Hélio do Soveral Rodrigues de Oliveira Trigo,[1][2] mais conhecido como Hélio do Soveral (Setúbal[1], 30 de setembro de 1918Brasília, 21 de março de 2001)[3][4] foi um prolífico radialista e escritor de literatura infanto-juvenil e pulp brasileiro, publicou dezenas de livros que se tornaram muito populares nas décadas de 1970 e 1980. Usou os pseudônimos Alexeya Slovenskaia Rubenitch, Allan Doyle, Clarence Mason, Ell Sov, Frank Rougler, Gedeão Madureira, Hélio do Soveral, Irani de Castro, John Key, K.O. Durban, Louis Brent, Luiz de Santiago, Maruí Martins, Sigmund Gunther, Stanley Goldwin, Tony Manhattan, Yago Avenir dos Santos, W. Tell.[5]

Hélio do Soveral
Nome completo Hélio do Soveral Rodrigues de Oliveira Trigo
Pseudônimo(s) Alexeya Slovenskaia Rubenitch, Allan Doyle, Clarence Mason, Ell Sov, Frank Rougler, Gedeão Madureira, Hélio do Soveral, Irani de Castro, John Key, K.O. Durban, Louis Brent, Luiz de Santiago, Maruí Martins, Sigmund Gunther, Stanley Goldwin, Tony Manhattan, Yago Avenir dos Santos, W. Tell
Nascimento 30 de setembro de 1918
Setúbal, Portugal
Morte 21 de março de 2001 (82 anos)
Brasília, DF, Brasil
Nacionalidade português, brasileiro
Ocupação Radialista, escritor e roteirista
Gênero literário romance policial, espionagem

Vida de Hélio do Soveral editar

Hélio do Soveral Rodrigues de Oliveira Trigo nasceu em Setúbal em 1918, filho de Carlos de Oliveira Trigo e sua mulher, Maria Leonilde de Soveral Rodrigues. Foi para o Brasil, onde se casou com D. Celina. Residiu em Copacabana, Rio de Janeiro, por cerca de sessenta anos, até que se mudou para Brasília, onde tinha a companhia da filha Anabelí, funcionária da Câmara dos Deputados. Alguns meses depois de se mudar para a capital, em 21 de março de 2001, Hélio do Soveral morreu atropelado por uma moto, aos 82 anos de idade.

Chegou a escrever cerca de 230 livros, além de várias novelas para o rádio e peças teatrais. Aliás, consta que Hélio foi um dos pioneiros da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi também redator de programas de Haroldo de Andrade, no rádio e na televisão.

O escritor editar

Iniciou a carreira aos 17 anos em 1935, no "Suplemento Policial do jornal carioca A Nação, onde publicou contos policiais.[6]

Em 1941, publicou o romance O Segredo de Ahk-Manethon nas páginas da revista em quadrinhos Mirim de Adolfo Aizen.[7]

Nos anos 1970, a Editora Tecnoprint (hoje Ediouro) começou a investir bastante em livros com um formato reduzido, conhecidos como livros de bolso, ou edições de bolso. Tais livros nessas edições se tornaram uma verdadeira febre na época, e incontáveis coleções foram lançadas nesse formato. Hélio do Soveral, então, lançou dezenas de livros infanto-juvenis.

Três de suas principais e mais famosas séries, publicadas durante as décadas de 1970 e 1980, são:

  • Os Seis - Série infanto-juvenil, publicada nas décadas de 1970 e 1980, escrita por Hélio do Soveral, que em alguns títulos usa o pseudônimo de Irani de Castro. A série é protagonizada por Zé Luís, Dudu, Marilene, Anete, Beto-Ferrugem e o cãozinho Saci, que juntos formam a "Sociedade Secreta dos Seis" (SS6). No total, foram publicados dezenove livros da coleção Os Seis: em cada livro uma aventura diferente da turma.
  • Missão Perigosa - Outra série infanto-juvenil escrita por Hélio do Soveral, que narrava as aventuras da dupla Ju-Ju – Júlio César e Jussara –, um casal de jovens repórteres brasileiros que fazem a cobertura jornalística de diversos casos misteriosos pelo mundo afora. Ao escrever Missão Perigosa, Hélio do Soveral usou também o pseudônimo de Yago Avenir.
  • A Turma do Posto 4 - Série escrita por ele, a partir de 1973. Era protagonizada por uma turma de garotos: Lula, Príncipe, Pavio-Apagado, Cidinha e Carlão, que, juntos, desvendavam os mais complicados mistérios. Hélio do Soveral usou o pseudônimo de Luiz de Santiago ao escrever esta série, que teve 35 títulos diferentes, também em formato "livro de bolso".

Escreveu outros livros como: Bira e Calunga na Floresta de Cimento, sob o pseudônimo de Gedeão Madureira, e Zezinho Sherlock em Dez Mistérios para Resolver.

Hélio também é o criador da série pulp protagonizada por K.O. Durban, o homem que protagonizou as mais inusitadas aventuras de espionagem, na década de 1960 e Spectre (assinado como Ell Sov), ambos pela Editora Monterrey.[8]

 
As Aventuras da Turma do Posto Quatro pelo Brasil e pelo Mundo

Bibliografia (parcial) editar

Série A Turma do Posto Quatro editar

 
As 35 Capas Originais da Série "A Turma do Posto Quatro"

autor usou aqui o pseudônimo de Luiz de Santiago. Esta coleção foi publicada de 1973 a 1979, contando com 35 títulos diferentes. São eles:

  1. Operação Macaco Velho (1973): "Um velho chimpanzé foge de casa, interna-se na Floresta da Tijuca e sua dona, uma menina de 6 anos de idade, chora desesperadamente a ausência do animal. Procurando o chimpanzé, a Turma do Posto Quatro percebe, muito tarde, que está perdida e é obrigada a passar a noite numa velha e abandonada capela, entre ratos, cobras, aranhas e "fantasmas", sem imaginar que estavam sobre muito dinheiro..."
  2.  
    As 35 Capas das Novas Edições da Série "A Turma do Posto Quatro"
    Operação Torre de Babel (1973): "Dessa vez, Lula e seus amiguinhos enfrentam um tremendo desafio! Precisam desvendar os mistérios do assassinato do zelador do Edifício Mattews, ocorrido ali, nas "barbas" da turma, e provar a inocência do pai de Pavio, preso - vejam só - como principal suspeito do crime! Mas na caça do sanguinário assassino, até os corajosos detetives mirins tremem de medo, principalmente diante daquele enorme facão..."
  3. Operação Fusca Envenenado (1973): "A Turma do Posto Quatro, após o episódio da Operação Torre de Babel, em que desmascarou um criminoso covarde, parte para nova aventura, enfrentando um assaltante perigosíssimo e completamente biruta. É a Operação Fusca Envenenado . A patota do Lula topa qualquer parada!"
  4. Operação Vikings da Amazônia (1973[?] 1983): "Lula, Cidinha, Príncipe, Carlão e Pavio Apagado estão em Manaus e vão dar um passeio de balão, em companhia de um arqueólogo e de um piloto francês. De repente, tremenda tempestade arrasta o balão para a impenetrável floresta amazônica. Aí a patota encontra uma cidadela habitada por homens brancos, que vivem isolados do mundo, como se ainda estivessem na Idade Média. Serão descendentes dos vikings? A Turma do Posto Quatro pagou caro para ver..."
  5. Operação A Vaca Vai pro Brejo (1973): "Em plena selva, no interior do Estado do Pará, a Turma do Posto Quatro mete-se em cada aventura incrementadíssima! À procura dos índios Paracanãs, que assaltaram a fazenda de Mr. Mattews, rasparam a cabeça dos colonos e raptaram uma mulher, a corajosa patota enfrenta - sem armas! - perigosos ladrões e os temíveis selvagens. Sem falar na monstruosa onça, que leva a vaca pro brejo!"
  6. Operação Tarzan do Piauí (1973[?] 1983): "Através dos jornais, A Turma do Posto Quatro fica sabendo que um arredio menino-macaco vive numa floresta do Piauí. Empolgados e curiosos com essa notícia, decidem conhecer de perto o pequeno Tarzan, metendo-se, assim em inesperadas e emocionantes aventuras."
  7. Operação Mar Ouriçado (1973): "Acusado pela Polícia Marítima de transportar muambas em seu barco de pesca, o pescador Mestre Pedro, tio de Cidinha, solicita a ajuda da Turma do Posto Quatro, pois precisa descobrir como é feito o contrabando e quem são os reais culpados. Numa aventura cheia de imprevistos e perigos, Lula e sua turminha passam mais de 15 dias nos cafundós do Oceano Atlântico, enfrentam até tubarões e tempestades e quase não conseguem desvendar os mistérios!"
  8. Operação Tesouro Submarino (1973[?] 1983): "Uma ilha vulcânica apareceu no oceano Atlântico, a 28 milhas do arquipélago de Fernando de Noronha, com indícios de conter minerais radioativos, essenciais para a fabricação de bomba atômica. Disposta a evitar uma guerra entre Brasil, Inglaterra, Holanda e França que pretendem disputar a posse da ilha, a Turma do Posto Quatro embarca para o local, dando início, assim, à quentíssima Operação Tesouro Submarino."
  9. Operação Falsa Baiana (1973): "Procurada pela polícia e venerada pelos frequentadores do Candomblé, aquela misteriosa Mãe-de-Santo - que não sabia da fama da Turma do Posto Quatro - não poderia supor que cinco crianças acabariam por desvendar seus segredos. E assim, a patota do Lula se vê envolvida em mais uma quentíssima e movimentada Operação."
  10. Operação Fla-Flu (1973): "Um craque do Flamengo foi sequestrado na praia, às vésperas de um Fla x Flu decisivo. A Turma do Posto Quatro parte para a aventura a fim de solucionar o sequestro. O mistério foi decifrado pela turma - resta saber como eles vão escapar de morrer afogados no rio São João de Meriti..."
  11. Operação Curió na Gaiola (1973): "Um menino de seis anos de idade some de casa, em São Paulo, e todos pensam que foi sequestrado. A turma do Posto 4 entra em ação, seguindo a pista do desaparecido, até parar em Poços de Caldas. Aí se desenrolam várias aventuras, inclusive um bando de ciganos bossas-novas e uma quadrilha de gangsteres internacionais. Nossos heróis, porém, insistem em encontrar o "curió" que fugiu de sua gaiola..."
  12. Operação Tamanco Voador (1973): "Misterioso objeto voador, em forma de tamanco, aparece no norte de Minas Gerais. Intrigada com a história, a Turma do Posto Quatro parte para o local a fim de descobrir se o objeto foi fabricado na Terra ou veio de outro planeta. Afinal, depois de várias peripécias nas cavernas pré-históricas, nossos heróis se encontram frente a frente com os pilotos mascarados do Tamanco-Voador."
