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Localização do estreito de Fram (no mapa: Fram Strait) entre Svalbard e Gronelândia

O estreito do Fram[1] é um amplo estreito marítimo que liga o oceano Ártico e o mar da Gronelândia, localizado entre a costa nordeste da Gronelândia e o arquipélago norueguês das ilhas Svalbard. Foi nomeado em homenagem ao mais importante navio da história da exploração polar, o Fram, o navio de Roald Amundsen e que também foi capitaneado por Otto Sverdrup e por Fridtjof Nansen entre 1893 e 1912 (Fram em norueguês significa "em frente"). O estreito está coberto por gelo quase todo o ano e a profundidade de água é de até 2600 m.

Concede-se especial importância ao comportamento do clima global no estreito de Fram porque o transporte de gelo através dele tem grande influência na circulação termoalina, produzido-se nele um intercâmbio com massas de água ricas em oxigénio. Isto é assim porque o gelo do mar corresponde essencialmente com a água doce e o seu conteúdo de sal é de aproximadamente 4 por mil, em comparação com as cerca de 35 partes por mil da água do mar. Através do estreito, circulam grandes quantidades de gelo marinho do Ártico — cerca de 2300 km³ mais 1900 km³ de gelo fundido num ano[2] — embora sujeitas a fortes flutuações anuais.[3][4]

Em 2005, o navio de investigação alemão Polarstern realizou uma expedição até ao estreito de Fram, no qual deixou instrumentos de controlo automático para a observação a longo prazo do fluxo através do estreito.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Volkmann, Renate (Julho 2000). «PLANKTIC FORAMINIFERS IN THE OUTER LAPTEV SEA AND THE FRAM STRAIT—MODERN DISTRIBUTION AND ECOLOGY». geoscienceworld.org. The Journal of Foraminiferal Research. 30 (3). doi:10.2113/0300157 
  2. Fate of Arctic freshwater exported through Fram Strait Arquivado em 26 de junho de 2009, no Wayback Machine., Instituto Polar Norueguês
  3. Framstraßeneistransport Arquivado em 22 de janeiro de 2010, no Wayback Machine., Max-Planck-Institut für Meteorologie
  4. Ozeanische Zirkulation im Europäischen Nordmeer Arquivado em 11 de junho de 2007, no Wayback Machine., Institut für Meereskunde der Universität Hamburg