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Francisco Xavier de Santa Rita Bastos Baraúna

frade franciscano, poeta e escritor baiano (1785-1846)
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Frei Francisco Xavier de Santa Rita Bastos Baraúna nasceu na Bahia (1785-1846) e foi um frade franciscano e poeta brasileiro.

Conhecido pelo seu anedotário, sonetos e suas pregações Frei Baraúna, foi um dos primeiros personagens que desenvolveram no Brasil a ideia de liberdade e o valor de se ser brasileiro e desenvolveu nesta terra o culto de um pensamento independente.

Damasceno Vieira escreveu após a sua morte o seguinte trecho em seu livro sobre as memórias brasileiras:

"consagrou o melhor de sua existência à paixão do jogo, do vinho e das mulheres, pelo que sofreu muitas prisões no cárcere de seu convento".

CuriosidadesEditar

Em uma ocasião, o frei saiu correndo da mesa do jogo, pois esquecera que daria a missa do fim da tarde. Por sair apressado só conseguiu esconder o baralho na manga do hábito.

Ao iniciar a missa algumas cartas caíram no chão. Sem perturbar-se, frei Baraúna mandou que um garoto as apanhasse e falasse a todos que cartas eram.

O garoto obedeceu e disse todos os naipes com precisão e em seguida o frei pediu que o mesmo rezasse o "crem Deus Padre".

O garoto entretanto não conseguiu nem mesmo começar a oração, aproveitando a deixa Frei Bastos comentou:

"- Vejam, senhores e senhoras! Este menino conhece todos os naipes do pernicioso baralho e é incapaz de rezar o Credo..."

E improvisou um sermão, de mais de uma hora, sobre os vícios da juventude e a educação precária da mesma em relação a religião, conquistando calorosos aplausos dos paroquianos por suas iluminadas palavras.

Muitas ruas no nordeste e uma praça em Sorocaba levam seu nome.

ReferênciasEditar

  • Memorias históricas brazileiras, 1500-1837 Por Damasceno Vieira.
  • Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1886 na página 507.
  • Memorias históricas brazileiras, 1500-1837 de Damasceno Vieira publicado em 1903, citado na página 27.
  • Historia da litteratura brasileira por Sylvio Roméro de 1902 com página 293
  • Primeiras manifestações da ficção na Bahia de David Salles de 1979 com 153 páginas, citado na página 79.
  • História da inteligência brasileira de Wilson Martins(1979), citado na página 479.
  • Noções de historia da literatura brasileira de Afrânio Peixoto (1931), com 352 páginas, citado na página 180.
  • Diccionario bibliographico brazileiro pelo doutor Augusto Victorino Alves Sacramento Blake (1969), citado na página 44.