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A fortaleza de Suomenlinna (em finlandês) ou Sveaborg (em sueco) localiza-se à entrada do porto de Helsínquia, capital da Finlândia.[1][2][3]

Pix.gif Fortaleza de Suomenlinna *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Suomenlinna.jpg
Fortaleza de Suomenlinna
País  Finlândia
Tipo Cultural
Critérios iv
Referência 583
Região** Europa e América do Norte
Coordenadas 60° 08′ 37″ N, 24° 59′ 04″ L
Histórico de inscrição
Inscrição 1991  (15ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Esta imponente fortificação possuiu diversas designações ao longo de sua história. Originalmente - Sveaborg (castelo dos Suecos, em sueco) ou Viapori (em finlandês), e depois de 1918 a atual denominação Suomenlinna (castelo finlandês, em finlandês). [4]

Índice

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

Nas Guerras do Norte, pelo domínio do Mar Báltico (1700-1721), Carlos XII da Suécia e Pedro, o grande combateram árduamente pela posse do Grão-ducado da Finlândia, então em mãos dos escandinavos. Entre perdas e ganhos, na seqüência do conflito - sem um vencedor nítido - os suecos, senhores da região Sul da atual Finlândia, bem como de grande parte do mar Báltico e mares adjacentes, tiveram que ceder a Carélia (região a Leste da Finlândia) e parte do Sudeste do Grão-ducado aos russos. Estes, gradualmente, ganharam hegemonia na região do Báltico Oriental em detrimento da Suécia, que lhes cedeu pontos fortes na zona.

A atual fortalezaEditar

No intuito de proteger as províncias suecas na Finlândia e o próprio país do avanço russo, Frederico I da Suécia mandou erigir, em 1747, nas seis ilhotas do arquipélago em frente à cidade de Helsínquia (Helsingfors, em sueco), uma fortaleza destinada a fechar e controlar as possíveis incursões navais e terrestres das tropas dos czares.

A planificação e direção da construção ficou a cargo do almirante Augustin Ehrensvärd (1710-1772), que chegou a ter às suas ordens, em alguns verões (época do ano em que se pode trabalhar ao ar livre no Norte da Europa), mais de dez mil homens oriundos de toda a Suécia.

Em 1772 estava concluída a fortificação de Sveaborg: as ilhotas formavam um sistema defensivo articulado, envolvidas por uma cintura de proteção de muralhas de granito com 7,5 quilômetros de extensão. Essa defesa era complementada por uma série de torres de vigia, casamatas e canhoneiras, guarnecidas por soldados suecos.

Em 1808, no decorrer da Guerra Finlandesa, as tropas do czar cercaram a fortaleza, forçando os suecos a renunciar à posse de Sveaborg.[5] A Rússia dominou a praça, que denominou como Viapori durante mais de um século, ali mantendo guarnição militar.

No contexto da Guerra da Crimeia, em 1855 uma frota anglo-francesa bombardeou pesadamente Viapori durante cerca de quarenta e duas horas, infligindo-lhe severos danos e obrigando os russos a um notável esforço de reconstrução.

Do século XX aos nossos diasEditar

Como conseqüência da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, os finlandeses conseguiram obter a sua independência. A fortaleza foi então rebatizada como Suomenlinna, sendo parte de suas instalações requalificadas como um centro artístico e cultural.

Atualmente, as tranqüilas galerias de arte convivem com a Escola Naval finlandesa, ali em funções.

O conjunto da fortaleza encontra-se classificado como Património da Humanidade pela UNESCO desde 1991.

Referências

  1. «Sveaborg» (em sueco). Uppslagsverket Finland - Enciclopédia Finlândia. Consultado em 13 de março de 2016 
  2. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Sveaborg». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 79. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  3. Hadenius, Stig; Torbjörn Nilsson, Gunnar Åselius (1996). «Sveaborg». Sveriges historia - Vad varje svensk bör veta (História da Suécia – O que todos os suecos devem saber) (em sueco). Estocolmo: Bonnier Alba. p. 230. 447 páginas. ISBN 91-34-51784-7 
  4. «Fästning och historia (A fortaleza e a história (em sueco). Suomenlinna - Sveaborg. Consultado em 12 de maio de 2019 
  5. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Sveaborg». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 79. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 

Ligações externasEditar