  13. Operação Ilha do Besouro (1973): "A turma do Posto Quatro vai passar um fim de semana numa ilha da Baía de Sepetiba onde, segundo dizem, há um tesouro enterrado: uma arca cheia de cruzados de ouro do século XVII. Depois de várias aventuras que enfrentam dois bandos de piratas, nossos heróis decifram um criptograma e descobrem que o tesouro é outro, muito diferente."
  14. Operação Escravos de Jó (1974): "Um homem desfalecido foi encontrado entre os bois que vieram do Pantanal Mato-grossense para São Paulo para serem revendidos aos matadouros. Esse homem era um lavrador que fugiu de uma fazenda de lavoura de arroz, feijão, milho e cana-de-açúcar e que queria falar com o Presidente da República para denunciar trabalho escravo na fazenda. A Turma do Posto Quatro vai até o Pantanal Mato-grossense para resolver mais esse problema e fazer justiça aos trabalhadores que merecem ganhar um salário digno pelo trabalho. Lá passam por muitas aventuras e muitos perigos.
  15. Operação Paulistana (1974): "O misterioso desaparecimento dos planos de um invento secreto, da Fábrica Mattews, leva a Turma do Posto Quatro a São Paulo. Seguindo a pista do provável espião industrial, nossos heróis vão parar numa vila de floricultores japoneses, que guardam um segredo..."
  16. Operação Pampa Mia (1974): "Durante suas férias, a Turma do Posto Quatro vai passar quinze dias no interior do Estado do Rio Grande do Sul. Chegando à Estância da Manicla nossos heróis veem-se às voltas com uma quadrilha de ladrões de gado, que rouba apenas cinco bois e um bezerro por mês. A turma investiga o mistério e chega a uma conclusão surpreendente."
  17. Operação Inferno Verde (1975): "A Turma do Posto Quatro acompanha Mr. Mattews à Ilha de Marajó, onde ele vai fazer escavações arqueológicas, e perde-se no "Inferno Verde". Aí, a patota encontra uma senhora que lhe dá a pista de umas quadrilha de contrabandistas. A Turma cai na mão da quadrilha chefiada por um homem armado com uma garrucha. Como é que, aprisionados pelos bandidos, eles conseguem se comunicar com a polícia?"
  18. Operação Eldorado (1975): "Numa granja do interior de Minas Gerais, apareceu uma galinha que bota ovos de ouro. A Turma do Posto Quatro parte para lá a fim de investigar o fenômeno. A notícia provoca uma verdadeira "corrida do ouro" às terras do dono da galinha. Todo mundo quer comprar a granja, na esperança de encontrar uma mina escondida, mas o proprietário não pretende vendê-la. Só depois de enfrentar uma quadrilha de falsos garimpeiros é que a turma soluciona o mistério. E tem uma grande surpresa..."
  19. Operação Mulher Rendeira (1975): "Um homem é perseguido pela polícia, no interior do Estado de Alagoas, acusado de ter morto trinta pessoas em Serra Pelada. A Turma do Posto Quatro resolve ir à caatinga nordestina para saber o que houve realmente. Assim é que a turma se mete numa de suas "operações" mais complicadas, tendo que enfrentar a seca, um pistoleiro e um bando de cangaceiros."
  20. Operação Alvorada (1976): "Em Brasília, as mansões à beira do lago são assaltadas constantemente nos fins de semana. E o que é mais surpreendente: o ladrão não deixa a menor pista de ter estado ali... Para lá parte a Turma do Posto Quatro, disposta a desvendar o mistério do misterioso ladrão. Mas a coisa não é tão simples assim, pois em pleno curso das investigações, Cidinha e Pavio Apagado, vão parar dentro da jaula de um temido leão."
  21. Operação Café Roubado (1976): "Em Londrina, no Paraná, em meio aos cafezais, índios e fazendeiros, entra em ação A Turma do Posto Quatro, aquela turma já "experiente" nas investigações. E desta vez o mistério envolve uma plantação de café, cuja produção começava a "sumir" mesmo antes de ser colhida..."
  22. Operação Barriga-Verde (1977): "A Turma do Posto Quatro escolheu como "Operação da semana" aquele misterioso assassinato em Santa Catarina, onde, sem se saber como e por quê, um pescador perdera a vida. Já na terra dos barrigas-verdes, a turma acabou se deparando com uma pedra que dava choques e com três homens mal-encarados que capturavam botos e, depois de abrir-lhes a barriga, os atiravam de volta ao mar..."
  23. Operação Guerra das Amazonas (1977): "Fala-se no reaparecimento das Amazonas no Inferno Verde. Que estaria acontecendo? Estariam de volta as famosa guerreiras do Orellana? A Turma do Posto Quatro vai lá no Território de Roraima conferir."
  24. Operação Jangadeiros (1977): "Desta vez A Turma do Posto Quatro vai a Fortaleza para acudir a Mestre Raimundo, avô de Carlão, que fora agredido por dois bandidos. Mas, quando chega à Praia de Mucuripe, tem a desagradável surpresa de saber que o velho jangadeiro desaparecera misteriosamente... Quando ele reaparece e não quer revelar a ninguém o motivo de seu sumiço, a Turma desconfia que aí tem coisa... e começa a agir."
