Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma

Igreja Adventista do Sétimo Dia - Movimento de Reforma
Orientação Adventista, Cristianismo pacifista
Origem Alemanha Gotha, Alemanha, 1925
Sede Estados Unidos Roanoke, Estados Unidos[1]
Número de membros Aproximadamente 45.000
Países em que atua 132 ao todo;
mas principalmente no Brasil, na América do Norte,América do Sul,

América Central, África do Sul, África do Norte, Europa, Ásia, e na Austrália,.

Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma (IASD-MR) é uma denominação cristã, a qual se destaca pela observância do sábado e pela crença na segunda vinda de Jesus Cristo. Tem sua origem na separação da Igreja Adventista do Sétimo Dia devido à divergência quanto à participação dos membros na Primeira Guerra Mundial, na qual os que eram contra tal conduta deram início ao movimento.[2]

As crenças do movimento refletem amplamente sua herança da Igreja Adventista, com algumas pequenas divergências, tendo uma visão mais conservadora e mantendo os princípios da Igreja Adventista primitiva que foram deixados pela mesma ao longo do tempo.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma é governada por uma Conferência Geral , uma associação mundial de unidades territoriais constituintes de Conferências da União e Conferências de Estado / Campo.

Através de suas congregações de igrejas locais, editoras afiliadas, escolas, clínicas de saúde e hospitais, o Movimento de Reforma está ativo em mais de 132 países do mundo.[3]

HistóriaEditar

Em 1914 a Divisão Europeia da IASD[4] na Alemanha decidiu que se convocado, o adventista deveria participar do serviço militar e da guerra e mesmo trabalhar no sábado durante o período de beligerância. De acordo com o conteúdo expresso no folheto adventista "O Cristão e a Guerra", que foi um dos principais argumentos usados pelos reformistas em motivo da separação:

"Temos assim demonstrado, agora, em tudo o que até aqui foi mencionado, que a Bíblia ensina, em primeiro lugar: que participar na guerra não é transgressão do 6° mandamento; em segundo lugar, também, que guerrear no dia de Sábado não é transgressão do 4° mandamento."

Alguns membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, principalmente na Europa, acharam a decisão da igreja errônea, pois, ao membro que fosse a guerra, seria incapaz de guardar o sábado e ainda pior, teria que tirar a vida de um semelhante seu, podendo inclusive este semelhante ser um outro membro da igreja adventista em outro país.

Cerca de 4.000 adventistas europeus, a maior parte alemães, recusaram essa decisão e foram expulsos da IASD. Esse grupo, que somava 2% da igreja, organizaram a Sociedade Missionária Internacional Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma. Houve tentativas de reconciliação com a IASD em 1920 e 1922, mas não produziram frutos.

Mais tarde, no verão de 1915 os Pastores L. Conrad, H. F. Schuberth e P. Drinhaus fizeram uma segunda apresentação de um documento ao governo alemão, e passou-se a falar de porte de armas. A esta altura o Movimento de Reforma já estava em andamento e denunciava a Igreja Adventista por ter se afastado dos preceitos originais, e de posse desse documento avolumaram suas denuncias à mesma vindo a se precipitar daí a separação que se materializa em 1920.[5]

A separação oficial se deu em 1920. Mas, segundo seu primeiro presidente eles já existiam como organização desde 1915.[6] sendo que em 31 de dezembro de 1918 eles já possuíam em sua organização: mil membros organizados em oitenta igrejas e grupos, nove ministros, sete obreiros bíblicos, quatro obreiros de tempo parcial, um diretor de colportagem e dezenove colportores.[7]

RepressãoEditar

Durante o período da Segunda Guerra Mundial, os Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma sofreram perseguição e repressão na Alemanha. Seus ideais contrastavam com a política nazista da época. Os fiéis foram declarados foras da lei, seus bens e propriedades deveriam ser confiscados pelo Estado, obrigando-os assim a trabalhar clandestinamente.

Por meio de uma ordem emitida em 29 de abril de 1936, a Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma foi proibida de funcionar na Alemanha, por se contrapor aos ideais do partido nazista:

Em base do decreto de 28/2/1933, parágrafo primeiro, assinado pelo presidente da República, para a proteção do povo e do Estado (Jornal da Lei Federal 1, pág. 83), a seita chamada ‘Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma’ está dissolvida e é proibida em todo o Território Federal. Suas propriedades deverão ser confiscadas. Qualquer infração deste decreto será punida de acordo com o parágrafo quarto do decreto de 28/2/1933.

