ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa

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O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa MHIP (ISCTE-IUL) é uma instituição pública de ensino universitário especializada nas áreas de ciências empresariais, ciências sociais, tecnologias e arquitetura.[1] Situa-se na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa.

ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa
Fundação 1972
Tipo de instituição Instituto Universitário
Localização Lisboa, Portugal Portugal
Funcionários técnico-administrativos 274
Reitor(a) Maria de Lurdes Rodrigues
Vice-reitor(a) Elizabeth Reis, Isabel Salavisa, Jorge Costa, José Azevedo Rodrigues e Maria das Dores Guerreiro
Docentes 305
Total de estudantes 9 641
Graduação 4 300
Pós-graduação 4 700
Cores da escola Azul
Página oficial [1]

HistóriaEditar

Através do Decreto-Lei n.º 522/72, de 15 de dezembro, foi criado o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, como estabelecimento de ensino superior na dependência direta da Direção-Geral do Ensino Superior.[2] Na sua origem foi um estabelecimento de ensino superior profissional criado no âmbito do Ministério das Corporações e Previdência Social, o Instituto de Estudos Sociais.

Pela primeira vez, em 1972, 296 estudantes inscreveram-se no ISCTE: 219 em Economia, 66 em Organização e Gestão de Empresas e 11 em Ciências do Trabalho.[3]

 
Imagem do Iscte

Conforme o Decreto-Lei n.º 402/73, de 11 de agosto[4], ISCTE foi integrado na Universidade Nova de Lisboa, mas aquando da organização da Universidade Nova de Lisboa em faculdades, ISCTE regressou à situação inicial de dependência direta do Ministério da Educação.

Na sequência da publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo[5] e da Lei da Autonomia Universitária e da aprovação dos seus Estatutos, em 1990, ISCTE adquiriu o estatuto de escola universitária não integrada, dispondo de autonomia científica, pedagógica, administrativa, financeira e disciplinar

A última versão dos Estatutos do ISCTE antes da sua passagem ao regime fundacional foi aprovada pelo Despacho Normativo n.º 37/2000, de 5 de Setembro.[6]

De acordo com o Decreto-Lei n.º 89/2005, de 3 de junho, ISCTE passou a integrar o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).[7]

Nos termos da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro,[8] denomina-se, a partir de então, ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). O antigo acrónimo "ISCTE" deixou de possuir significado desde essa data, sendo mantido agora apenas como uma marca.[9]

Em 2009, através do Decreto-Lei n.º 95/2009, de 27 de abril, ISCTE transformou-se numa instituição de ensino superior pública de natureza fundacional[10].

Sabe-se que, em 2002, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) emitiu a opinião de que o ISCTE deveria integrar a Universidade de Lisboa (1911-2013): "[O] CRUP reconhece ao ISCTE plena legitimidade para uma integração universitária. Afigura-se, no entanto, que, em vez da transformação em nova Universidade, solução que suscita sérias reservas, seria mais lógico e recomendável a integração numa das universidades já existentes, mormente na Universidade de Lisboa." Ainda em 2012, a Universidade de Lisboa (antes da fusão com a Universidade Técnica de Lisboa)[11] convidou o ISCTE a fazer parte duma universidade maior: "[O] ISCTE-IUL rejeitou, então, a fusão que lhe foi proposta pela Universidade de Lisboa".[12]

Por ocasião do seu 48.º Aniversário, a 16 de Dezembro de 2020, foi feito Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública.[13]

Estrutura orgânica e funcionamento institucionalEditar

A estrutura orgânica do Iscte — Instituto Universitário de Lisboa é a seguinte:

Escola de Gestão (ISCTE Business School)Editar

Escola de Tecnologias e Arquitectura (School of Technology and Architecture)Editar

Escola de Sociologia e Políticas Públicas (School of Sociology and Public Policy)Editar

Escola de Ciências Sociais (School of Social Sciences)Editar

Unidades de InvestigaçãoEditar

Unidades de Apoio à InvestigaçãoEditar

ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa apresenta uma multiplicidade de serviços que garantem qualidade de apoio à investigação. Entre eles:

  • Gabinete de Apoio à Investigação (GAI)
  • Biblioteca
  • Plataforma Ciência-IUL
  • Repositório
  • Comissão de Ética[15]

Ciclos de estudosEditar

ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa proporciona uma grande variedade de cursos dos três ciclos de ensino superior[16], com 88 cursos conferentes de grau, 17 licenciaturas, 52 mestrados e 21 doutoramentos[17].

