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Free Press é uma organização não-governamental norte americana que luta pela internet livre e aberta e pela liberdade de imprensa.[1][2] Foi criada em 2003 por Robert W. McChesney em conjunto com John Nichols e Josh Silver. Atualmente a organização conta com cerca de 900.000 ativistas que desempenham papéis como: Assinar petições em prol da liberdade de imprensa e da Neutralidade da rede, participar de reuniões com autoridades e escrever cartas a editores de diversos veículos de imprensa. A organização também argumenta a favor em cortes marciais em assuntos políticos que sejam de interesse público.

A Free Press é a organizadora e patrocinadora da Conferência Nacional para Reforma da Mídia (NCMR).

Índice

Conferência Nacional para Reforma da MídiaEditar

Conferência Nacional para Reforma da Mídia (do inglês Nation Conference for Midia Reform) é uma conferência que acontece nos Estados Unidos. Atualmente ela é a maior conferência devota a mídia, tecnologia e democracia nos Estados Unidos. Ela é organizada e patrocinada pela organização Free Press e que reune ativistas, jornalistas, pesquisadores, estudantes e cidadãos que apoiam a causa da liberdade de imprensa e da internet livre e aberta.[3]

Ja aconteceram 6 edições da conferência sendo a ultima delas em 2013, no Colorado. A conferência reuniu milhares de pessoas e cerca de 300 palestrantes.

Outras edições da conferência:

  • 2003 (Em Madinson, Wiscosin)[4]
  • 2005 (Em St. Louis, Missouri)[5]
  • 2007 (Em Memphis, Tennessee)[6]
  • 2008 (Em Minneapolis, Minnesota)[7]
  • 2011 (Boston, Massachusetts)

AtivismoEditar

A Free Press participa ativamente em diversas questões relacionadas a Liberdade de imprensa, Neutralidade da rede e vigilância da Internet.

Neutralidade da RedeEditar

Em 14 de Janeiro de 2014 a corte federal de apelações derrubou o projeto da Federal Communications Commission (FCC), órgao regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, que ditava termos para a Internet Livre. O projeto tinha como objetivo impedir que os provedores de Internet bloqueassem ou tornassem lento o acesso ao conteúdo da internet. A corte de apelações alegou que as justificativas legais para o projeto estavam erradas, e por isso o projeto foi derrubado.

Em 15 de Maio o presidente da FCC, Tom Wheeler, aprovou que os provedores de Internet cobrassem de empresas para elas receberem tratamento prioritário nas suas Redes, tornando o conteúdo de outras aplicações e empresas mais lento. A Free Press participou ativamente na tentativa de derrubar o decreto de Tom Wheeler. A organização conseguiu o apoio de líderes políticos e de uma grande massa de publico. Cerca de 4 milhões de pessoas aderiram e realizaram diversos comentários acerca do decredo de Tom Wheeler. Além disso, a organização conseguiu o apoio de 60 membros do Congresso Americano. E em Novembro de 2014, o Presidente Barack Obama também juntou-se a causa, pedindo ao presidente da FCC Tom Wheeler a classificar os provedores de Internet como Título 2 da Lei das comunicações (Única maneira de garantir a Neutralidade da rede).

No dia 4 de Fevereiro de 2015, o presidente Tom Wheeler garantiu que iria classificar as empresas provedores de Internet como Título 2, para garantir a proteção aos usuários. Isso se tornou a maior vitória do interesse público na história da FCC.[8]

VigilânciaEditar

Em 5 de Junho de 2013, o jornal The Guardian expôs uma ordem ultra-secreta da Agência de Vigilância e Inteligência Estrangeira dos Estados Unidos na qual obrigava a empresa de telecomunicações Verizon. uma das maiores provedoras dos EUA, a fornecer metadados de todas as ligações telefônicas da sua rede para a Agência de Segurança Nacional (NSA).

