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Franco Califano
Franco Califano em 2011
Informação geral
Nascimento 14 de setembro de 1938
Local de nascimento Trípoli
 Líbia
Morte 30 de março de 2013 (74 anos)
Local de morte Roma,  Itália
Período em atividade 1960-2013
Gravadora(s) Sony, Ariston Records, CGD, Dischi Ricordi, Lupus, Hydra Music
Página oficial www.francocalifano.it/

Franco Califano (Trípoli, 14 de setembro de 1938 — Acilia, 30 de março de 2013) foi um cantor, compositor, escritor e poeta italiano.[1]

Índice

BiografiaEditar

Originário de Pagani, província de Salerno, nasceu durante um voo ao sul de Trípoli, naquele tempo território italiano. Cresceu e vive há muitos anos em Roma, mas também habitou por dez anos em Milão.

Os seus admiradores o chamam de "Califfo", ou ainda "Maestro". Recebeu uma láurea honoris causa em Filosofia pela Universidade de Nova Iorque.

Compositor desde a tenra idade, tornou-se famoso por canções cantadas por outros artistas como, por exemplo, Mia Martini (Minuetto, escrita em dupla com Dario Baldan Bembo e La nevicata del '56); Ornella Vanoni (La musica è finita, com música de Umberto Bindi, escrita com Nisa, Una ragione di più, escrita com Mino Reitano); Peppino di Capri (Un grande amore e niente più, que vence o Festival de Sanremo del 1973); Bruno Martino (E la chiamano estate, escrita em dupla com o mesmo Martino); Edoardo Vianello e Wilma Goich (Semo Gente de borgata). Sua também é a letra de Un'estate fa, uma versão italiana de Une belle histoire, do cantor francês Michel Fugain. Le notti d'agosto foi levada ao sucesso por Loretta Goggi.

Como cantor, chegou ao sucesso através de músicas suas como Tutto il resto è noia (com melodia de Frank Del Giudice) e Fijo mio (melodia de Amedeo Minghi).

Em 1970 é preso pela posse de drogas, o que ocorreria novamente em 1983 pelo mesmo motivo e por porte abusiva de armas, esta vez juntamente com o condutor televisivo Enzo Tortora. Durante esta última experiência carcerária compôs o álbum Impronte digitali, que se baseia sobretudo em situações decorrentes daquele período. Em ambos os processos, Califano foi absolvido porque o fato não se sustentava, algo que ele repetidamente recordou nos seus livros e nas suas entrevistas.

Se especializou como escritor em obras como Ti perdo - Diario di un uomo da strada, Il cuore nel sesso, Sesso e sentimento e Calisutra - Storie di vita e casi dell'amore raccontati dal maestro. Em 2008, faz a autobiografia Senza Manette, escrita a quatro mãos com Pierluigi Diaco.

Foi intérprete de fotoromances e ator cinematográfico em Sciarada alla francese (1963), Gardenia, il giustiziere della mala (1979), Due strani papà (1983) com Pippo Franco, Viola bacia tutti (1998) e Questa notte è ancora nostra (2008).

Em 2006, participou da terça edição do reality show Music Farm, conduzido por Simona Ventura.

Em 2008, participa de Ciao Darwin, con Paolo Bonolis.

Festival de SanremoEditar

As suas aparições no conceituado Festival de Sanremo começam em 1988, com Io per le strade di quartiere escrita a quatro mãos com Toto Cutugno, que escreveu a música. Volta em 1994, com Napoli, sublime gesto de afeto pela cidade partenopéia e em 2005 con Non escludo il ritorno, escrita juntamente com Tiromancino.

CuriosidadesEditar

 
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  • Califano sempre se apresentou como um desencantado amante latino, um pouco cínico, um pouco romântico se vangloriando de milhares de conquistas femininas.
  • A ele foi dedicado um jogo chamado La bisca del Califfo.
  • Vive em uma vila nos arredores de Roma, precisamente em Acilia, a poucos quilômetros do litoral de Óstia.
  • Tatuou no antebraço direito a sua célebre frase Tutto il resto è noia, título de sua canção mais famosa.
  • Foi citado na recente série televisiva Romanzo Criminale, participando no matrimônio de um dos componentes da banda.

