Ilusão auditiva

Ilusões auditivas são falsas percepções de um som real ou estímulo externo.[1] Essas falsas percepções são equivalentes a uma ilusão de ótica: o ouvinte ouve sons que não estão presentes no estímulo ou sons que não deveriam ser possíveis, dadas as circunstâncias de como foram criados.[2][3] As ilusões auditivas destacam áreas em que a orelha e o cérebro humanos, como ferramentas de sobrevivência orgânica, se diferenciam dos receptores de áudio perfeitos; isso mostra que é possível para um ser humano ouvir algo que não existe e ser capaz de reagir ao som que supostamente ouviu.

CausasEditar

Os sons encontrados nas palavras são chamados de sons incorporados, e esses são a causa de algumas ilusões auditivas. A percepção de uma palavra por uma pessoa pode ser influenciada pela maneira como ela vê a boca do falante se mover, mesmo que o som que ela ouça seja inalterado.[4] Por exemplo, se alguém estiver olhando para duas pessoas dizendo "par" e "mar", a palavra que ouvirá será determinada por quem olhar.[5] Se esses sons forem reproduzidos em um loop, o ouvinte poderá ouvir palavras diferentes dentro do mesmo som.[6] Pessoas com dano cerebral podem ser mais suscetíveis a ilusões auditivas e elas podem se tornar mais comuns para essa pessoa.[7]

ExemplosEditar

Há uma infinidade de exemplos no mundo das ilusões auditivas. Estes são exemplos de algumas ilusões auditivas:


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Segundo Purwins, ilusões auditivas têm sido usadas efetivamente por vários compositores, por exemplo, Beethoven (Leonore Overture), Berg (Wozzeck ), Krenek (Spiritus Intelligentiae, Sanctus), Ligeti (Études), Concerto para Violino, Concerto Duplo, para flauta, oboé e orquestra), Honegger (Pacific 231), e Stahnke (Partota 12).[11]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Auditory Illusion - an overview | ScienceDirect Topics». www.sciencedirect.com 
  2. «Auditory illusion: How our brains can fill in the gaps to create continuous sound». Science Daily 
  3. Massaro, Dominic W., ed. (2007). «What Are Musical Paradox and Illusion?» (PDF). American Journal of Psychology. 120: 124, 132 
  4. «Auditory Illusions: How your ears can be fooled». hear.com (em inglês) 
  5. «Do You Hear What I Hear? Amazing Auditory Illusions Explained». IFLScience (em inglês) 
  6. Scott, Brian L.; Cole, Ronald A. (1972-01-01). "Auditory Illusions as Caused by Embedded Sounds". The Journal of the Acoustical Society of America. 51 (1A): 112–112. doi:10.1121/1.1981302. ISSN 0001-4966.
  7. Fukutake, Toshio; Hattori, Takamichi (1998-11-01). "Auditory illusions caused by a small lesion in the right medial geniculate body". Neurology. 51 (5): 1469–1471. doi:10.1212/WNL.51.5.1469. ISSN 0028-3878. PMID 9818885.
  8. «Você consegue "ouvir" esse gif silencioso?». Super. Consultado em 4 de junho de 2020 
  9. Chen, Angela (4 de dezembro de 2017). «Can you hear this silent gif bouncing? Here's why». The Verge (em inglês). Consultado em 4 de junho de 2020 
  10. «You Don't Have to Have Synesthesia to "Hear" This Silent Gif». Smithsonian Magazine (em inglês). Consultado em 4 de junho de 2020 
  11. Purwins, Hendrik (2005). Profiles of pitch classes circularity of relative pitch and key-experiments, models, computational music analysis, and perspectives (PDF). [S.l.: s.n.] pp. 110–120 

Ligações externasEditar