|título=Is Zoroastrianism Dualistic or Monotheistic?|periódico=Journal of the American Academy of Religion|data=1979|volume=Vol.&nbsp;XLVII|número=4|páginas=557–588|doi=10.1093/jaarel/XLVII.4.557}}</ref><ref name=":0">{{citar periódico|url=https://www.academia.edu/38828469 |título="O Wise One and You Other Ahuras": The Flawed Application of Monotheism Towards Zoroastrianism |último =Vazquez III |primeiro =Pablo |data=2019 |website=Academia.edu |arquivourl= |arquivodata= |urlmorta= |acessodata=}}</ref><ref name=":3">{{citar periódico|último =Hintze |primeiro =Almut |data=2013 |título=Monotheism the Zoroastrian Way |url=https://www.researchgate.net/publication/271934655 |periódico=Journal of the Royal Asiatic Society |volume=24 |páginas=225–249 |via=ResearchGate}}</ref><ref>{{citar web|último =Skjærvø |primeiro =Prods Oktor |url=https://sites.fas.harvard.edu/~iranian/Zoroastrianism/Zoroastrianism1_Intro.pdf |título=Introduction to Zoroastrianism |data=2005 |website=Iranian Studies at Harvard University |arquivourl= |arquivodata= |urlmorta= |acessodata=}}</ref> Para alguns acadêmicos,<ref>{{citar web|url=http://www.jewishencyclopedia.com/articles/15283-zoroastrianism|titulo="ZOROASTRIANISM - JewishEncyclopedia.com"|data=2012|acessodata=25 de setembro de 2017|publicado=jewishencyclopedia.com|lingua=inglês}}</ref> os pontos chaves das principais doutrinas do Zoroastrismo sobre a [[escatologia]] e [[demonologia]], como a crença no [[paraíso]], na [[ressurreição]], no [[juízo final]] e na vinda de um [[messias]], viriam a influenciar o [[judaísmo]], o [[cristianismo]], o [[islamismo]] e outras religiões monoteístas.<ref>Hinnel, J (1997), The Penguin Dictionary of Religion, Penguin Books UK</ref><ref name="nv_hist_i">{{citar livro|url=http://books.google.com/books?id=nv1LkgEACAAJ|título=Nova história integrada|autor=João Paulo Mesquita Hidalgo Ferreira|editora=Companhia da escola|ano=2005|página=56|isbn=978-85-88955-08-0|coautores=Marcos Vinícius de Morais, Anderson Roberti dos Reis}}</ref><ref>&nbsp;Black & Rowley 1987, p.&nbsp;607b.</ref><ref>&nbsp;Duchesne-Guillemin 1988, p.&nbsp;815.</ref>
 
Tem seus fundamentos fixados no [[Avestá]] e admite a existência de duas [[divindade]]s ([[dualismo]]), as quais representam o [[Bem (filosofia)|Bem]] ([[Aúra-Masda]]) e o [[Mal]] ([[Arimã]]). Da luta entre essas divindades, sairia vencedora a divindade que representa o bem, a Aúra-Masda.<ref name="nv_hist_i" />
 
No {{séc|XIX}}, a conquista da Índia pelos [[britânicos]] levaria a um confronto entre os valores tradicionais dos parses e os valores religiosos e culturais do [[Ocidente]]. [[John Wilson]], um missionário cristão da [[Escócia]], atacou a religião dos Parses, alegando que o dualismo presente era contrário ao verdadeiro espírito monoteísta. [[Martin Haug]], um [[Filologia|filólogo]] alemão que viveu e ensinou em [[Puna]] durante a década de 60 do {{séc|XIX}}, concluiu que apenas os Gatas eram as palavras originais do profeta Zaratustra. Estes acontecimentos propiciaram o início de um movimento de reforma religiosa, que divide a comunidade zoroastriana entre aqueles que pretendem um regresso a concepções que entendem como mais puras e próximas da mensagem inicial, rejeitando o excessivo ritualismo, e os tradicionalistas.
 
=== O zoroastrismo hoje ===
[[Imagem:Pundole Agiary Udvada.jpg|miniatura|Um templo do fogo moderno no oeste da [[Índia]]]]
 
A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos.<ref name="nv_hist_i" /> Em 2004, o número de zoroastrianos no mundo foi estimado entre {{formatnum:145000}} e {{formatnum:210000}}.<ref name="nyt">{{citar web|url=http://www.nytimes.com/2006/09/06/us/06faith.html|título=Zoroastrians Keep the Faith, and Keep Dwindling|publicado=[[The New York Times]]|data=06/09/2008|acessodata=03/10/2009|primeiro=Laurie |último=Goodstein}}</ref> O Censo indiano de 2001 contabilizou {{formatnum:69601}} zoroastrianos parsis.<ref name="doomed">{{Citar web|título=Doomed by faith | url=http://www.independent.co.uk/news/world/asia/doomed-by--faith-856095.html | publicado=Guardian | acessodata=28/06/2008}}</ref>
 
Na [[Índia]], os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio económico, educativo e caritativo. Muitos vivem em [[Mumbai]] (Bombaim) e têm tendência para praticar a [[endogamia]], desencorajando o [[proselitismo]] religioso. Veem a sua fé como [[Etnia|étnica]].
 
