Eudóxia Paleóloga

Eudóxia Paleóloga (em grego: Ευδοκία Παλαιολογίνα[1]) era a terceira filha do imperador bizantino Miguel VIII Paleólogo com sua esposa Teodora Ducena Vatatzina, uma sobrinha-neta de João III Ducas Vatatzes do Império de Niceia.

Eudóxia Paleóloga
Imperatriz-consorte de Trebizonda
Reinado 128216 de agosto de 1297
Consorte João II de Trebizonda
Antecessor(a) Irene Siricena
Sucessor(a) Jiajak Jaqeli
Nascimento c. 1265
Morte 18 de setembro de 1302 (37 anos)
Dinastia Paleólogo (nasc.)
Mega Comneno (matr.)
Pai Miguel VIII Paleólogo
Mãe Teodora Ducena Vatatzina

VidaEditar

Em 1282, Eudóxia casou-se em Constantinopla com João II Megacomneno, imperador de Trebizonda, com quem teve dois filhos, Aleixo e Miguel.[2] Em 1298, depois da morte do marido da ascensão do filho Aleixo ao trono, retornou para a corte de seu irmão em Constantinopla levando Miguel consigo.[3]

Andrônico II Paleólogo recebeu a irmã planejando utilizá-la para selar um acordo diplomático com Estêvão Milutino, rei da Sérvia: a mão de Eudóxia em troca de paz. Estêvão era favorável ao acordo, pois sua esposa havia acabado de morrer. "Mas nada que Andrônico pudesse fazer conseguiria influenciar a irmã dele a uma vida com um asqueroso bárbaro na Sérvia selvagem", escreveu Donald M. Nicol.[4] Estêvão foi obrigado a se contentar com Simonida, uma filha de Andrônico com sua segunda esposa, Irene de Monferrato.

Enquanto isso, Aleixo II decidiu casar-se com Djiadjak Jaqeli, uma princesa georgiana. Seu tio, o imperador Andrônico II, que havia sido nomeado seu guardião por João II Megacomneno, queria que o casamento fosse anulado, pois planejava casar Aleixo com a filha de Nicéforo Cumno, um alto oficial da corte bizantina. Eudóxia se aproveitou do pretexto de convencer o filho a dissolver o casamento para conseguir permissão de voltar para Trebizonda em 1301. Ao chegar, porém, ela aconselhou o filho do contrário. Eudóxia morreu no ano seguinte e William Miller especula que ela teria sido enterrada na Igreja de São Gregório de Níssa.[5]

Anthony Bryer propôs que uma Eudóxia, que se tornara freira com o nome monástico de "Eufêmia", mencionada numa inscrição relatada por Fallmerayer da Igreja Panágia Teoscepasto, pode ter sido Eudóxia Paleóloga. Ainda não se provou satisfatoriamente, porém, que esta Eudóxia teria sido da casa dos Megacomnenos e Bryer oeferece várias objeções a qualquer identificação entre as duas. Ele lembra que há "uma forte tradição independente do século XIX" de que Eudóxia teria fundado a Igreja de São Gregório de Níssa antes de morrer. Finalmente, ele lembra que "não seria surpreendente se ela tivesse desejado colocar não apenas distância mas também um veu de freira entre ela e os calculistas e alarmantes planos maritais do irmão (que incluíam alianças com mongóis e turcos usando outras mulheres da família) antes de morrer em 1302".[6]

Ver tambémEditar

Eudóxia Paleóloga
Nascimento: 1282 Morte: 1297
Títulos reais
Precedido por:
Irene Siricena
Imperatriz-consorte de Trebizonda
1282–1284
Sucedido por:
Eudóxia Paleóloga
como 2o mandato do marido
Precedido por:
Eudóxia Paleóloga
como 2o mandato do marido
Imperatriz-consorte de Trebizonda
1285–1297
Sucedido por:
Jiajak Jaqeli

Referências

  1. Miguel Panareto, Chronicle, ch. 6
  2. William Miller, Trebizond: The last Greek Empire of the Byzantine Era: 1204-1461, 1926 (Chicago: Argonaut, 1969), p. 29
  3. Miller, Trebizond, p. 32
  4. Nicol, The last centuries of Byzantium, 1261-1453, second edition (Cambridge: University Press, 1993), p. 119
  5. Miller, Trebizond, pp. 32f
  6. Bryer, "Who was Eudokia-Euphemia?" Archeion Pontou, 33 (1976), pp. 17-24

Ligações externasEditar