  25. Operação Cangaceiro Negro (1977): "A Turma do Posto Quatro está mesmo incrementada. Trata-se nada menos do que prender o Cangaceiro Negro, que assalta os turistas de Guarapari, no Estado do Espírito Santo. O negócio é chegar até lá. Príncipe resolve a parada arranjando um reumatismo para sua mãe e convencendo-a a ir tratar-se em Guarapari, onde as areias monazíticas operam milagres! E lá vai a patota, no Mustang cinzento, para enfrentar o Cangaceiro Negro, terror de Guarapari e adjacências..."
  26. Operação Rio das Mortes (1977): "Desta vez a patota do Lula está às voltas com caçadores de pedras preciosas, posseiros e jagunços do Oeste brasileiro. O grito de guerra da Turma do Posto Quatro - Operação Rio das Mortes - dá início a uma série de empolgantes aventuras que agitam os garimpos de Mato Grosso."
  27. Operação Barreira do Inferno (1977): "Neste volume vocês vão acompanhar a Turma do Posto Quatro à Barreira do Inferno, no Estado Rio Grande do Norte, e visitar a famosa Base Espacial, de onde são lançados os foguetes brasileiros. Mas não é só isso. Vocês vão também se envolver numa aventura de ação e mistério, nas salinas de uma ilha solitária, onde moram dois estranhos holandeses, que vigiam a base brasileira."
  28. Operação Ladrões do Mar (1977): "Ao ter notícias de que uma baleia fora roubada de seus legítimos pescadores, a Turma do Posto Quatro vai à Paraíba, a fim de investigar o mistério. Em Lecena a patota arma uma cilada aos ladrões do mar. E, quando estes aparecem, a aventura passa a se desenvolver, vertiginosamente, em lances espetaculares."
  29. Operação Bafo da Onça (1978): "Um índio do interior de Goiás vai a Brasília, joga na loteria esportiva e volta para a sua aldeia, sem saber que fez os 13 pontos e ganhou 50 milhões. O banco não consegue localizá-lo. A Turma do Posto Quatro sai à procura da Aldeia do Bafo da Onça, onde mora o felizardo. Depois de várias peripécias pelo sertão de Goiás, os "novos bandeirantes" acabam encontrando a aldeia, na ilha do Bananal. É aí que a "operação" tem o seu desfecho inesperado."
  30. Operação Seringal dos Afogados (1979): "Ao saber que apareceu uma legião de almas do outro mundo, vestida com lençóis furados, num antigo seringal do Acre, a Turma do Posto Quatro fica ansiosa para ir lá decifrar o mistério. Por coincidência, Mr. Brickford, um amigo do pai de Príncipe, vai ao local ver umas terras para comprar. A patota o acompanha e segue a pista dos fantasmas que assustam os boiadeiros de uma fazenda de gado. Mas o caso sofre uma reviravolta é revelada uma outra face da verdade..."
  31. Operação Mistério de Cascais (1979): "O pai de Lula vai a Portugal receber uma herança e a Turma do Posto 4 vai toda com ele. Ao chegarem a Cascais, depois de conhecerem Lisboa, surge o mistério: um fugitivo da África, suspeito de ter escapado com um contrabando de libras esterlinas, é agredido com um porrete e internado num hospital, onde está entre a vida e a morte. As moedas de ouro não aparecem. Então Lula entra em ação: investiga, raciocina e deduz tudo o que teria acontecido. Para a polícia portuguesa a conclusão é extraordinária, mas o garoto está certo!"
  32. Operação Poço do Agreste (1979): "Ao saber que duas famílias do interior de Pernambuco vivem brigando há mais de 300 anos, a Turma do Posto 4 vai ao local para acabar com a guerra. O motivo da disputa é um poço, aberto na divisa das duas fazendas. Vários membros de ambas as famílias já morreram por causa desse poço. A patota chega ao Agreste pernambucano e encontra dois pistoleiros trabalhando para os litigantes. Quando descobre a identidade dos matadores profissionais, tem uma grande surpresa..."
  33. Operação Petróleo Verde (1979(?) 1983): "Por causa de alguns indícios da existência de petróleo em seu canavial, Coronel Barbosa passou a ser covardemente atacado por um pistoleiro. Envaidecida com o primeiro pedido formal de ajuda, a Turma do Posto Quatro voa imediatamente para Sergipe, dando início a mais uma empolgante e envolvente aventura."
  34. Operação Piratas do Amapá (1979(?) 1984-5): "Um bando de piratas, aparentemente da Guiana Francesa, vem assaltando os navios costeiros de uma empresa de mineração do Amapá, para roubar os carregamentos de minério de ouro. Quando Mr. Brickford, um dos donos da empresa, vai a Calçoene ver as coisas de perto, leva em sua companhia a Turma do Posto Quatro. O resto já se sabe: Lula, Cidinha, Príncipe, Carlão e Pavio Apagado sofrem os maiores apertos ao enfrentarem o sanguinário Almirante Delacroux."
  35. Operação Cidade-Fantasma (1979(?) 1984): "Quando tem notícias de que um mateiro descobriu uma cidade deserta, perdida no interior do Maranhão, a Turma do Posto Quatro vai até lá, numa viagem de turismo. Mas, embora esperassem encontrar um monstro amazônico, os nossos heróis não imaginavam que seriam envolvidos num caso de sequestro e que Cidinha correria um perigo terrível."