Razões alegadas:

Sob o disfarce de promoverem atividades religiosas, os 'Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma' desejam alcançar objetivos que conflitam com a ideologia do Socialismo Nacional [nazismo]. Os seguidores dessa seita recusam-se a prestar serviço militar e a fazer a continência alemã. Declaram publicamente que não têm pátria, porque são de mentalidade internacional, e consideram todos os seres humanos irmãos. Visto que a atitude da seita tende a causar confusão, sua dissolução é necessária para proteção do povo e do Estado.
— R. Heydrich.

Em 12 de maio de 1936, ela foi considerada dissolvida pela Gestapo, em todo o território alemão.

Posteriormente, os líderes da IASD-MR solicitaram, por meio de uma petição, uma audiência com autoridades locais, visando revogar o direito quanto à liberdade de expressão religiosa. Após um encontro com Reinhard Heydrich, a petição dos líderes da IASD-MR foi renovada, obtendo-se assim uma resposta em 12 de agosto de 1936:

A exposição contida em vosso escrito de 27 de julho de 1936 não me dá razão para suspender a proibição da seita 'Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma'
— R. Heydrich.

Muitos de seus membros na época tiveram de enfrentar prisão e morte, se contrapondo ao decreto do Estado. Suas primeiras reuniões legais após o final da Segunda Guerra Mundial, e após quase 10 anos de repressão, aconteceram em Solingen (14-15 de setembro de 1945) e em Esslingen (26-28 de outubro de 1945).[8]

CaracterísticasEditar

Possuem como pilar principal a observância do sábado, baseados em textos bíblicos como Êxodo 20:8-11, Marcos 2:28, Lucas 4:16, dentre outros. Não realizando nesse dia atividades como compra e venda, trabalho e estudos acadêmicos.[9]

São vegetarianos, não fumam e não ingerem bebidas alcoólicas. Também não fazem o uso de alimentos estimulantes como café, guaraná, coca, tabaco, entre outros.[10]

Eles são antiguerra e não prestam serviços militares. Também não se envolvem com política e não votam.

No vestuário destaca-se o uso de saias pelas mulheres na altura da metade da panturrilha, sem o uso de decotes e ombros a mostra. Eles também não fazem o uso de joias de qualquer tipo, incluindo alianças.[11]

Os "Reformistas" aguardam o segundo advento de Cristo baseados em textos bíblicos como João 14:2-3, e nas profecias dos livros de Isaías e Apocalipse.[12]

