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Flávio Loureiro Chaves (Porto Alegre, 4 de fevereiro de 1944), é um historiador, professor, ensaísta e crítico literário brasileiro.

Formou-se em Letras (licenciatura) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e obteve o doutorado na Universidade de São Paulo. Atuou como docente de graduação ou pós-graduação na Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras, nas universidades de Brasília, Federal de Santa Maria, Federal do Rio Grande do Sul, Caxias do Sul, Rennes II (França), e Escola Superior de Jornalismo do Porto (Portugal). Foi um dos criadores, junto com José Clemente Pozenato, do Programa de Pós-Graduação em Letras, Cultura e Regionalidade na Universidade de Caxias do Sul.[1] Foi Pró-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde coordenou o Programa de Pós-Graduação em Letras e implantou o Instituto de Estudos Avançados da América Latina.[2] Foi um destacado colaborador do suplemento cultural do Correio do Povo, o "Caderno de Sábado".[3]

É uma autoridade sobre a obra dos escritores Simões Lopes Neto, Machado de Assis e Erico Veríssimo.[1][4][5] Foi editor do segundo volume de Solo de Clarineta, que havia sido deixado inacabado.[6] Segundo Elvo Clemente, "o trabalho de Flávio Loureiro Chaves balizou a crítica brasileira sobre a obra do grande filho de Cruz Alta".[7] É membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, da Academia Rio-Grandense de Letras e sócio titular do Pen Club do Brasil.[2] Recebeu diversas premiações, entre elas o Prêmio Erico Verissimo, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o Prêmio Simões Lopes Neto, do Instituto João Simões Lopes Neto, e a Medalha do Mérito Machado de Assis, da União Brasileira de Escritores – Seção de Nova York.[1] Na ocasião em que recebeu o Prêmio Joaquim Felizardo, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, destacando sua carreira dedicada à cultura e seu papel central no "reconhecimento crítico nacional das obras de Erico Verissimo e Simões Lopes Neto",[8] a Coordenação do Livro e Literatura disse a seu respeito:

"Quando Flávio Loureiro Chaves subir ao palco do Teatro Renascença para receber o IV Prêmio Joaquim Felizardo, na categoria Literatura, a Prefeitura de Porto Alegre estará homenageando não só um de seus principais intelectuais, cuja importância na vida cultural gaúcha é imensurável, mas também um dos principais estudiosos das obras de escritores como Erico Verissimo e Simões Lopes Neto, além de um professor que influenciou de maneira indelével toda uma geração de alunos".[3]

Tem grande número de artigos publicados.[2] Entre suas principais obras em livro estão:[1]

  • O contador de histórias: 40 anos de vida literária de Erico Verissimo (org.), 1972
  • Erico Verissimo: realismo e sociedade, 1981
  • Simões Lopes Neto: regionalismo & literatura, 1982
  • Simões Lopes Neto, 2001
  • Erico Verissimo: o escritor e seu tempo, 2001
  • Ponta de Estoque (ensaios), 2006

Outras obras:

  • Aspectos do modernismo brasileiro, 1970
  • Ficçâo Latino-Americana, 1973
  • O mundo social do Quincas Borba, 1974
  • O ensaio literário no Rio Grande do Sul: 1868-1960, 1979
  • História e literatura, 1988
  • Matéria e invenção: ensaios de literatura, 1994
  • Leituras de Drummond, 2001

Referências

  1. a b c d Marcon, Daniele & Arendt, João Claudio. "Erico Veríssimo não é um romancista de 30: entrevista com Flávio Loureiro Chaves". In: Cadernos Literários, 2015; 23 (1):148-161
  2. a b c Instituto João Simões Lopes Neto. "Flávio Loureiro Chaves palestra no IJSLN".
  3. a b Flávio Loureiro Chaves. Coordenação do Livro e Literatura, Prefeitura de Porto Alegre, 17/01/2012
  4. Lucas, Fábio. O núcleo e a periferia de Machado de Assis. Manole, 2009, pp. 136-139
  5. Faé, Geneviève. "Regionalidade em Simões Lopes Neto: fortuna crítica". In: Revista Eletrônica de Estudos Literários, 2011; 2, 7 (8)
  6. "Monumento às claras". Revista Cult, out/1986
  7. Clemente, Elvo. "Erico Veríssimno e a Crítica Brasileira". In: Letras de Hoje, 1988; 20 (3): 91-100
  8. Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. "VI Prêmio Joaquim Felizardo destacou carreiras dedicadas a cultura na cidade".