Série Os Seis editar

Esta coleção começou a ser publicada em 1975, terminando em 1984. Hélio do Soveral também usou aqui o pseudônimo de Irani de Castro. Contou com dezenove títulos. São eles:[9]

  1. Os Seis e o Mistério dos Penhascos (1975): "A mina de cobre que não era cobre; os dois galalaus fingindo de mecânicos; os dois policiais disfarçados de pescadores; a moça de vermelho, forte e feia, que perdeu um sapato, são terríveis mistérios que Zé Luís e sua turma têm de desvendar em plena noite, nos penhascos do Pontão!"
  2. Os Seis e o Tesouro Escondido (1975): "A Sociedade Secreta dos Seis - "SS6" - encontra o mapa de um tesouro enterrado na Baixada de Sepetiba. É um mapa verdadeiro que está sendo disputado por dois caras sinistros. Mas, quando os Seis localizam a "mina", as coisas se complicam e eles têm que lutar para não sofrerem as consequências da ambição..."
  3. Os Seis e a Pérola Maldita (1975): "Uma princesa árabe, hóspede dos pais de um menino rico, perdeu uma pérola negra de grande valor, amaldiçoada pelos sacerdotes egípcios. Quem roubou a pérola maldita, que teria pertencido ao diadema de Cleópatra? O mistério vai aumentando até que Zé Luís, um dos membros da Sociedade Secreta dos Seis - SS6 - encontra a solução para o quebra-cabeça."
  4. Os Seis e a Ilha-Fantasma (1975): "Os membros da Sociedade Secreta dos Seis - SS6 - saem na lancha de um amigo rico para pescar na Baía de Sepetiba e veem-se envolvidos em dois mistérios profundos. Primeiro, uma ilhota azul que aparece e desaparece na bruma; segundo, uma traineira misteriosa, cujos tripulantes gostam de matar os peixes a paulada. Os Seis enfrentam o bando, que, além de matar os peixes, ainda sequestra dois meninos e um cão."
  5. Os Seis e o Casarão em Ruínas (1975): "Quando brincavam de índios na Baixada de Sepetiba, os Seis são surpreendidos por um temporal e vão procurar abrigo num velho solar em ruínas, com fama de mal-assombrado. Coisas estranhas começam a acontecer até que os meninos veem-se diante de um homem de barbicha, armado com um facão, e de uma velha com aparência de bruxa. Cercados pela chuva nas ruínas do casarão, os Seis procuram decifrar dois mistérios ..."
  6. Os Seis e a Mina Abandonada (1976): "Tudo começou quando Zé Luís, o líder da Sociedade Secreta dos Seis, ouviu a conversa entre aqueles dois desconhecidos, que, em atitude suspeita, haviam estacionado o Fusca num local deserto de Sepetiba. E a aventura que ali começava ia conduzir a SS6 a uma mina de carvão abandonada, onde conviviam as ratazanas e os malfeitores."
  7. Os Seis e o Teco-Teco Misterioso (1976): "Zé Luís, Dudu, Marilene, Anete, Beto Ferrugem e o cãozinho Saci passeavam tranquilamente pela Baixada de Sepetiba. De repente, algo chama a atenção deles: um pequeno avião aterriza no leito de uma estrada. A partir daquele momento, os meninos transformam-se na Sociedade Secreta dos Seis, uma organização pronta a esclarecer qualquer mistério; e aquele teco-teco parecia muito estranho, pois, apesar de haver voado, não era tripulado por ninguém!"
  8. Os Seis e o Moinho-Fantasma (1976): "Na Baixada de Sepetiba, havia um velho moinho com uma aterrorizante característica: apesar de abandonado, funcionava toda noite de sexta-feira! Segundo os boatos que corriam, a alma do antigo proprietário, um corcunda, rondava por lá. Mas Zé Luís e a Sociedade Secreta dos Seis não acreditavam nisso, e resolvem enfrentar o moinho-fantasma..."
  9. Os Seis e a Cidade Subterrânea (1977): "Quando Zé Luís sentiu a vibração do walkie-talkie e, em seguida, ouviu a voz de Marilene, a agente Foguinho, falando a senha combinada para aquela semana: "Feijão francês", ele se encontrava exatamente na encosta norte do morro do Ovão e teve que confessar que não avistara qualquer astronauta ou mesmo um simples disco voador. Por que eles esperavam encontrar seres ou objetos tão estranhos? Veja a resposta lendo a mais interessante das aventuras da turma que ninguém consegue segurar..."
  10. Os Seis e o Farol da Ilha Quebrada (1977): "O caiaque em que viajavam os valentes detetives da Sociedade Secreta dos Seis naufragou na baía de Sepetiba. Os meninos foram parar numa ilha deserta onde havia um estranho e misterioso farol. Descubram com eles, ou, se puderem, antes deles, por que o farol piscava quando não deveria piscar!"
  11. Os Seis e o Segredo do Sambaqui (1977): "As cavernas de Minas Gerais tinham tudo para atrair a curiosidade e despertar o espírito de aventuras da Turma dos Seis. E quando souberam que, em uma delas, havia um homem pré-histórico, nada mais pôde impedir que eles empreendessem uma arriscada busca, defrontando-se com ratazanas gigantes nas galerias úmidas e escuras da Caverna dos Esqueletos. E, além do homem pré-histórico, ainda descobriram ladrões e assassinos que, à meia-noite das sextas-feiras, assaltavam parte da gruta, levando o que ela possuía de mais valioso."
  12. Os Seis e o Galeão Espanhol (1977): "Ao encontrarem aquele homem de perna de pau vagando pela praia, os valentes detetives da Sociedade Secreta dos Seis passariam a viver a mais empolgante aventura. E, desta vez, em alto-mar, teriam de enfrentar um grupo de piratas tremendamente sanguinários."
  13. Os Seis e o Pirata de Paquetá (1983): "Enterrado na areia, só com a cabeça de fora, um olho tapado à maneira dos piratas, e contando histórias inverossímeis, aquele homem constituía um caso misterioso a ser desvendado pela Sociedade Secreta dos Seis, que se põe logo em ação."
  14. Os Seis e o Circo do Diabo (1983) (ilustrações de Teixeira Mendes)[10]: "A Sociedade Secreta dos Seis vai assistir a uma função do Circo do Diabo e descobre que a bilheteria está passando notas falsas. A fim de desmascarar os falsários, os Seis enfrentam estranhos artistas de circo, a começar pelo mágico, que mais parece Satanás."
  15. Os Seis e a Granja das Garrafadas (1983): "Desta vez, a Sociedade Secreta dos Seis vai socorrer um vendedor de xaropes de ervas medicinais, cuja granja parece mal-assombrada pelo fantasma de seu antigo proprietário. Como é que os Seis conseguem assustar o fantasma? Isso, vocês só saberão depois de lerem o livro."
  16. Os Seis e o Trem-Fantasma (1983): "No trem-fantasma de um parque de diversões, um casal de noivos é agredido por um monstro cinzento. O rapaz é hospitalizado em estado grave e a polícia não consegue descobrir o agressor. É aí que a Sociedade Secreta dos Seis entra em ação e, depois de alguns sustos e ameaças, acaba desmascarando o verdadeiro monstro."
  17. Os Seis e o Cemitério Clandestino (1983): "A história começa quando os Seis encontram um cemitério clandestino na Baixada de Sepetiba e são assaltados por uma trinca de bandidos. Ao procurarem recuperar os objetos que os marginais lhes roubaram, os meninos ouvem dizer que existe uma porção de joias escondidas numa catacumba daquele cemitério. A partir daí, mocinhos e bandidos se empenham em localizar o tesouro."
  18. Os Seis e a Bomba Atômica (1983): "Um ladrão de automóveis 'puxa' um carro de um professor de física nuclear, no qual está um cofre de chumbo com cinco quilos de urânio 235. O material radioativo representa um perigo para a coletividade! Então, antes que alguém abra inadvertidamente a caixa e contamine a população, a Sociedade Secreta dos Seis entra em ação. Onde estará escondida a bomba atômica? Se você não sabe, leia o livro."
  19. Os Seis e o Sequestro de Saci (1984): "Ao saber que havia uma quadrilha de bandidos alugando menores para roubar, a Sociedade Secreta dos Seis sai à procura dos responsáveis, numa favela carioca. O cachorrinho Saci é sequestrado, Beto Ferrugem tem um grande desgosto e os outros meninos passam alguns apertos - mas, no fim, o chefe da quadrilha mostra o seu verdadeiro rosto. Antes disso, o leitor talvez já saiba quem ele é."

Série Missão Perigosa editar

Nessa série, o autor usa o pseudônimo de Yago Avenir. São cerca de 13 títulos.