Um dia depois, o mesmo jornal expôs a existencia do PRISM (programa de vigilância), um programa de vigilância que permite a NSA acessar emails e monitorar a atividade de milhões de usuários no mundo inteiro. O programa de espionagem da NSA ameaçam os direitos basicos a se conectar, comunicar e se organizar. Além disso, trata-se de um programa inconstitucional, pois a primeira emenda da constituição norte americana garante a liberdade de expressão, e a quarta emenda garante proteção contra a apreensão sem mandado judicial.

O fundo The Free Press Action Fund ajudou a bancar a coligação Stop Watching Us ("Pare de nos Observar"). A coligação lançou uma petição para a NSA prestar contas sobre a sua operação e também realizar reformas legais a fim de garantir a privacidade. A petição coletou mais de 580.000 assinaturas e também obteve o apoio de centenas de instituições. A coligação está pressionando o Congresso para ser criado um comitê especial que iria reportar e investigar os atos de espionagem da Agência de Segurança Nacional. (NSA)[9]

Liberdade de ImpresaEditar

"A democracia necessita de uma imprensa fervorosa a fim de controlar nossos líderes, e cobrir os aspectos importantes da nossa sociedade". Essa frase a Free Press toma como lema para defender ativamente a liberdade de impresa. Porém, o cenário atual é bem diferente. Autoridades governamentais capturam históricos telefônicos de jornalistas, pressionam-os para revelarem fontes anônimas. Com o advento da Internet, cidadãos comuns também tornam-se "jornalistas", e assim, denunciam irregularidades. Hoje com diversos atos de espionagem pro parte de agências governamentais, o direito garantido pela primeira emenda norte-americana está sendo violado.[10]

Visão da Free Press: "Nós visionamos um tempo em que jornalistas profissionais, repórteres independentes e cidadãos comuns estejam livres para realizar atos de jornalismo todo dia e a todo momento.Nós visionamos um tempo em que nossos direitos garantidos na primeira emenda de coletar e disseminar notícias seja aceito culturalmente e protegido por lei. Mas para isso, nós precisamos de um movimento inclusivo que mobilize milhões de pessoas para lutar por nossos direitos de se conectar, comunicar e cobrir nossas comunidades."

Para isso, a Free Press hoje está convocando pessoas mundo afora para formar coligações em prol da defesa da liberdade de imprensa. Além disso, está equipando e fornecendo recursos para jornalistas profissionais e independentes exercerem o seu papel, e assim defenderem seus direitos e "amplificarem suas vozes" [11]

Referências

  1. Fund, John (26 de fevereiro de 2015). «Comrades for Net Neutrality». National Review. Consultado em 2 de março de 2015 
  2. Ross, Chuck (26 de fevereiro de 2015). «A Leading Net Neutrality Activist's Neo-Marxist Views». Daily Caller. Consultado em 2 de março de 2015 
  3. «National Conference for Media Reform» 
  4. «The 2003 National Conference on Media Reform». The National Conference for Media Reform, freepress.net. Madison, WI, November 7 – 9, 2003. Consultado em 24 de agosto de 2008. Arquivado do original (Web) em 14 de maio de 2007  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. «The 2005 National Conference for Media Reform». The National Conference for Media Reform, freepress.net. St. Louis, MO, May 13 – 15, 2005. Consultado em 24 de agosto de 2008. Arquivado do original (Web) em 8 de fevereiro de 2007  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «The 2007 National Conference for Media Reform "Highlights"». The National Conference for Media Reform, freepress.net. Memphis, TN, January 2007. Consultado em 24 de agosto de 2008. Arquivado do original (Web Video clips) em 15 de maio de 2008  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. «The 2008 National Conference for Media Reform». The National Conference for Media Reform, freepress.net. Minneapolis, MN, June 6 – 8, 2008. Consultado em 24 de agosto de 2008. Arquivado do original (Web) em 28 de agosto de 2008  Verifique data em: |data= (ajuda).
  8. Free Press (Net Neutrality), [1], Free Press, 14 de janeiro de 2014
  9. Free Press (Surveillance), [2], Free Press, 5 de junho de 2013
  10. MorningStarOnline, [3], MorningStar Journal, 3 de dezembro de 2014
  11. Free Press (Press Freedom), [4], Free Press