Faro (Pará)

Município brasileiro do estado do Pará
Faro
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Faro
Bandeira
Brasão de armas de Faro
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra dos Muiraquitãs"
Gentílico farense[1]
Localização
Localização de Faro no Pará
Localização de Faro no Pará
Mapa de Faro
Coordenadas 2° 10' 15" S 56° 44' 42" O
País Brasil
Unidade federativa Pará
Municípios limítrofes Oriximiná, Terra Santa e Nhamundá (estado do Amazonas).
Distância até a capital 918 7 164 Km km
História
Fundação 21 de dezembro de 1768[1]
Aniversário 27 Dezembro
Administração
Prefeito(a) Jardiane Viana Pinto (PMDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 11 766,496 km²
População total (IBGE/2016[3]) 7 168 hab.
Densidade 0,6 hab./km²
Clima Equatorial Am
Altitude 31 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,563 baixo
PIB (IBGE/2014[5]) R$ 43 054,93 mil
PIB per capita (IBGE/2014[5]) R$ 5 737,60

Faro é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Baixo Amazonas. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 02º10'17" sul e longitude 56º44'42" oeste.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 02º10'17" sul e longitude 56º44'42" oeste, estando a uma altitude de 31 metros. Possui uma área de 11820,39 km². Sua população, de acordo com estimativas do IBGE, era de 7 168 habitantes em 2016.

HistóriaEditar

O Município de Faro teve sua origem na aldeia dos índios Jamundás que, à época era acompanhada pelos missionários da Congregação Capuchos da Piedade e ficava situada logo abaixo da confluência do rio Paratucu com o Nhamundá. Em virtude desse local não possuir condições favoráveis ao desenvolvimento do povoado e, ainda, pela dificuldade de adaptação dos padres Capuchinhos ao local, a missão foi transferida para a margem do lago, colocando-a sob a proteção de “São João Batista”, sendo-lhe dado o nome de aldeia dos Jamundás, chamada também de Nhamundá.

Por ordem do governador e Capitão General do Grão Pará Fernando da Costa de Ataíde e Teive de Sousa Coutinho, o Maquinês, o ouvidor-geral e corregedor da Comarca Dr. José Feijó de Melo e Albuquerque, a 21 de dezembro de 1768, fez a eleição da justiça a servirem nos anos de 1769, 1770 e 1771.

No dia 27 de dezembro de 1768, no meio da praça da Vila, com a assistência do ouvidor geral e corregedor da Comarca, Dr. Feijó, Frei Francisco de Madalena, vigário da freguesia, do sargento-mor Amaro Pereira da Silva e de outras, teve lugar a cerimônia de levantamento do pelourinho, havendo sido por três vezes aclamado com vivas El-Rei D. José I.

No mesmo dia 27 de dezembro de 1768, em sessão magna, foram abertos os pelouros, havendo saído eleitos para o primeiro senado da câmara da nova vila de Faro, para servirem no ano de 1769, no cargo de cargo de juízes ordinários, Joaquim Pereira e o sargento-mor Amaro Pereira da Silva; para vereadores, O Capitão Simeão Lopes, Canuto Marinho, e Roque Monteiro, e, para Procurador da Câmara Lourenço Pedro, oficiais que, logo depois de exibirem suas folhas corridas e cartas de crença e confirmação, prestaram juramento em santos evangelhos de bem e fielmente servirem com suas obrigações, na forma do seu regimento.

Em seguida ao juramento e posse, no mesmo dia, teve lugar a primeira sessão do senado da Câmara de Faro, sob a presidência do ouvidor geral, Dr. José Feijó de Melo e Albuquerque, na qual foram tomadas diversas deliberações, como a de denominar o nome da praça da vila São João Batista e a votação do primeiro código de posturas municipais.

Marca, portanto, o dia 27 de dezembro de 1769 a data da instalação do município de Faro.

Em 1771 o senado da câmara foi constituído pelo juiz ordinário Sebastião Francisco Pereira, e, vereadores, Lourenço Nunes Pereira, Amaro Pereira da Silva e Simeão Lopes.

Referências

  1. a b «Faro» (PDF). IBGE. Consultado em 15 de abril de 2011 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa populacional 2016 IBGE» (PDF). Estimativa populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 28 de dezembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  5. a b «PIBMunicipal2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 28 de dezembro de 2016 

Ligações externasEditar

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