Doutrinas[13]Editar


  1. A Trindade: A IASD-MR crê na doutrina de que Pai, Filho e Espírito Santo constituem a Divindade. Não acreditam em três deuses, mas em apenas um Deus subsistindo em três seres divinos. Até 1915 a IASD-MR não era trinitariana, porém acompanhou a IASD em 1931, quando ocorreu a mudança oficial na crença trinitária da IASD e, assim como seu tronco-pai (a IASD), a IASD-MR aderiu a crença na trindade e a oficializou em seu corpo doutrinário. Tal qual a IASD, a IASD-MR nega mudança arbitrária de doutrina; advoga, por sua vez, que houve "maior luz" em relação ao assunto e que - embora seus fundadores fossem amplamente anti-trinitarianos como James White, Uriah Smith, Joseph Bates dentre outros - Ellen G. White nunca se declarou abertamente contra a trindade tal qual os citados e que houve melhor compreensão e crescimento progressivo na compreensão dessa doutrina.
  2. O Pai: A IASD-MR crê que o divino Pai Eterno é onisciente, onipresente, onipotente, eterno e imutável; infinito em amor, longanimidade e misericórdia. Crê que ele é a primeira pessoa da Trindade, que funcionalmente é o Pai e que subsiste de eternidade a eternidade desempenhando a função de sustentador de toda a criação.
  3. O Filho: A IASD-MR crê que Jesus Cristo é o Filho do Eterno Pai, sendo um com ele em natureza e divindade; a Segunda Pessoa da Trindade. Crê que o Filho de Deus, encarnado em Jesus Cristo aqui na terra, desempenhou desde a eternidade o papel funcional de Filho; crê que ele é gerado - e não criado - da mesma substância do Pai, sendo dessa forma um com o Pai em substância, o que o torna verdeiro Deus e verdadeiro homem.
  4. O Espírito Santo: A IASD-MR crê que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade. Um com o Pai e o Filho em divindade e atributos e deles procede. Crê que, juntamente com o Pai e o Filho, o Espírito Santo criou o universo; crê também que o Espírito Santo desempenha o papel funcional de Consolador da Igreja, na ausência de Jesus Cristo - enquanto aguardam a sua vinda - e que é perfeitamente Deus junto ao Pai e o Filho.
  5. As Escrituras Sagradas: A IASD-MR crê que a Bíblia (Antigo e Novo Testamento) constituem-se a Palavra de Deus e fonte de sua doutrina, vida, crença e prática. Creem que a Bíblia representam última palavra em autoridade e padrão de comportamento para os mesmos. Acreditam que a Bíblia foi inspirada (soprada) pelo Deus Espírito Santo que inspirou seus 40 autores - num período de aproximadamente 1500 anos - e que seus ensinos e valores devem ser pregados a todas as pessoas em todos os lugares do mundo.
  6. A Lei Moral: A IASD-MR crê que os 10 Mandamentos são o padrão Moral de vida e comportamento dos seres humanos; refletem o caráter de Deus e constituem modelo eterno de moralidade. Acreditam que os 10 mandamentos não foram abolidos e que devem ser observados como sinônimo de amor a Deus, nos primeiros quatro mandamentos e amor ao próximo nos últimos seis mandamentos. Toda e qualquer pessoa que deseje fazer parte do corpo organizacional da IASD-MR deve mostrar zelo, apreço e observância aos 10 mandamentos.
  7. A Lei Cerimonial: A IASD-MR crê que as leis civis de Israel, embora revestidas de certo grau de moralidade, não são mais aplicáveis nos dias de hoje. A lei cerimonial, por sua vez, incluindo as leis restritas aos rituais do santuário, simbolizavam o sacrifício de Jesus e apontavam para sua primeira vinda. Acreditam que, embora sua aplicação e diversas leis fossem estritamente para o povo de Israel, advogam que a moralidade contida nas mesmas deve ser observada; dessa forma a IASD-MR acredita, por exemplo, que deve se abster de comer carnes consideradas imundas (elencadas em Levítico 11), assim como seguir toda a moralidade prescrita nos capítulos 18, 19 e 20 de Levítico, assim como acreditam na transcendência das bênçãos e maldições descritas nos últimos capítulos de Deuteronômio.
  8. O Sábado: A IASD-MR crê que o 7º dia da semana, o sábado, é um dia sagrado de descanso; devendo-se todo membro ativo abster-se de atividades seculares como trabalho, escola, lazer secular, estudos diversos e negócios nesse dia. Acreditam, como todas as denominações sabatistas, que o sábado se incia ao pô-do-sol da sexta-feria e dura até o por-do-sol do sábado; embora não apresente soluções para potenciais problemas como a observância do sábado nos Polos (onde há períodos que os dias e noites) duram quase 6 meses e também não se demoram em questões controversas como o chamado Sábado Luni-Solar.
  9. A Origem do Pecado: A IASD-MR crê que o pecado se originou no Céu, com a rebelião de Lúcifer, que queria assumir uma posição de autoridade maior que a do Filho de Deus (História da Redenção, E.G.W, cap. 1). Crê que em decorrência dessa rebelião e posterior expulsão do Céu, Lúcifer e a terça parte dos anjos que decidiu se unir a ele a terra foram expulsos e o alvo desse anjo caído tornou-se Adão e Eva; o mesmo consegiu espalhar sua rebelião do Céu à Terra onde se transformou em Satanás.
