Gonçalo M. Tavares

Gonçalo Manuel de Albuquerque Tavares GOIH (Luanda, Agosto de 1970), mais conhecido na forma Gonçalo M. Tavares, é um escritor e professor universitário português, cuja primeira obra foi publicada em 2001.[2]

Gonçalo M. Tavares
Nome completo Gonçalo Manuel de Albuquerque Tavares
Nascimento agosto de 1970 (50 anos)
Luanda, Angola colonial
Residência Lisboa
Nacionalidade português
Ocupação Poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo
Prémios Prémio Revelação de Poesia APE/IPLB (1999)

Prémio Branquinho da Fonseca Expresso/Gulbenkian (2001)
Prémio Literário José Saramago (2005)
Prémio Portugal Telecom de Literatura (2007)
Prémio LER/Millennium BCP
Prémio do Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (2010)[1]
Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB (2010)
Prémio Fernando Namora (2011)[2]
Prémio Autores de 2011
Prémio Vergílio Ferreira (2018)

Magnum opus Jerusalém

CarreiraEditar

Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte, ópera, etc.

Estão em curso cerca de 220 traduções distribuídas por quarenta e cinco países.

O romance "Jerusalém" foi incluído na edição europeia de "1001 livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos".

PrémiosEditar

Recebeu o Prémio Portugal Telecom 2007; o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance - "Jerusalém" (Caminho); o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry (Caminho); o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações.Novalis (Difel) e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com água, cão, cavalo, cabeça (Caminho); na Itália o X Prémio Internacional Trieste 2008.

A 9 de Junho de 2012 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.[3]

Aclamação CríticaEditar

  • José Saramago, no discurso de atribuição do Prémio ao romance "Jerusalém", disse: «'Jerusalém' é um grande livro, que pertence à grande literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem apenas aos 35 anos: dá vontade de lhe bater!».
  • Dele disse ainda Vila-Matas, no Magazine Littéraire: "... de narrador de raça a génio de um imenso futuro. É um escritor que não vai continuar muito mais tempo despercebido nessa Europa…"
  • "Tavares triunfará, isso é algo que se vê já a chegar." in El País, Espanha.

ObrasEditar

O ReinoEditar

CançõesEditar

MitologiasEditar

  • A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado - Bertrand Editora, 2017
  • Cinco Meninos, Cinco Ratos - Bertrand Editora, 2018

DiálogosEditar

  • O Torcicologologista, Excelência - Caminho, 2015

EpopeiaEditar

PoesiaEditar

  • 1 - Relógio d'Água, 2004

EnciclopédiaEditar

  • Breves Notas sobre Ciência - Relógio d'Água, 2006
  • Breves Notas sobre o Medo - Relógio d'Água, 2007
  • Breves Notas sobre as Ligações - Relógio d'Água, 2009
  • Breves Notas sobra Música - Relógio d'Água, 2015
  • Breves Notas sobre Literatura-Bloom - Relógio d'Água, 2018

Estudos ClássicosEditar

  • Os Velhos Também Querem Viver - Caminho, 2014
  • Histórias Falsas - Campo das Letras, 2005

AtlasEditar

  • Atlas do Corpo e da Imaginação - Caminho, 2013

ArquivosEditar

  • Biblioteca - Campo das Letras, 2004

InvestigaçõesEditar

  • Livro da dança - Assírio e Alvim, 2001
  • Investigações. Novalis - Dífel, 2002 (Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores)
  • Investigações geométricas - Teatro do Campo Alegre, 2005

CidadesEditar

  • Matteo Perdeu o Emprego - Porto Editora, 2010
  • Uma Menina está Perdida no seu Século à Procura do Pai - Porto Editora, 2014
  • Bucareste-Budapeste: Budapeste-Bucareste - Relógio d'Água, 2019

Diário-FiccçãoEditar

  • Na América, disse Jonathan - Relógio d'Água, 2019

Bloom BooksEditar

  • A perna Esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil - Relógio d’ Água, 2004

O BairroEditar

  • O Senhor Valéry - Caminho, 2002 (Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso)
  • O Senhor Henri - Caminho, 2003
  • O Senhor Brecht - Caminho, 2004
  • O Senhor Juarroz - Caminho, 2004
  • O Senhor Kraus - Caminho, 2005
  • O Senhor Calvino - Caminho, 2005
  • O Senhor Walser - Caminho, 2006
  • O Senhor Breton - Caminho, 2008
  • O Senhor Swedenborg - Caminho, 2009
  • O Senhor Eliot - Caminho, 2010

CinemaEditar

  • Short Movies - Caminho, 2011

TeatroEditar

  • A Colher de Samuel Beckett e Outros Textos - Campo das Letras, 2003

TeseEditar

  • A Temperatura do Corpo - Instituto Piaget, 2001

Ligações externasEditar

Referências

  1. «Gonçalo M. Tavares vence Prémio do Melhor Livro Estrangeiro 2010 em França». Consultado em 23 de novembro de 2010. Arquivado do original em 26 de novembro de 2010 
  2. a b «Cópia arquivada». Consultado em 22 de outubro de 2011. Arquivado do original em 26 de outubro de 2011 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Gonçalo Manuel Tavares". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 18 de setembro de 2015 
  4. «Um Homem: Klaus Klump». Grupo Companhia das Letras. Consultado em 20 de junho de 2020 
  5. Outeiro, Eugénio (8 de março de 2011). «Aprender a rezar na Era da Técnica, resenha de Eugénio Outeiro». Portal Galego da Língua. Consultado em 20 de junho de 2020. Pertence à tetralogia O Reino [...] quatro títulos que a compõem: Um Homem: Klaus Klump (2001), A Máquina de Joseph Walser (2003), Jerusalém (2004) e Aprender a Rezar na Era da Técnica (2007). 
  6. Agência Lusa (7 de março de 2013). «Gonçalo M. Tavares entre os nomeados para Prémio de Melhor Livro Traduzido nos EUA». Consultado em 18 de outubro de 2016 
  Este artigo sobre uma pessoa é um esboço relacionado ao Projeto Biografias. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.