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A circulação termoalina

A circulação termoalina ou termossalina refere-se à circulação oceânica global movida pelas diferenças de densidade das águas dos oceanos devido a variações de temperatura (termo) ou salinidade (halina) em alguma região oceânica superficial e profunda. O aumento de densidade pode ocorrer devido ao arrefecimento da água, ao excesso de evaporação, processo de precipitação, descarga de rios ou ainda à formação de gelo e consequente aumento de salinidade. É chamado termoalina a circulação que não é gerada pelos ventos.

MecanismoEditar

 
A água fria mais salgada e mais densa afunda, enquanto a água mais quente e menos salgada, com menos densidade sobe à superfície

O aumento da densidade da água na superfície faz com que esta se afunde e desloque água profunda; assim, a origem da circulação termoalina é um fluxo vertical de água superficial, mergulhando a uma profundidade intermediária ou próxima ao fundo, dependendo da densidade dessa água. Os sistemas de circulação superficial e profundo dos oceanos estão interligados. O prosseguimento é um fluxo horizontal, com as águas recém-afundadas deslocando as antigas residentes no local. Como o processo de formação de águas densas está principalmente ligado à redução de temperatura ou aumento de salinidade devido à formação de gelo, geralmente as correntes termoalinas originam-se em altas latitudes. Estas águas frias e densas afundam e lentamente fluem em direção ao equador, têm como origem a fusão das calotas polares.

A circulação termoalina é, deste modo, importantíssima no estabelecimento das características dos oceanos profundos. O conteúdo relativamente alto de oxigénio das águas profundas em relação às águas mais superficais reflecte a sua origem polar. Sem a fonte superficial desse gás, as águas profundas dos oceanos poderiam esgotar o oxigénio pela oxidação do material orgânico que contêm. As águas frias da circulação termoalina volta a superfície em baixas latitudes, quando ocorre a mistura do calor da superfície com as camadas inferiores, isso se dá por convecção, quando a água fria na superfície em altas latitudes (polos) afunda.

A velocidade das correntes termoalinas é muito pequena, cerca de 1 cm/s. Usando-se o conceito de tempo de residência, que é o tempo médio que uma dada substância (água profunda, neste caso) permanece no oceano antes de ser reciclada, podem ser necessários cerca de 500 a 1000 anos para repôr toda a água profunda do Oceano Atlântico.

A circulação oceânica desempenha um papel fundamental no clima do planeta, pois são responsáveis pela transferência e redistribuição do calor, agindo como regulador do clima global.