  1. Missão Perigosa em Paris (1975): "Júlio César e Jussara, dois repórteres brasileiros de TV, estão em Paris para fazer a cobertura de um banquete em homenagem ao Presidente francês. Informados do roubo do quadro Mesa do Banquete, um dos mais valiosos de Rembrandt, o mestre holandês, os dois jovens empenham-se em investigações para descobrir o ladrão. Mas o processo usado foi tão engenhoso que só mesmo Júlio César, ao ter um dos seus "estalos", consegue decifrar o enigma do roubo."
  2. Missão Perigosa em Londres (1975): "Um incendiário misterioso ateia fogo em vários prédios comerciais em Londres. Primeiro é a Companhia Allcoat, depois é a Empresa Bentley, depois o Banco Clayton... Júlio César e Jussara, uma dupla de repórteres brasileiros de TV, em ação na Europa, recebem a incumbência de fazer a cobertura do caso. Depois que dupla repara que os nomes das vítimas obedecem a uma ordem alfabética, torna-se mais fácil encontrar a pista do criminoso."
  3. Missão Perigosa em Nova Iorque (1975): "Uma dupla de repórteres brasileiros, Júlio César e Jussara, em missão no estrangeiro, investigam o caso de um menino raptado em Manhattan, no coração de Nova Iorque. Descobrem uma pista do raptor. Mas é preciso cuidado para que este não se vingue na criança. Quando Jussara é encarregada de levar o dinheiro do resgate ao local combinado, as coisas se complicam."
  4. Missão Perigosa em Roma (1975): Num bairro residencial de Roma anda à solta um terrível assaltante, que inquieta leva ao pânico as donas de casa. Enviados para fazer a cobertura do acontecimentos, os famosos repórteres da TV brasileira, Júlio César e Jussara, resolvem iniciar suas investigações, em colaboração com a polícia local. Preso o primeiro suspeito, quando parece solucionado o mistério, novos crimes acontecem. Este parece maior desafio para dupla Ju-Ju...
  5. Missão Perigosa em Tóquio (1976): "Júlio César e Jussara, os audaciosos repórteres de TV, desta vez em Tóquio, ficam conhecendo a terrível ameaça que paira sobre a capital japonesa: uma bomba-relógio é colocada no coração da cidade e sua explosão poderá causar um grande número de vítimas. Mas a audaciosa dupla Ju-Ju não se deixam abater pela situação, e, agindo com extrema rapidez, iniciam as investigações para localizar a bomba, que a qualquer momento poderá detonar."
  6. Missão Perigosa nas Bermudas (1976): "Um navio inglês havia desaparecido misteriosamente no Triângulo da Morte, próximo às Bermudas. Depois de muita procura, as autoridades encerraram as buscas sem obter sucesso algum. Mas a empresa proprietária do navio não se dá por satisfeita e resolve iniciar, por conta própria, uma nova expedição de busca. Eles acabam de desafiar o Triângulo da Morte. E nesta expedição uma dupla se destaca: Júlio César e Jussara, a dupla Ju-Ju."
  7. Missão Perigosa em Hollywood (1976): "Uma série de audaciosos assaltos vinha ocorrendo em Hollywood, o que fazia com que toda a imprensa se movimentasse em busca de notícias. É quando Júlio César e Jussara chegam à capital do cinema para iniciar uma reportagem sobre assaltos. Mas a famosa dupla de jornalistas da televisão brasileira se caracterizava justamente por não esperar pelas notícias, e sim por ir ao encontro dos mistérios. E desta vez Jussara acaba nas mãos dos homens invisíveis..."
  8. Missão Perigosa no Zaire (1976): "Tudo começou com o surgimento de um mamute morto há pouco tempo, num desfiladeiro do Zaire. Aquele aparecimento contrariava todas as teorias científicas; por isso, para lá parte uma expedição composta por cientistas, mas entre eles encontrava-se a famosa dupla Ju-Ju, os repórteres da televisão brasileira. E é ali que eles se encontram com os estranhos homens e animais pré-históricos."
  9. Missão Perigosa no México (1976): "A dupla de repórteres da televisão brasileira, Júlio César e Jussara, tem desta vez uma durão missão: entrevistar El Puma, um perigoso bandoleiro mexicano. Depois de se entender com os xerifes de duas cidades, a dupla Ju-Ju parte em busca de El Puma, mas acaba caindo nas malhas do bandoleiro..."
  10. Missão Perigosa em Madri (1977): "A dupla Ju-Ju estava em Barcelona quando recebeu a notícia: um automóvel havia voado em Madri e eles teriam de se dirigir imediatamente para lá e descobrir todos os detalhes do estranho acontecimento. É o início da mais empolgante aventura dos dois amigos repórteres, que mais uma vez solucionam um caso que a polícia não conseguiu resolver."
  11. Missão Perigosa: o Monstro de Loch Ness (1978): "Júlio César e Jussara, a destemida dupla de jovens repórteres, outra vez veem-se à frente de um caso enigmático: à beira do lago Loch Ness apareceu um cadáver... Ao que tudo indicava, o assassino poderia ser a milenar serpente marinha. E, ao investigarem o estranho fenômeno, mais estranho o caso se tornou!
  12. Missão Perigosa no Polo Norte (1978): "Júlio César e Jussara, os famosos repórteres da televisão, juntam-se ao Comandante Marsh a fim de realizarem uma expedição ao norte da Groenlândia. A missão seria resgatar uma outra expedição que se achava pedida no mar Glacial Ártico. Tal viagem torna-se ainda mais dramática e emocionante, quando os expedicionários encontram um navio-fantasma... e três cadáveres congelados..."
  13. Missão Perigosa em Chicago (1983): "Secundo Barelli, Rei da Carne de Porco, é sequestrado, em Chicago, por um grupo de mascarados. Imediatamente, Júlio César e Jussara - a famosa dupla Ju-Ju - vão àquela cidade fazer cobertura do acontecimento. Em suas investigações, os repórteres-detetives acabam se envolvendo com uma quadrilha de gângsteres, no estilo daqueles tempos de Al Capone, e só por milagre escapam da morte."

Série Bira e Calunga editar

Publicado entre 1973 e 1975 pela editora Edições de Ouro (atual Ediouro) dentro da coleção Mister Olho. A série é composta por 10 títulos que o autor escreveu usando o pseudônimo Gideão Madureira. As histórias são protagonizadas Bira e seu cachorro Calunga, que vivem se metendo em aventuras com muito mistério. Em alguns livros, os heróis tiveram a ajuda da menina Mariinha. Quando isso acontecia, o título do livro começava com "Bira e Mariinha", em vez de "Bira e Calunga", e a série na capa do livro era nomeada como Bira e Mariinha Calunga.

