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Guerras Sicilianas
Data 600 a.C.265 a.C.
Local Sicília, Norte da África, Sardenha, Mar Tirreno, Mar Jônico, Estreito da Sicília, sul da Itália
Desfecho Impasse
Mudanças territoriais Os cartagineses conquistaram um-terço da Sicília, no oeste; gregos e sicilianos permaneceram no controle do leste da ilha até as Guerras Púnicas
Beligerantes
Cartago Magna Grécia, liderada por Siracusa
Comandantes
Hamilcar I
Hannibal Mago
Himilco
Gelão I
Dionísio I
Timoleon
Agátocles

As Guerras Sicilianas, ou Guerras Greco-Púnicas, foi uma série de conflitos travados entre o Império Cartaginês e as várias Cidades-Estado Gregas, lideradas por Siracusa, sobre o controle da Sicília e o oeste do Mediterrâneo, acontecendo entre 600 a.C. e 265 a.C..[1]

O sucesso econômico de Cartago e sua dependência do comércio marítimo para conduzir boa parte dos seus negócios (já que a fronteira sul do seu império era praticamente só deserto), levou os cartagineses a iniciar a construção de uma poderosa marinha para desencorajar nações rivais e enfrentar piratas. Cartago herdara sua força e experiência no mar através dos seus ancestrais Fenícios. O crescimento do poder e influência cartaginesa acabou levando a conflitos com os gregos, uma outra potência que também desejava aumentar sua zona de controle na região central do Mediterrâneo.[2]

Os gregos, assim como os fenícios, eram excelentes marinheiros que espalharam várias prósperas colônias pelo Mediterrâneo. Isso levou a guerras frequentes entre Cartago e as Cidades-Estado Gregas, principalmente pelo controle da Sicília, cuja posição no meio do Mar Mediterrâneo a tornava crucial para o comércio naval do sul da Europa e do Norte da África. Ao longo dos séculos, batalhas de diferentes intensidades, no mar e em terra, foram travadas. Pelo menos três grandes conflitos foram registrados entre os séculos V e IV a.C., com diversos embates e com territórios trocando de mão constantemente, intercalado por períodos de tensa paz. No final, os cartagineses ocuparam o oeste da Sicília, mas não conseguiram conquistar outros territórios de importância pelo Mediterrâneo, especialmente após a Guerra Pírrica. Mais tarde, o poderio cartaginês voltou a ser desafiado, desta vez por Roma, nas chamadas Guerras Púnicas.[1]

Não há registros históricos a respeito deste conflito por parte dos cartagineses já que a cidade de Cartago foi completamente destruída pelos romanos em 146 a.C.. Como resultado, quase tudo que se sabe a respeito das Guerras Sicilianas vem de fontes gregas.[1]

Referências

  1. a b c Freeman, Edward A., History of Sicily, Volume 1.
  2. "Heritage History: Sicilian Wars". Página acessada em 24 de fevereiro de 2018.