Abrir menu principal

Experiência consciente imediata[1] ou simplesmente experiência imediata é a experiência consciente subjetiva que um sujeito tem da realidade, no exato momento em que este acesso a realidade é direto, intuitivo, independente das características constitutivas do sujeito e sem auxílio de construtos auxiliares.[2]

O conceito nasceu a partir da divisão das ciências naturais e da psicologia como primeiramente postulado por Wilhelm Wundt. Segundo ele, enquanto as ciências naturais estudam os objetos da experiência independente do sujeito, a psicologia os investigam na sua relação com o sujeito. Delimitando os domínios dessas ciências, Wundt define que as ciências naturais se ocupam do estudo da experiência mediata, enquanto a psicologia estuda a experiência imediata.[2]

Um exemplo que pode mais facilmente esclarecer a distinção entre a experiência mediata da experiência imediata é o de uma pessoa observando pela janela a temperatura medida por um termômetro colocado do lado de fora da casa, com a temperatura indicada de —10°C, a pessoa neste caso não estará sentindo o fenômeno da temperatura diretamente, já que a medida em questão foi obtida e/ou mediada a partir da utilização de um instrumento científico, neste caso a experiência é mediata. No entanto, se a pessoa for para o lado de fora, despida de seu casaco e sem auxílio de qualquer construto auxiliar, ela terá uma experiência direta do frio, e esta será chamada experiência consciente imediata, isto é, você a experimenta em primeira mão, sem o intermédio de um termômetro ou qualquer outro instrumento científico.[1]

Referências

  1. a b C. James Goodwin, História Da Psicologia Moderna, São Paulo: Editora Cultrix, 2005, p. 121
  2. a b Jan Luiz Leonardi, Breves considerações sobre a concepção do objeto de estudo da Psicologia para Wundt e para Brentano, Psicol. rev. (Belo Horizonte), vol.17, no.1, Belo Horizonte, abr. 2011


  Este artigo sobre psicologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.