  10. A Criação: A IASD-MR crê que o mundo foi criado em 6 dias literais e que, ao sétimo dia, Deus descansou, abençoou e o santificou em decorrência de sua obra como exemplo para seguirmos. Nega a teoria evolucionista Darwinista, assim como nega as demais teorias da criação que tentam mesclar criacionismo com evolucionismo. Nesse aspecto são completamente conservadores e levam a história bíblia dos primeiros capítulos do Gênesis ao pé da letra. Crendo que o primeiro dia da criação corresponde ao domingo enquanto o sétimo dia da criação corresponde ao nosso atual sábado. Acreditam que as três pessoas da trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - estavam presentes na criação que também foi presenciada pelos anjos.
  11. O Plano da Redenção: A IASD-MR crê que Jesus Cristo, na condição celestial de Filho de Deus, decidiu assumir a Função de substituto do homem caído para sofrer a morte eterna no lugar dele e, através da fé em seu sacrifício, o homem é salvo da condenação eterna. Prevendo a rebelião de Lúcifer e a queda de Adão a trindade decidiu, desde a eternidade, dividir-se em três papeis fundamentais o de Pai, que cederia seu Filho, e também o de Consolador após a Obra da criação e redenção ser consumada.
  12. O Batismo: A IASD-MR crê que o Batismo simboliza o novo nascimento e representa a iniciação do novo membro na vida cristã. Creem que o ritual deve ser feito apenas em pessoas adultas e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mat 28:19). Crê que o batismo é a confissão pública quer representa o abandono do pecado e do mundo em direção a uma vida de santidade e abnegação; não a fim de se alcançar a salvação que é mérito único conquistado pela morte de Jesus Cristo na Cruz (pelo Mistério da Graça), mas como consequência de uma vida mudada e transformada pelo poder do Espírito Santo.
  13. A Santa Ceia: A IASD-MR crê que o rito da Santa Ceia representa a renovação da aliança estabelecida no batismo; somente membros batizados podem participar. Uma diferença notável com a IASD se caracteriza pelo uso do Cálice Único, em vez de cálice individual como é feito na IASD, acreditam que devem seguir o exemplo de Jesus praticado na última Ceia. Embora a IASD-MR oficialmente se posiciona pelo uso do cálice único, seus ministros e pastores não são contra o uso do cálice individual acreditando se tratar apenas de uma questão pessoal de higiene e costumes. Acompanhado do ritual o Lava-Pés juntamente com a Ceia, esse hábito é praticado, incentivado e ordenado aos membros da IASD-MR. Tal qual a IASD, homens não podem lavar os pés das mulheres durante o ritual e vice e versa, a não ser que sejam membros casados da congregação.
  14. O Santuário: A IASD-MR crê que o Santuário Terrestre do antigo Israel era um modelo do Santuário Celestial e que todo seu ritual representava um tipo do qual Jesus Cristo em seu ministério terrestre e celestial representa o anti-tipo. Tal qual ocorria uma vez por ano no Antigo Israel, o dia da Expiação, assim também o Filho de Deus adentrou ao Santíssimo compartimento do Santuário Celestial, por ocasião de 1844, para fazer expiação pelos filhos de Deus. Essa expiação é chada de Juízo Investigativo pela IASD-MR; acredita-se se tratar do julgamento dos salvos, daqueles que confessam a credulidade na expiação do Filho de Deus; nessa primeira etapa do Juízo os ímpios e mortos perdidos não estão incluídos.
  15. A Tríplice Mensagem Angélica: A IASD-MR crê na pregação da tríplice mensagem que prega o Juízo de Deus, iniciado em 1844 e pregada pelo Movimento Adventista do Sétimo Dia; a queda de Babilônia, representando o sistema religioso cristão nominal que rejeita essa primeira mensagem do Juízo Investigativo, incluindo nessa época as Igrejas Protestantes que se tornaram, junto com a Igreja Católica Apostólica Romana, a Grande Babilônia, e a terceira mensagem angélica que pregaria a advertência contra aceitação do selo da Besta que seria imposto em contraposição ao selo de Deus; sendo este a observância do sábado do sétimo dia e aquele a observância do domingo instituído pelo Concílio de Nicéia em 325 A.D pela Igreja Católica como dia oficial de guarda da Igreja Cristã.
  16. O Anjo de Apocalipse 18: A IASD-MR crê que aquele outro anjo de Apocalipse 18 representa um reforço à tríplice mensagem angélica uma vez confiada aos Adventistas do Sétimo Dia; crê que estes perderam sua posição de privilégio na proclamação da tríplice mensagem ao rejeitarem uma mensagem de advertência dada em 1888 (na Conferência Geral de Mineápolis) onde foi dada, pela primeira vez, uma advertência contra o trinitarianismo e o panteísmo que se infiltravam na IASD; e também por terem permitido a participação dos seus membros na 1ª Guerra Mundial em 1914. Dessa forma o Anjo de Apocalipse 18 se trataria do próprio movimento Reformista da IASD que rejeitou a participação na Guerra em 1914; à época esses membros da IASD que rejeitaram participar da Guerra foram expulsos (somando 2% dos membros) e formaram a IASD-MR, acreditam - assim - que o movimento Reformista representam o verdeiro e original movimento adventista e que a IASD hoje, se caracteriza, também como parte de Babilônia pelo cometimento desses erros.