  1. Bira e Calunga na Floresta de Cimento (1973)
  2. Bira e Calunga no Solar das Almas (1973)
  3. Bira e Calunga no Reino do Mágico Merlíni (1973) – foi também lançado como Bira e Mariinha no Reino do Mágico Merlíni
  4. Bira e Calunga na Caverna do Curupira (1974)
  5. Bira e Calunga na Ilha dos Cabeludos (1974)
  6. Bira e Mariinha no Corredor dos Zumbis (1974)
  7. Bira e Calunga na Selva do Sacarrão (1975)
  8. Bira e Calunga e o Segredo dos Gatos (1975)
  9. Bira e Calunga e a Cilada ao Diabo (1975)
  10. Bira e Mariinha no Vale do Silêncio (1975)

Série Chereta editar

Publicado entre 1974 e 1975 pela editora Edições de Ouro (atual Ediouro) dentro da coleção Mister Olho. A série é composta por 6 títulos que o autor escreveu usando o pseudônimo Maruí Martins. As histórias são protagonizadas por Milu do Amaral, filha do delegado, que investiga vários casos usando o codinome Chereta.

  1. Chereta e as Marionetes (1975)
  2. Chereta e as Motocas (1975)
  3. Chereta e o Carrossel Eletrônico (1975)
  4. Chereta e o Homem Sem Memória (1975)
  5. Chereta e o Monstro Marinho (1974)
  6. Chereta e o Navio Abandonado (1975)

Série Inspetor Marques editar

Publicado em 1962 e 1963 pela editora Vecchi, a série de livros é baseada no personagem criado para o programa de rádio “Teatro de Mistério”, da Rádio Nacional.

  1. Departamento de Polícia Judiciária (Casa Editora Vecchi, 1962)
  2. 3 Casos do Inspetor Marques (1963)

Série K. O. Durban editar

Publicado entre 1965 e 1969 pela editora Monterrey. A série é composta por 42 volumes divididos em 22 títulos, já que a maioria dos títulos foram lançados em dois volumes.  O nome do autor não era creditado nos exemplares publicados.  A série narra as aventuras de Keith Oliver Durban, um ex-espião de 34 anos, que foi expulso da CIA por ter matado pessoas que não devia. Ele vive sossegado numa ilha particular no Havaí com suas seis noivas ("uma para cada dia da semana, descando aos domingos"), até que, devido à Guerra do Vietnã, é chamado de volta à ativa pelo Pentágono, para várias missões pelo mundo inteiro.

  1. Traição no Vietnam (2 volumes)
  2. Desencontro em Moscou (2 volumes)
  3. Crime no Teto do Mundo (2 volumes)
  4. O Segredo dos Ufos (2 volumes)
  5. Atentado em Pequim (2 volumes)
  6. Pânico em Berlim (2 volumes)
  7. Conflito em Israel (2 volumes)
  8. Violência na América (2 volumes)
  9. Contra o Dragão Vermelho (2 volumes)
  10. Contra o Homem Forte no Haiti (2 volumes)
  11. Contra o Monstro do Ártico (2 volumes)
  12. Contra o Terror de Chipre (2 volumes)
  13. Contra os Vampiros de Angola (2 volumes)
  14. Contra os Fenômenos da Ilha (2 volumes)
  15. Contra os Nazistas do Paraguai (2 volumes)
  16. Contra o Dono da Bomba H (2 volumes)
  17. Assassinos de Estudante (2 volumes)
  18. Missão Submarina (2 volumes)
  19. Morte na Fórmula V (2 volumes)
  20. Caça ao Homem em Hong Kong (2 volumes)
  21. Operação Carnaval
  22. Os 3 pecados de K.O. Durban

Coleção Spectro editar

Publicado pela editora Monterrey, a coleção trouxe 15 títulos diferentes e não seriados escritos por Hélio do Soveral usando o pseudônimo Ell Sov. Segue abaixo 10 títulos da coleção.

  1. Crime Total
  2. A Revolução dos Leucócitos
  3. A Noite do Crime
  4. As Três Faces da Verdade
  5. O Castelo das Vozes
  6. Na Cova dos Mortos
  7. Benfeitora dos Aflitos
  8. A Predição de Satanás
  9. A Besta de Croydon
  10. Lady May

Zezinho Sherlock editar

Publicada nos anos 1980, sob pseudônimo

  • Dez Mistérios para Resolver (1986)

Outros editar

  • Meu Companheiro de Trem (Editora Cooperativa Guanabara, 1938)
  • Mistério em Alto-Mar (Editora Cooperativa Guanabara, 1939)
  • O Vendedor de Gazolina - Teatro (1943[?])
  • Uma Noite no Paraíso - Teatro (1945[?])
  • O Fantasma da Família - Teatro (1946[?])
  • Neguinho e Juracy; cenas domésticas de um casal Incompreensível (Gráfica Olímpica, 1948)
  • As Conquistas de Napoleão - Teatro (1952[?])
  • Morte para Quem Ama (Casa Editora Vecchi, 1963)
  • O Segredo de Ahk-Manethon, romance publicado em capítulos em 1941 na revista Mirim, reunido por Leonardo Nahoum (AVEC, 2018): "Este livro é uma edição comemorativa do centenário do criador de A Turma do Posto Quatro e Os Seis com texto originalmente publicado em capítulos na revista Mirim em 1941. Célio encontra a mãe chorando na cozinha e logo descobre a razão: o navio Chesterton, em que sua irmã Iracema viajava, havia naufragado nos Mares do Sul. Rapidamente, o rapaz convoca os amigos Roberto, Condor, Horácio, Tião e Afonso e organiza a Cruzada da Salvação. A operação-resgate que se segue leva a turma de crianças cariocas a uma divertidíssima aventura onde não faltam monstros marinhos, múmias, índios enfurecidos, vulcões, tesouros, lendas egípcias e, claro, o Segredo de Ahk-Manethon.
  • A Fonte da Felicidade (AVEC, 2020): "Teria algum fundo de verdade o relato balbuciado pelo mateiro moribundo Chico Cipó, resgatado depois de dias à deriva em uma canoa nas profundezas da Amazônia, acerca de uma fantástica tribo de índios brancos armados com escudos, espadas e outras armas de estilo medieval? Haveria ali uma prova consistente (e uma pista!) de que os antigos vikings não apenas chegaram às Américas antes de Colombo como foram caminhando cada vez mais ao sul, em suas explorações, até se fixarem em alguma parte da selva amazônica, onde sobreviveram até os dias de hoje? Esse é o mistério que o arqueólogo Helyud Sovralsson, ao deixar o Viking Museum de Nova York em companhia do geólogo Charles Winnegan e do antropólogo Mark Spencer rumo a uma expedição repleta de perigos, reviravoltas e revelações, tenta esclarecer nesta aventura onde nem todas as águas correm em direção à Fonte da Felicidade!"

