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Getúlio Vargas
  Bairro do Brasil  
Município Aracaju
Fonte: Não disponível

Getúlio Vargas é um bairro de Aracaju, localizado na região central da capital. Limita-se ao norte com o Santo Antônio, a leste com o Centro, a oeste com o Siqueira Campos e ao sul com o Cirurgia e Pereira Lobo.

Índice

TopônimoEditar

Homenagem a Getúlio Vargas, político brasileiro. Sua primeira denominação foi "Morro do Cruzeiro", posteriormente "Caixa d'Água" e a partir da década de 1930 recebeu a denominação atual por determinação do Interventor de Sergipe, general Augusto Maynard Gomes.

Povoamento InicialEditar

Da mesma forma como o que já ocorrera nos vizinhos Cirurgia, Suíça e Siqueira Campos, a região do Morro do Cruzeiro [1] foi ocupada no final da segunda metade do século XIX em sua maioria por escravos libertos e retirantes sertanejos que fugiam da seca. Estes dois grupos eram terminantemente proibidos de ocupar o Centro da cidade, recém-projetado para abrigar a nova capital.

UrbanizaçãoEditar

Por mais de 100 anos a única forma de entrar e sair de Aracaju por via terrestre rodoviária se dava pela Estrada Velha, atual Rua São Cristóvão, um caminho acidentado e difícil de se transpor nos primórdios de Aracaju. Entre as décadas de 1960 e 1970 outras rotas de entrada e saída são abertas em diversos pontos da cidade, mas as ruas São Cristóvão e Laranjeiras continuam sendo até hoje as vias mais diretas ao Centro para quem vem da BR-235.

Atualmente possui um grande fluxo de pedestres e veículos, pois serve de entrada e saída do Centro comercial da cidade. Mesmo estando a alguns passos do Centro, o Getúlio Vargas possui uma característica bem residencial, o comércio em si, está localizado nas ruas e avenidas principais, destacando-se os setores de concessionárias de veículos e auto-peças.

No Getúlio Vargas encontra-se também a Central de Abastecimento de Sergipe, CEASA, principal entreposto de hortifrutigranjeiros do estado.

CulturaEditar

O Centro de Criatividade[2], projetado pelo arquiteto Jaime Lerner e inaugurado em 1986, é um espaço voltado para a cultura sergipana, dotado de anfi-teatro, auditório e uma ampla área verde no ponto mais alto do bairro. Nas últimas duas décadas o espaço deixou de receber eventos importantes e passou a sofrer com a degradação, apesar de ainda ser utilizado em datas esporádicas como as festas juninas, com a apresentação de quadrilhas e grupos folclóricos.

Em 2007 a comunidade conhecida como "Maloca" foi recohecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescentes quilombolas, a primeira em perímetro urbano em Sergipe. Esse projeto foi elaborado pelo o Senhor Luiz Augusto Bomfim dos Santos, mais conhecido na comunidade como Tinine. No Getúlio Vargas é preservado há 30 anos o Balé da Criliber - Criança e Liberdade, que educa crianças e adolescentes por meio da dança afro, Samba de roda,dança popular, folclórica, moderna, capoeira e música da cultura negra quilombola. O Grupo Criliber foi criado pelo desejo de uma Negra Africana do Município de Laranjeiras a Senhora Maria Madalena Pereira dos Santos no dia 18 de Julho de 1982, preservando assim as raízes negras. Já no ano de 1987 o seu neto Luiz Bomfim deu continuidade ao projeto cultural da Criliber intitulado "Criança da Periféria Faz Dança". É em busca da liberdade que até o prezado momento o Grupo Criliber preserva suas tradições culturais, educando e elevando a auto-estima dos jovens quilombolas da Maloca, fortalecendo assim a luta em defesa da vida e contra o racismo em Sergipe e no Brasil.

Principais LogradourosEditar

  • Rua São Cristóvão
  • Rua Laranjeiras
  • Avenida Pedro Calazans
  • Avenida Gentil Tavares
  • Avenida Coelho e Campos

BibliografiaEditar

Chaves, Rubens (2004). Aracaju, pra onde você vai?. [S.l.]: do Autor 

Mellins, Murilo (2007). Aracaju romântica que vi e vivi. [S.l.]: do Unit 

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