  17. O Dom de Profecia: A IASD-MR crê que o dom da profecia foi manifestado no ministério da senhora Ellen Gold White e que representa um reforço e confirmação das Escrituras Sagradas. A IASD-MR não acredita na equiparação e nem na substituição da bíblia pelos livros dela, mas que seus livros representam uma iluminação esclarecedora das Escrituras sendo seu compêndio autoridade teológica para a igreja. Crê que Ellen White se enquadra nos chamados profetas não canônicos como são os casos de Míriam, irmã de Moisés, o caso de Geazi e o profeta sem nome do livro de Juízes dentre outros. Acreditam que, se até mesmo para um pagão como Balaão Deus concedeu o dom profético com um propósito, quanto mais a uma pessoa que eles consideram um exemplo de piedade como a senhora White.
  18. O Casamento: A IASD-MR crê que o casamento é uma instituição de contrato vitalício, podendo ser dissolvido somente por ocasião da morte de um dos cônjuges; nem mesmo adultério ou qualquer outro motivo não configura razão para dissolução do matrimônio. Ainda que haja separação de corpos entre o casal, para a crença da IASD-MR tal casal permanece casado segundo a lei de Deus. Repudiam completamente o divórcio e não admitem que seus membros batizados incorram em tal prática; havendo o caso o membro ficará em estado permanente de isolamento até a morte do outro; ou - em caso de se tratar da parte culpada - o membro é sumariamente removido do rol de membros da congregação. Consideram um pecado a prática do sexo antes do casamento, assim como repudiam a poligamia e promiscuidade sexual como bestialismo (sexo com animais: Zoofilia) e o homossexualismo.
  19. A Família Cristã: A IASD-MR crê que família cristã deve ser o núcleo da sociedade e seu fundamento. Com base no casamento vitalício a família adquire estabilidade sócio-emocional para conduzir com integridade e justiça o dia a dia da sociedade. A IASD-MR, embora não discrimine nenhuma opção, orientação ou escolha de tipos de famílias alternativas, não admite em seu seio - institucionalmente falando - famílias que não sejam compostas pelo tradicionalismo conservador. As mulheres são orientadas a usar apenas saias, não devem cortar seus cabelos e não devem usar roupas decotadas. Os homens, por sua vez, devem usar apenas calça e camisas quer cubram todos os membros, preferencialmente. Seus hábitos e costumes proíbem o banho de piscinas, rios, lagos e mares por homens e mulheres juntos.
  20. Saúde e Temperança: A IASD-MR crê que a orientação bíblica sobre temperança a abandono da alimentação de carnes de animais considerados impuros (Levítico 11) deve ser abandonada por completo e - ao iniciar como membro ativo da IASD-MR - o membro deve abandonar por completo o uso de alimentos cárneos, drogas lícitas ou ilícitas e frutos do mar. Proíbem completamente o uso de alimento cárneo, de refrigerantes, de estimulantes e drogas, lícitas ou ilícitas. Possuem um programa de alimentação saudável que não apenas exclui determinados alimentos, mas também que orientam seus membros sobre as formas corretas de combinar a alimentação e os potenciais substitutos da proteína animal.
  21. Mordomia Cristã: A IASD-MR crê que o ministério de pregação do evangelho deve ser sustentado por meio de ofertas voluntárias e dos dízimos (10%) auferidos da renda de seus membros. Crê que é dever do membro batizado entregar um décimo de sua renda líquida para a sustentação da pregação do evangelho, assim como de parte de suas rendas de forma voluntária, são os chamados donativos ou ofertas. Possuem sedes e matrizes administrativas que sustentam seus funcionários e missionários através desse dinheiro.
  22. A Segunda Vinda de Jesus: A IASD-MR crê que a segunda vinda de Jesus Cristo é sua maior e mais bendita esperança. Acreditam que o Filho de Deus virá para fazer justiça e arrebatar os salvos. Crê que após o fim do Juízo Investigativo no Céu, Jesus Cristo virá à terra para levar os salvos para passar mil anos no Céu participando do Juízo Comprovatório. Na volta de Jesus acreditam que ele virá de forma visível, audível e literal à vista de todo o planeta terra junto com seus anjos. Matará os ímpios e prenderá Satanás e os demônios em uma prisão circunstancial durante mil anos.
  23. O Milênio: A IASD-MR crê que após o arrebatamento, que acontece por ocasião da segunda vinda de Jesus, a terra passará por um período de mil anos de isolamento; onde Satanás estará preso circunstancialmente e os salvos no céu durante esse período participando do Juízo Comprovatório, onde os salvos poderão ver nos livros a vida das pessoas que não foram salvas e o porquê, para que não reste nenhuma dúvida, nem sobre o amor e nem sobre a Justiça de Deus em relação aos perdidos.
  24. A Nova Terra: A IASD-MR crê que após o milênio Jesus Cristo e os salvos regressarão à terra para que haja o Juízo Final dos ímpios, sua destruição posterior e a renovação da terra; o que dará início ao Estado eterno sob reinado de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo. Após esses mil anos a Nova Jerusalém descerá do Céu e, por um breve período de tempo Satanás será solto de sua prisão circunstancial, tendo em vista a ressurreição dos ímpios para sua condenação eterna.Todas as coisas serão renovadas, o mal será completamente destruído e o próprio Deus estabelecerá seu trono no planeta Terra.