No rádio (parcial) editar

Rádios editar

  • Rádio Nacional
  • Rádio Tupi
  • Rádio Mauá
  • Rádio Nacional (1943-1945)

Radioteatro (Teatro de Misterio) de Hélio do Soveral editar

Entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1980, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro ocupava as manhãs de sábado ou, alternativamente, as noites de segunda-feira com o Teatro de Mistério, de Hélio do Soveral. Mesmo diante da força da TV, muitos jovens ainda paravam em frente ao rádio para ouvir as peças de rádio-teatro que enfocavam histórias de crimes e mistérios investigados pelo Inspetor Marques (Rodolfo Mayer) e pelo Detetive Zito (Gerdal dos Santos). Com a demissão dos dois atores, Soveral criou o Inspetor Santos (Domício Costa) e seu amigo, o japonês Minôro (Cahuê Filho). Na internet consegue-se baixar uma centena de episódios gravados diretamente da Rádio Nacional, na íntegra. Os episódios também encontram-se no YouTube. As histórias do Inspetor Marques e do Detetive Zito foram publicadas em livros de bolso pela Editora Vecchi no início da década de 1960.[11]

Na Rádio Mauá criou o "Teatro experimental do trabalhador".

Foi produtor do "Programa César de Alencar" na Rádio Nacional. Trabalhou também como redator nos programas "Haroldo de Andrade" nas emissoras Tupi e Globo.[1]

Programas editar

História em quadrinhos editar

Em 1935, publicou a tira de jornal "O Mistério da Casa de Campo" nas páginas do suplemento do jornal Correio Universal.[16][17]

Soveral chegou a roteirizar histórias em quadrinhos, para a EBAL, criou o herói Kung Fu, encomendado após a editora perder a licença do Mestre do Kung Fu da Marvel Comics[18][19], também roteirizou histórias de terror publicadas nas revistas Spektro, Pesadelo, entre outras. Algumas até mesmo desenhadas por Flavio Colin[20], um dos mais conceituados desenhistas do Brasil. Histórias como "Os Bonecos Africanos", publicada na revista Spektro nos anos 1970, roteirizada por Soveral e desenhada por Colin. Também roteirizou histórias de Jacques Douglas para a Editora Vecchi, Douglas era um personagem criado para uma fotonovela italiana.[21][22]

Reconhecimento como "Cidadão do Estado do Rio de Janeiro" editar

Em 1985, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi aprovada na Sessão de 5 de dezembro de 1985 do Projeto de Resolução número 463, de 1985, de autoria do Deputado Messias Soares, a concessão de "Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao Escritor Hélio do Soveral Rodrigues de Oliveira Trigo".[2]

Atualmente editar

Os livros de Hélio do Soveral estão atualmente fora de catálogo e já não são mais publicados há algum tempo, mas existem com fartura em sebos. Vários de seus programas de rádio estão sendo restaurados e digitalizados por iniciativa de Pedro Salenbauch, do Tropix, projeto da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ver também editar

Referências

  1. a b c Guia dos radialistas
  2. a b Resolução nº 430 DE 1985
  3. «Agonia e morte no Eixinho Sul». Consultado em 20 de fevereiro de 2002. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2002 
  4. O pioneiro do rádio
  5. Dagomir Marquezi (1981). «Este Homem Vive de Mistério». Revista Status 
  6. Na sintonia do tempo: Uma leitura do cotidiano através da produção ficcional radiofônica. (1940-1946)
  7. O Segredo de Ahk-Manethon
  8. Dagomir Marquezi (1998). «O Ian Fleming de Copacabana». Editora Abril. VIP (157): 72 a80 
  9. UNIVALI[ligação inativa]
  10. «Cópia arquivada». Consultado em 22 de julho de 2008. Arquivado do original em 23 de outubro de 2008 
  11. Ronaldo Conde Aguiar (2007). Almanaque da Rádio Nacional. [S.l.]: Casa da Palavra. 9788577340828 
  12. a b Nacional. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  13. «DEPOTzNET - saude - tecnologia - cultura - ciencia - biblioteca - imagens - música - artes». Consultado em 28 de outubro de 2009 
  14. «Cópia arquivada». Consultado em 22 de julho de 2008. Arquivado do original em 26 de agosto de 2011 
  15. «:: EU AUTOR :: Bem-vindo!». Consultado em 28 de outubro de 2009. Arquivado do original em 22 de julho de 2008 
  16. Novo leia, Edições 73-76 no Google Livros
  17. Ferraz de Abreu, Arnaldo (setembro de 2009). «Helena, minha mãe». Jornal da ABI (345): 27-28 
  18. Toni Rodrigues (31 de março de 2005). «Ebal 60 anos: uma celebração». Consultado em 28 de outubro de 2009 
  19. Cláudio Roberto Basílio (30 de novembro de 2006). «As Artes Marcias nas HQs - Parte 4». HQManiacs 
  20. Carlos Patati (16 de janeiro de 2011). «Colin, o Gigante». Bigorna.net 
  21. Maria Teresa Anelli (1979). Fotoromanzo, fascino e pregiudizio: storia, documenti e immagini di un grande fenomeno popolare : 1946-1978. [S.l.]: Savelli 
  22. Ota (28 de fevereiro de 2011). «Os quadrinhos nacionais da Vecchi - Parte Final». Bigorna 

Ligações externas editar