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Herpes labial
Herpes labial no lábio inferior. As setas indicam bolhas em grupo.
Sinónimos Herpes labial recorrente,[1] herpes orolabial[2]
Especialidade Infectologia
Sintomas Dor ardente seguida por pequenas bolhas ou úlceras[3]
Complicações Encefalite herpética, panarício herpético[4]
Início habitual < 20 anos de idade[3]
Duração Cura-se em 10 dias[3]
Causas Geralmente vírus do herpes simples tipo 1 por contacto directo[3][5]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas[3]
Condições semelhantes Herpangina, aftas, impetigo, mononucleose[6]
Prevenção Evitar a exposição, antivirais[1][7]
Tratamento Óxido de zinco, pomadas anestésicas ou antivirais,[3] antivirais por via oral[1]
Prognóstico Bom[3]
Frequência 2,5 em cada 1000 pessoas por ano[3]
Classificação e recursos externos
MeSH D006560
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Herpes labial é uma infeção causada pela vírus da herpes simples que afeta principalmente os lábios.[3] Os sintomas mais comuns são dor ardente seguida pela formação de pequenas bolhas ou úlceras.[3] O primeiro episódio pode também ser acompanhado de febre, garganta inflamada e aumento de volume dos gânglios linfáticos.[3][8] As lesões geralmente curam-se no prazo de 10 dias, embora o vírus permaneça dormente no nervo facial.[3] O vírus pode-se reativar periodicamente, dando origem a episódios recorrentes de lesões na boca ou nos lábios.[3]

A causa é geralmente o vírus da herpes simples do tipo 1 (VHS-1) e em alguns casos do tipo 2 (VHS-2).[3] A infeção é geralmente transmitida entre pessoas por contacto directo não sexual.[5] Os episódios de lesões podem ser desencadeados por exposição à luz solar, stresse psicológico ou período menstrual.[3][8] O contacto directo entre órgãos genitais pode resultar em herpes genital.[3] O diagnóstico baseia-se geralmente nos sintomas, mas pode ser confirmado com exames específicos.[3][8]

As medidas de prevenção incluem evitar beijar ou usar os objetos pessoais de uma pessoa infetada.[7] O óxido de zinco e pomadas anestésicas ou antivirais aparentam diminuir ligeiramente a duração dos sintomas.[3] Os antivirais podem ainda diminuir a frequência dos episódios de lesões.[3][1]

Em cada ano, cerca de 2,5 em cada 1000 pessoas são afetadas por episódios de lesões de herpes labial.[3] Cerca de 33% das pessoas afetadas por um primeiro episódio desenvolve novos episódios de forma recorrente.[3] A idade mais comum para o desenvolvimento da condição é antes dos 20 anos de idade, com cerca de 80% dos indivíduos a desenvolver anticorpos para o vírus por volta desta idade.[3] Em pessoas com episódios recorrentes, estes geralmente ocorrem menos de três vezes por ano.[9] Na maior parte dos casos, a frequência dos episódios diminuindo progressivamente ao longo do tempo.[3]

Referências

  1. a b c d Rahimi H, Mara T, Costella J, Speechley M, Bohay R (maio de 2012). «Effectiveness of antiviral agents for the prevention of recurrent herpes labialis: a systematic review and meta-analysis». Oral surgery, oral medicine, oral pathology and oral radiology. 113 (5): 618–627. PMID 22668620. doi:10.1016/j.oooo.2011.10.010 
  2. James, William D.; Berger, Timothy G.; et al. (2006). Andrews' Diseases of the Skin: Clinical Dermatology. [S.l.]: Saunders Elsevier. p. 368. ISBN 0-7216-2921-0 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w Opstelten W, Neven AK, Eekhof J (dezembro de 2008). «Treatment and prevention of herpes labialis». Can Fam Physician. 54 (12): 1683–1687. PMC 2602638 . PMID 19074705. Cópia arquivada em 28 de outubro de 2010 
  4. Kennedy, PG; Rovnak, J; Badani, H; Cohrs, RJ (julho de 2015). «A comparison of herpes simplex virus type 1 and varicella-zoster virus latency and reactivation». The Journal of General Virology. 96 (Pt 7): 1581–1602. PMC 4635449 . PMID 25794504. doi:10.1099/vir.0.000128 
  5. a b «STD Facts – Genital Herpes». www.cdc.gov (em inglês). Consultado em 29 de maio de 2017. Cópia arquivada em 28 de maio de 2017 
  6. Buttaro, Terry Mahan (2013). Primary Care: A Collaborative Practice (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 257. ISBN 0323075010. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2017 
  7. a b «Cold Sores / Herpes». www.bccdc.ca (em inglês). Consultado em 29 de maio de 2017. Cópia arquivada em 6 de junho de 2017 
  8. a b c Stoopler, ET; Sollecito, TP (novembro de 2014). «Oral mucosal diseases: evaluation and management». The Medical clinics of North America. 98 (6): 1323–1352. PMID 25443679. doi:10.1016/j.mcna.2014.08.006 
  9. Craft, Noah; Fox, Lindy P.; Goldsmith, Lowell A.; Papier, Art; Birnbaum, Ron; Mercurio, Mary Gail (2011). VisualDx: Essential Adult Dermatology (em inglês). [S.l.]: Lippincott Williams & Wilkins. p. 349. ISBN 9781451148282. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2017