Publicações do Iscte — Instituto Universitário de LisboaEditar

  • Cadernos de Estudos Africanos[18]
  • Cidades, Comunidades e Territórios[19]
  • Etnográfica[20]
  • Global Economics and Management Review
  • Ler História[21]
  • Portuguese Journal of Social Science[22]
  • Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão
  • Sociologia, Problemas e Práticas[23]
  • Trajectos, Revista de Comunicação, Cultura e Educação

Rankings internacionaisEditar

ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa participa em diversos rankings mundiais. A instituição universitária portuguesa tem vindo a manter uma posição global nos rankings da Times Higher Education.[24] Os cursos em Sociologia e Gestão são destacados pelos QS Rankings.[25] Várias ofertas educativas do ISCTE Business School são avaliadas positvamente pelo Financial Times.[26]

Ligações externasEditar

ReferênciasEditar

  1. «Despacho 9886/2011, 2011-08-05». Diário da República Eletrónico. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  2. Cf. Decreto-Lei n.º 522/72, de 15 de Dezembro.
  3. «ISCTE Business School publicou no LinkedIn». www.linkedin.com. Consultado em 24 de setembro de 2020 
  4. «Decreto-Lei 402/73, 1973-08-11». Diário da República Eletrónico. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  5. «Lei 46/86, 1986-10-14». Diário da República Eletrónico. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  6. «Despacho Normativo n.º 37/2000» (PDF). Diário da República. 5 de Setembro de 2000 
  7. Cf. Decreto-Lei n.º 89/2005, de 3 de Junho.
  8. http://dre.pt/pdf1sdip/2007/09/17400/0635806389.pdf Lei n.º 62/2007], de 10 de Setembro: Regime Jurídico das Institutições de Ensino Superior
  9. noticias.universia.pt. «ISCTE passa a Fundação muda o nome e a imagem». Noticias Universia Portugal. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  10. «Decreto-Lei 95/2009, 2009-04-27». Diário da República Eletrónico. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  11. Mitchell, Nic (25 de novembro de 2015). «Big is beautiful for merging universities». BBC News (em inglês) 
  12. Santos, Carlos Oliveira (2018). Afirmação de uma identidade: 45 anos de ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa. [S.l.]: ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa. ISBN 978-989-8905-00-0 
  13. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "ISCTE - Instituto Universitátio de Lisboa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 28 de dezembro de 2020 
  14. «Edital 1438/2019, 2019-12-11». Diário da República Eletrónico. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  15. «Apoio à Investigação». ISCTE-IUL 
  16. «Estudar». ISCTE-IUL 
  17. «O ISCTE em Números». ISCTE-IUL 
  18. «Cadernos de Estudos Africanos». journals.openedition.org. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  19. «CIDADES, Comunidades e Territórios». revistas.rcaap.pt. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  20. «Etnográfica - Revista do Centro em Rede de Investigação em Antropologia». journals.openedition.org. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  21. «Ler História». journals.openedition.org. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  22. «Intellect Books | Portuguese Journal of Social Science, Editor Luís Nuno Rodrigues». Intellect Books (em inglês). Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  23. «Sociologia, Problemas e Práticas». www.openedition.org (em inglês). Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  24. «ISCTE-University Institute of Lisbon». Times Higher Education (THE) (em inglês). 9 de setembro de 2019. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  25. «ISCTE-IUL». Top Universities (em inglês). 16 de julho de 2015. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  26. «Business school rankings from the Financial Times - FT.com». rankings.ft.com. Consultado em 14 de dezembro de 2019