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Grupo escolar é um livro de poesia brasileiro publicado por Antônio Carlos de Brito (cujo pseudônimo é Cacaso) em 1974. Foi republicado em 2002 pela Cosac & Naify e 7 Letras, na coleção Ás de colete, que reúne a obra poética de vários escritores expressivos da poesia marginal (também chamada geração mimeógrafo), como, por exemplo, Chacal.[1]

O livro se organiza como uma cartilha escolar, em quatro lições (em que se dividem os poemas). O título de cada "lição" faz jogo com expressões populares. O livro lembra, de certo modo, o Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade, de Oswald de Andrade (uma influência marcante, já mencionado em uma epígrafe de Segunda classe, livro publicado em 1975 por Cacaso). O livro conta com 30 poemas.

Tem uma dedicatória ao filho do poeta, e uma nota introdutória, em que o autor afirma: "Depois de cinco anos sem escrever um só verso, desconfiado mesmo da poesia, voltei a arriscar encorajado pela Ana Luisa, que me chamou para trabalharmos juntos em sua tese para a Escola Superior de Desenho Industrial[2]". Grupo escolar faz parte das produções do poeta da década de 70, época em que publicou a maior parte de sua obra, sendo considerada sintomática do momento.[3]

Índice

Lista de poemasEditar

Primira lição - Os extrumentos técnicosEditar

  • Cartilha;
  • "O poema anfíbio";
  • "Aqui cessa";
  • Protopoema.

Segunda lição - rachados e perdidosEditar

  • Praça da luz;
  • Romance;
  • As batalhas;
  • Política literária;
  • "Desperto mais";
  • Aquarela;
  • A verdadeira versão;
  • O futuro já chegou;
  • Estilos de época;
  • Epopéia.

Terceira lição - dever de caçaEditar

  • O que é o que é;
  • Logias e analogias;
  • Sinais do progresso;
  • As aparências revelam;
  • Reflexo condicionado;
  • Pré-história contemporânea periférica ou ninguém segura essa América Latina ou os impossíveis históricos ou a outra margem do Ipiranga;
  • Jogos florais.

Quarta lição - a vida passada a limboEditar

  • Cinema mudo;
  • "Trago comigo";
  • Até agora;
  • Logia e mitologia;
  • Imagens;
  • História natural;
  • Diário de bordo;
  • Reencontro;
  • Grupo escolar.

Referências

  1. Chacal. Belvedere. São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: 7 letras, 2007. Coleção Ás de Colete
  2. Cacaso. lero-lero (1967-1985). São Paulo: Cosac & Naify; Rio de Janeiro: 7 letras, 2002. Coleção Ás de Colete, p. 139
  3. "Nesse momento, é oportuno afirmar que toda a produção poética de Cacaso referente à década de setenta – a saber, Grupo Escolar, Beijo na Boca, Segunda Classe e Na Corda Bamba – pode ser lida como um “texto-testemunho” ou um “texto-sintoma”(VIÑAR, 1992, p. 125)." apud Poesia & Política Arquivado em 11 de julho de 2011, no Wayback Machine., p. 2.
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