PolíticaEditar

Quando foi preso, em 1983, escreveu uma carta para pedir ajuda a Bettino Craxi, o líder socialista, que após esse episódio, se tornou um grande amigo.

Nas eleições políticas italianas de 1992 foi candidato com o Partido Socialista Democrático Italiano, PSDI, porém sem ser eleito.

Em 2008, por ocasião de seu septuagésimo aniversário festejado em Praça Navona, afirmou: "Eu sou liberal, anticomunista. Pedi ao prefeito Gianni Alemanno, meu caro amigo, de poder cantar em qualquer bela praça. E ele me deu um maravilhoso presente. Por cinco anos me impediu de cantar porque me rotularam como um homem de direita. Conhecia bem seja Francesco Rutelli, como Walter Veltroni. O primeiro sempre se comportou bem, o segundo me ignorou. E não sei porque..."

ReligiãoEditar

Se definiu como católico apostólico romano. Durante uma entrevista radiofônica manifestou publicamente a sua admiração pelo Papa Bento XVI, de quem disse: "Me agradou subitamente e continua a ser aquilo que imaginava: um homem culto, político, forte, duro no momento certo, que não se priva de acariciar as cabeças, mas caminha direto, porque tem tanto caminho por percorrer. A primeira vez que o vi, senti algo dentro e estou muito mais próximo da fé."

DiscografiaEditar

LPEditar

  • 1972 - 'N bastardo venuto dar sud
  • 1973 - L'evidenza dell'autunno
  • 1975 - Secondo me, l'amore...
  • 1976 - Tutto il resto è noia (Dischi Ricordi, SMRL 6199)
  • 1977 - Tac...! (Dischi Ricordi, SMRL 6216)
  • 1979 - Ti perdo
  • 1980 - Tuo Califano
  • 1981 - La mia libertà
  • 1982 - Buio e Luna piena
  • 1983 - Io per amarti
  • 1984 - Impronte digitali
  • 1985 - Ma cambierà
  • 1987 - Il bello della vita
  • 1988 - Io
  • 1989 - Coppia dove vai
  • 1990 - Califano
  • 1991 - Se il teatro è pieno
  • 1994 - Ma io vivo
  • 1995 - Giovani uomini
  • 1999 - Tu nell'intimità

Ao vivoEditar

  • 1975 - 24 de julho de 1975 dalla Bussola, ao vivo na La Bussola de Viareggio
  • 1982 - In concerto dal Blue Moon di Ogliastro Marina, ao vivo ao Blue Moon de Castellabate Ogliastro Marina
  • 1992 - In concerto dal Blue Moon di Ogliastro Marina 2, ao vivo ao Blue Moon de Castellabate Ogliastro Marina
  • 2001 - Stasera canto io

AntologiasEditar

  • 1977 - Bastardo l'autunno e l'amore
  • 1981 - Ritratto di Franco Califano
  • 1983 - Super Califfo
  • 2003 - Le luci della notte
  • 2005 - Non escludo il ritorno

SinglesEditar

  • 1962 - Ti raggiungerò / Amica malinconia
  • 1966 - Non voglio vederti / Triste così
  • 1973 - Ma che piagni a ffa' / Beata te...te dormi
  • 1975 - Io me m'briaco
  • 1976 - Me'nnamoro de te / Tutto il resto è noia
  • 1977 - Io non piango / Tac...!
  • 1981 - La mia libertà
  • 1983 - Io per amarti

EPEditar

  • 2001 - Vive chi vive

FilmografiaEditar

  • 1979 - Gardenia, il giustiziere della mala (com Eleonora Vallone, direção de Domenico Paolella)
  • 1983 - Due strani papà (com Pippo Franco e Viola Valentino, direção de Mariano Laurenti)
  • 1998 - Viola bacia tutti
  • 2008 - Questa notte è ancora nostra

BibliografiaEditar

  • Monologhi e poesie romanesche
  • Diario segreto di un uomo da strada (Ivano Davoli)
  • Il cuore nel sesso (Castelvecchi)
  • Sesso e sentimento
  • Calisutra (Castelvecchi)
  • Senza manette (Mondadori, com Pierluigi Diaco)

Referências

Ligações externasEditar