Doutrinas da IASD-MR divergentes em relação à IASDEditar

  • O cento e quarenta e quatro mil: A IASD-MR acredita que somente 144.000 pessoas serão seladas na mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14; o restante de salvos faz parte da Grande Multidão (Apocalipse 15). Essa mensagem tem sido pregada desde 1844 e de lá até o dia da segunda vinda de Jesus Cristo (segundo sua crença) somente esse numero de pessoas serão salvas dentro da mensagem adventista. Sustentam essa crença nos primeiros e mais antigos livros de Ellen White e de seus próprios pioneiros fundadores: “E quando estávamos para entrar no templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste lugar’, e nós exclamamos: ‘Aleluia’!”.[14]
  • Contrato de Casamento Vitalício: A IASD-MR acredita que o casamento é uma instituição de contrato vitalício, podendo ser dissolvido somente por ocasião da morte de um dos cônjuges; nem mesmo adultério ou qualquer outro motivo não configura razão para dissolução do matrimônio. Ainda que haja separação de corpos entre o casal, para a crença da IASD-MR tal casal permanece casado segundo a lei de Deus. “Esse votos ligam os destinos de duas pessoas com laços que coisa alguma senão a mão da morte deve desatar.” - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág 576; Testemunhos sobre Conduta Sexual Adultério e Divórcio, pág. 14. “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.” I Corintios 7:39.
  • Vestimenta e Lazer: A IASD-MR acredita que mulheres devem usar apenas saias, não devem cortar seus cabelos e não devem usar roupas decotadas. Os homens, por sua vez, devem usar apenas calça e camisas quer cubram todos os membros, preferencialmente. Seus hábitos e costumes proíbem o banho de piscinas, rios, lagos e mares por homens e mulheres juntos. “Algo deve surgir para diminuir o apego do povo de Deus ao mundo. A reforma do vestuário é simples e saudável, contudo há nela uma cruz. Agradeço a Deus pela cruz e alegremente me inclino para erguê-la. Temos estado tão unidos com o mundo que temos perdido de vista a cruz e não desejamos sofrer por amor a Cristo.” Testemunhos para Igreja, vol. 1,p. 525.
  • O 4º Anjo de Apocalipse 1888: A IASD-MR acredita que seu movimento foi profetizado em Apocalipse 18; tal qual o movimento da IASD em Apocalipse 14. Como eles creem que a IASD, por rejeitar a advertência da Conferência Geral de 1888 em Mineápolis (EUA) e por participar e recomendar a participação na 1ª Guerra Mundial, foi rejeitada como movimento restaurador da mensagem adventista; aqueles membros da IASD que se recusaram a participar da Guerra e que foram expulsos da IASD logo em seguida, segundo a crença da IASD-MR, representam os adventistas originais que carregam a verdadeira mensagem do advento.
  • Alimentação Saudável: Tal qual a IASD, os Reformistas não permitem a iniciação na organização sem o abandono do café, das carnes consideradas impuras (Levítico 11) e do álcool ou entorpecentes. Todavia, a IASD-MR vai mais além e não permite que pessoas sejam batizadas sem terem mudado seus hábitos alimentares por completo, orientando-se o vegetarianismo (ovo-lacto, no mínimo); a mais contundente exigência pré-batismal em relação a esse assunto é a exclusão total e completa de alimentos cárneos ou de origem afins como presuntos, mortadelas, enlatados, linguiças e salsichas.
  • Diferenças doutrinárias: Com exceção desses quatro pontos distintos doutrinários, a IASD e a IASD-MR acreditam exatamente nas mesmas doutrinas.

