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Herluino de Conteville

Herluino de Conteville (1001–1066[1]), por vezes também referido como Herlwin of Conteville,[2] foi o padrasto de Guilherme, o Conquistador, e pai de Odo de Bayeux e Roberto, Conde de Mortain, ambos os quais tornaram-se proeminente durante o reinado de Guilherme.[3]

Conteville e Sainte-Mère-ÉgliseEditar

Nenhum registro contemporâneo oferece a filiação de Herluino,[4] apesar de fontes muito mais posteriores terem-lhe atribuído pais. Era um senhor de renda moderada e alguma terra no lado sul do rio Sena. Era visconde de Conteville, provavelmente uma criação de seu enteado, e ostentava a honra de Sainte-Mère-Église, uma parte do condado de Mortain. Lá, fundou a abadia Grestain por volta de 1050 com seu filho Roberto.[5]

Casamento com HerlevaEditar

Para o começo do século XI, Conteville e suas dependências pareciam estar em suas mãos. Casou-se com Herleva de Falaise, a amante de Roberto I, duque da Normandia e já mãe de Guilherme, o Bastardo, mais tarde chamado de Guilherme, o Conquistador. Herluino e Herleva tinham dois filhos e duas filhas: Odo ou Eudes, que se tornou Bispo de Bayeux, e Roberto, que se tornou Conde de Mortain; ambos eram proeminente no reinado de seu meio-irmão Guilherme. As filhas: Emma, que se casou com Richard LeGoz ou Richard Goz (conde ou visconde de Avranches), e uma filha de nome desconhecido, às vezes chamada de Muriel, casou-se com Guillaume, Seigneur de la Ferté-Macé.[1] Herluino é dito ter suportado lealmente o corpo de Guillaume ao seu túmulo em Caen depois que ele morreu na queima de Mantes.[6]

Casamento com FredesendisEditar

Herluino mais tarde se casou com Fredesendis, que é apontada como uma benfeitora[7] da Abadia Grestain, e como a esposa[1] de Herluin no relato de confirmação da abadia, datado de 1189. A abadia foi fundada por volta de 1050 por Herluino.[7] Juntos tiveram dois filhos: Raoul de Conteville (morto entes de 1089), que mais tarde manteve terra em Somerset e Devon,[1] e Jean de Conteville (que parece ter morrido jovem). Pouco se sabe sobre os filhos de seu segundo casamento.[4]

Referências

  1. a b c d «Norman Nobility» (em inglês). Medieval Lands Project. Consultado em 18 de setembro de 2015. Arquivado do original em 8 de maio de 2008 
  2. Freeman, Edward A. (1902). William the Conqueror. Nova Iorque: The Perkins Book Company. p. 277
  3. Freeman 1902, p. 15.
  4. a b Hollister, C. Warren (1987). «The Greater Domesday Tenants-in-Chief». Domesday Studies; Novocentenary Conference: Papers. [S.l.]: Boydell & Brewer. p. 235. ISBN 0-85115-477-8 
  5. Freeman 1902, p. 112 e 382
  6. Freeman, Edward A., William the Conqueror (1902), p. 276-277
  7. a b David C. Douglas, William the Conqueror (1964), p. 382