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Greve geral na Catalunha em 2017

Manifestantes seguram um cartaz onde está escrito em catalão: "Contra a repressão, em defesa das liberdades"

A Greve geral na Catalunha em 2017 foi uma greve geral organizada por separatistas catalães, sindicatos e grupos culturais em 3 de outubro de 2017, após o referendo sobre a independência da Catalunha ter sido realizado dois dias antes. O referendo, que foi realizado em desafio às ordens dos tribunais nacionais da Espanha, foi sujeito a violentas repressões onde a polícia militar espanhola tentou impedir os catalães de votar, o que feriu mais de 900 pessoas e levou ao apoio separatista de uma greve geral. Os sindicatos menores planejaram inicialmente a greve antes do referendo, mas a violência policial levou a um apoio generalizado, incluindo o governo da Catalunha, os dois principais sindicatos da Espanha e os grupos pró-independência. Na época da greve, a Catalunha representava um quinto do produto interno bruto espanhol, comparável em tamanho à economia do Chile.

Centenas de milhares de manifestantes participaram da greve, incluindo 700 000 em Barcelona, de acordo com a polícia da cidade. Agricultores, trabalhadores portuários e bombeiros protestaram. A polícia da Espanha e os sítios do governo espanhol foram locais de foco de protestos dentro e fora de Barcelona. O transporte público e a atividade portuária foram suspensos, aulas universitárias foram canceladas e empresas pequenas e grandes foram fechadas. Alguns manifestantes usaram bandeiras separatistas catalãs.

Os efeitos imediatos da greve incluíram uma reunião de emergência convocada pelo Ministério do Interior da Espanha e um raro discurso televisionado do rei espanhol Filipe VI, que condenou energicamente os líderes catalães por deslealdade[1] e não mencionou a violência policial durante o referendo. O presidente catalão Carles Puigdemont anunciou que o governo da Catalunha declararia independência unilateralmente dentro de uma semana após o resultado do referendo. Outro sindicato convocou uma greve geral de apoio uma semana depois, de 10 a 16 de outubro, aguardando respostas do governo, mas os organizadores da manifestação de 3 de outubro não anunciaram se participarão.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Minder, Raphael (3 de outubro de 2017). «King of Spain Forcefully Denounces Catalan 'Disloyalty'». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
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