Em geral, os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar [[Conversão (religião)|conversões]]. Concentram-se nas cidades de [[Teerão]], [[Iázide (Irã)|Iázide]] e [[Carmânia (cidade)|Carmânia]]. Falam uma variante da [[língua persa]], o Dari (diferente do [[Dari]] falado no [[Afeganistão]]). Receberam o nome de ''gabars'', termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.
 
Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o [[Reino Unido]], [[Canadá]] ({{formatnum:6000}} pessoas), [[Estados Unidos]] ({{formatnum:11000}} pessoas) e [[Austrália]] ({{formatnum:2700}} pessoas) e nos países do [[Golfo Pérsico]] ({{formatnum:2200}} pessoas).
 
A [[Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]] declarou o ano de [[2003]] como ano de celebração dos {{Fmtn|3000}} anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do [[Tajiquistão]].
 
Em 2016, foi aberto em [[Suleimânia]], no [[Curdistão iraquiano]], o primeiro templo para praticantes do zoroastrismo no [[Iraque]].<ref>[Hopes for Zoroastrianism revival in Kurdistan {{en}}] Rûdaw. Pesquisa em 24/09/16</ref>
 
== Doutrinas e crenças ==
[[Imagem:Ateshgah Fire Temple.jpg|miniatura|Templo do fogo em [[Bacu]], [[Azerbaijão]].]]
Os masdeístas não representam seus [[deus]]es em [[escultura]]s e têm [[templo]]s.
 
 
=== Rituais ===
[[Imagem:Parsi-navjote-sitting.jpg|miniatura|''[[Navjote]]'', cerimônia-ritual de admissão/iniciação]]
O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de ''Aúra-Masda''. As orações são feitas perante uma chama de fogo.
 
 
O ''[[Noruz]]'' é o Ano Novo Persa, celebrado no dia 21 de março no calendário Fasli (os parses celebram o ''Noruz'' em meados de Agosto). Por volta deste dia, os zoroastrianos colocam, nas suas casas, uma mesa com sete itens: um vaso com rebentos de lentilhas ou de trigo, um pudim, vinagre, maçãs, alho, pó de [[sumagre]], frutos da árvore [[jujube]]; outros elementos que enfeitam a mesa são moedas, o Avestá, um espelho, flores e uma imagem de Zaratustra. O ''Noruz'' é celebrado com o uso de roupas novas, com o consumo de pratos especiais, com a troca de presentes e com a celebração de cerimônias religiosas. O fogo tem nele um significado especial. Seis dias depois do ''Noruz'', os zoroastrianos festejam o nascimento de Zaratustra.
 
== O zoroastrismo hoje ==
A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos.<ref name="nv_hist_i" /> Em 2004, o número de zoroastrianos no mundo foi estimado entre {{formatnum:145000}} e {{formatnum:210000}}.<ref name="nyt">{{citar web|url=http://www.nytimes.com/2006/09/06/us/06faith.html|título=Zoroastrians Keep the Faith, and Keep Dwindling|publicado=[[The New York Times]]|data=06/09/2008|acessodata=03/10/2009|primeiro=Laurie |último=Goodstein}}</ref> O Censo indiano de 2001 contabilizou {{formatnum:69601}} zoroastrianos parsis.<ref name="doomed">{{Citar web|título=Doomed by faith | url=http://www.independent.co.uk/news/world/asia/doomed-by--faith-856095.html | publicado=Guardian | acessodata=28/06/2008}}</ref>
 
Na [[Índia]], os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio económico, educativo e caritativo. Muitos vivem em [[Mumbai]] (Bombaim) e têm tendência para praticar a [[endogamia]], desencorajando o [[proselitismo]] religioso. Veem a sua fé como [[Etnia|étnica]].
 
Em geral, os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar [[Conversão (religião)|conversões]]. Concentram-se nas cidades de [[Teerão]], [[Iázide (Irã)|Iázide]] e [[Carmânia (cidade)|Carmânia]]. Falam uma variante da [[língua persa]], o Dari (diferente do [[Dari]] falado no [[Afeganistão]]). Receberam o nome de ''gabars'', termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.
 
Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o [[Reino Unido]], [[Canadá]] ({{formatnum:6000}} pessoas), [[Estados Unidos]] ({{formatnum:11000}} pessoas) e [[Austrália]] ({{formatnum:2700}} pessoas) e nos países do [[Golfo Pérsico]] ({{formatnum:2200}} pessoas).
 
A [[Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]] declarou o ano de [[2003]] como ano de celebração dos {{Fmtn|3000}} anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do [[Tajiquistão]].
 
Em 2016, foi aberto em [[Suleimânia]], no [[Curdistão iraquiano]], o primeiro templo para praticantes do zoroastrismo no [[Iraque]].<ref>[Hopes for Zoroastrianism revival in Kurdistan {{en}}] Rûdaw. Pesquisa em 24/09/16</ref>
 
{{Referências}}
 
 
{{Zoroastrismo}}
{{Religião/Tópicos|state=collapsed}}
{{Religiões}}
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