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Frederico II da Dinamarca

o Típico Monarca do Renascimento Dinamarquês
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Frederico II
Rei da Dinamarca e Noruega
Reinado 1 de janeiro de 1559
a 4 de abril de 1588
Coroação 20 de agosto de 1559
Antecessor(a) Cristiano III
Sucessor(a) Cristiano IV
 
Esposa Sofia de Mecklemburgo-Güstrow
Descendência Isabel da Dinamarca
Ana da Dinamarca
Cristiano IV da Dinamarca
Ulrico da Dinamarca
Augusta da Dinamarca
Edviges da Dinamarca
João, Príncipe de Schleswig-Holstein
Casa Oldemburgo
Nascimento 1 de julho de 1534
  Castelo de Haderslevhus, Haderslev, Dinamarca
Morte 4 de abril de 1588 (53 anos)
  Castelo de Antvorskov, Antvorskov, Dinamarca
Enterro Catedral de Roskilde, Roskilde, Dinamarca
Pai Cristiano III da Dinamarca
Mãe Doroteia de Saxe-Lauemburgo
Religião Luteranismo

Frederico II (Haderslev, 1 de julho de 1534 – Antvorskov, 4 de abril de 1588) foi o Rei da Dinamarca e Noruega de 1559 até sua morte. Era o filho do rei Cristiano III e da rainha Doroteia de Saxe-Lauemburgo.

Rei da DinamarcaEditar

Frederico II era filho do rei Cristiano III da Dinamarca e Noruega e da duquesa Doroteia de Saxe-Lauemburgo. Frederico II foi o típico monarca do Renascimento dinamarquês. Ao contrário do seu pai, foi fortemente influenciado por ideais militares. Na sua juventude fez amizade com príncipes de guerra alemães. Queria casar com a sua amante, Ana de Hardenberg, mas foi convencido a não prosseguir com a ideia. Pouco após a ascensão ao trono, conseguiu a sua primeira vitória através da conquista de Dithmarchen no Verão de 1559.

O conflito dominante do seu reinado foi a Guerra Nórdica dos Sete Anos entre 1563 e 1570 na qual tentou, em vão, conquistar a Suécia, reinada pelo seu primo, o louco rei Érico XIV. O conflito transformou-se numa guerra muito dispendiosa de atritos e em consequência da mesma foram devastadas pelos suecos e em que a Noruega foi quase perdida. Durante esta guerra, o rei liderou o seu exército no campo de batalha mas sem grandes resultados e o conflito deteriorou a sua relação com os conselheiros reais. Porém, a agitação na Suécia e o facto de uma administração dinamarquesa liderada pelo competente administrador Peder Oxe ter assumido o controlo, estabilizou a situação. Quando a guerra terminou, a paz alcançada permitiu que a Dinamarca se mantivesse igual, mas também demonstrou os limites do poderio militar dinamarquês.

Depois da guerra, Frederico manteve a paz sem desistir das suas tentativas de expansão do seu prestigio como monarca naval. A sua política estrangeira ficaram marcadas pelo apoio aos países protestantes (quando era solteiro cortejou a rainha Isabel I da Inglaterra, uma iniciativa que fez com que se tornasse Cavaleiro da Jarreteira) mas, ao mesmo tempo, por uma neutralidade estrita. Conselheiros experientes como Peder Oxe, Niels Kaas, Arild Huitfldt e Christoffer Valkendorff trataram da administração interna.

Em termos de personalidade, Frederico foi descrito como temperamental, vaidoso, corajoso e ambicioso. Era um amante da caça, vinho e banquetes e a opinião geral era a de que tinha morrido por ter bebido demais. Reconstruiu o castelo de Kronborg em Elsinore entre 1574 e 1585. Em 1567 fundou a cidade de Fredrikstad na Noruega. A escola secundária Frederk II em Fredrikstad, uma das maiores escolas do género na Noruega, deve o seu nome a Frederico.

Este foi um período de abundância e crescimento na História da Dinamarca. Frederico também foi um dos principais mecenas do famoso astrólogo Tycho Brache. A 4 de Abril de 1588 morreu e foi sucedido pelo seu filho mais velho, Cristiano IV. Foi enterrado na Catedral de Roskilde.

Família e filhosEditar

Casou-se a 20 de Julho de 1572 com a duquesa Sofia de Mecklenburg-Güstrow, uma descendente do rei João I da Dinamarca e sua meia-prima direta pelo seu avô, Frederico I, rei da Dinamarca e Noruega. Tiveram oito filhos:


Frederico II da Dinamarca
Casa de Oldemburgo
1 de julho de 1534 – 4 de abril de 1588
Precedido por
Cristiano III
 
Rei da Dinamarca e Noruega
1 de janeiro de 1559 – 4 de abril de 1588
Sucedido por
Cristiano IV


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