Referências

  1. Contact Us - Seventh Day Adventist Reform Movement General Conference
  2. Holger Teubert, “The History of the So called ‘Reform Movement’ of the Seventh-day Adventists,” unpublished Manuscript, 9.
  3. See on "The Name of Our Church", official SDARM Website, http://www.sdarm.org/origin/his_12_name.html Arquivado em 20 de janeiro de 2013, no Wayback Machine.
  4. Dissolvida na primeira Assembléia quadrienal pós-guerra da Associação Geral em São Francisco em 1918).DOURADO, A. R. Aos ASD da Reforma de 1914. Niteroi: ADOS, 2007. P. 45
  5. RULHING CITADO EM: PINHO, O. G., Simon Adalberto. Uma Luz que Alumia. São Paulo Associação Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia 1976. P. 146, 147
  6. RULHING, R. Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor. Itaquaquecetuba, SP: A Verdade Presente, 1997. P. 46
  7. BALBACH, A. A História dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. Itaquaquecetuba, SP A Verdade Presente, 2001. P. 208.
  8. A História dos Adventistas do Sétimo Dia — Movimento de Reforma, págs. 209-213.
  9. Conselho Doutrinário da Conferência Geral. Crenças Fundamentais: dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. 2° edição. Itaquaquecetuba, SP: Vida Plena, 2015. P. 32 - 43.
  10. Conselho Doutrinário da Conferência Geral. Crenças Fundamentais: dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. 2° edição. Itaquaquecetuba, SP: Vida Plena, 2015. P. 95 - 104.
  11. Conselho Doutrinário da Conferência Geral. Crenças Fundamentais: dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. 2° edição. Itaquaquecetuba, SP: Vida Plena, 2015. P. 104-113.
  12. Conselho Doutrinário da Conferência Geral. Crenças Fundamentais: dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. 2° edição. Itaquaquecetuba, SP: Vida Plena, 2015. P. 143-146.
  13. BOARIM, Daniel de S. F. (2010). Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma. São Paulo - SP: Vida Plena. p. 5 
  14. White, Ellen G. (1882). Primeiros Escritos. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira - CPB. p. 15 

Sessões da Conferência GeralEditar

PresidentesEditar

Ano Cidade País
1. 1925 Gotha Alemanha
2. 1928 Isernhagen Alemanha
3. 1931 Isernhagen Alemanha
4. 1934 Budapeste Hungria
5. 1948 Haia Holanda
6. 1951 Zeist Holanda
7. 1955 São Paulo Brasil
8. 1959 São Paulo Brasil
9. 1963 Gross Gerdau Alemanha
10. 1967 São Paulo Brasil
11. 1971 Brasília Brasil
12. 1975 Brasília Brasil
13. 1979 Bushkill Falls EUA
14. 1983 Puslinch, Ontario Canadá
15. 1987 Bragança Paulista Brasil
16. 1991 Breuberg Alemanha
17. 1995 Voineasa Romênia
18. 1999 Itu Brasil
19. 2003 Itu Brasil
20. 2007 Jeju Coreia do Sul
21. 2011 Sibiu Romênia
22. 2015 Roanoke EUA
23. 2019 São Paulo, Sumaré Brasil
Período Presidente País de origem
1925–1934 Otto Welp Alemanha
1934–1942 Willi Maas Alemanha
1942–1948 Albert Mueller Alemanha
1948–1951 Carlos Kozel Argentina
1951–1959 Dumitru Nicolici Romênia
1959–1963 Andre Lavrik Brasil
1963–1967 Clyde T. Stewart Austrália
1967–1979 Francisco Devai Brasil
1979–1983 Wilhelm Volpp Alemanha
1983–1991 João Moreno Brasil
1991–1995 Neville S. Brittain Austrália
1995–2003 Alfredo Carlos Sas Brasil
2003–2011 Duraisamy Sureshkumar Índia
2011–2019 Davi Paes Silva Brasil
2019-Presente Eli Tenório Brasil