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Imotepe
Nascimento Século XXVIII a.C.
Mênfis
Morte Século XXVII a.C.
Antigo Egito
Cidadania Antigo Egito
Ocupação arquiteto, engenheiro civil, engenheiro, astrônomo, médico

Imhotep (por vezes grafado Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep; em egípcio: ii-m-ḥtp *jā-im-ḥatāp, lit. "aquele que vem em paz"; chamado pelos gregos de Ιμυθες, transl. Imuthes ; fl. século XXVII a.C., ca. 2655-2600 a.C.) foi um polímata egípcio,[1] que serviu a Djoser, faraó da Terceira Dinastia, na função de vizir ou chanceler do faraó e sumo-sacerdote do deus-sol , em Heliópolis. É considerado o primeiro arquiteto,[2] engenheiro[3] e médico da história antiga[4], embora dois outros médicos, Hesi-Rá e Merite-Ptá, tenham sido contemporâneos seus.

A lista completa de seus títulos é:

Chanceler do Rei do Egito, Doutor, Primeiro na linhagem do Rei do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Nobre hereditário, Sumo Sacerdote de Heliópolis, Construtor, Carpinteiro-Chefe, Escultor-Chefe, e Feitor-Chefe de Vasos.

Imotepe foi um dos poucos mortais a serem ilustrados como parte de uma estátua de um faraó. Foi um de um grupo restritíssimo de plebeus a quem foi concedido o status divino após a morte; o centro de seu culto era Mênfis. A partir do Primeiro Período Intermediário Imotepe também passou a ser reverenciado como poeta e filósofo. Suas palavras eram mencionadas em poemas: "Eu ouvi as palavras de Imotepe e Hordedefe, de cujos discursos os homens tanto falam."[5]

A localização da sepultura de Imotepe, construída por ele próprio, foi escondida com absoluta cautela, e permanece desconhecida até os dias de hoje, apesar dos esforços para encontrá-la.[6] O consenso acadêmico é de que ele estaria escondido em algum lugar de Sacara. A existência histórica de Imotepe é confirmada através de duas inscrições contemporâneas feitas na base, ou pedestal, de uma das estátuas de Djoser (Cairo JE 49889), bem como um grafito na muralha que circunda a pirâmide interminada de Tireis.[7][8] A segunda inscrição sugere que Imotepe teria vivido por alguns anos depois da morte de Djoser, e ajudou na construção da pirâmide do rei Tireis, abandonada devido ao breve reinado deste soberano.[9]

SacaráEditar

Imhotep arquitetou a primeira pirâmide do Egito - a pirâmide de Sacará, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros. As primeiras pirâmides do Egito eram formadas por degraus, que nada mais eram que mastabas empilhadas (mastaba palavra que provém do árabe maabba, "banco de pedra" ou "lama", dependendo do autor, que por sua vez vem do aramaico misubb, podendo ter origem persa ou grega). Esta configuração foi idealizada por Imhotep a pedido do Faraó Djoser, que desejava para si um túmulo mais grandioso que os que o antecederam e, sugeria ainda, segundo alguns arqueólogos, a ascensão ao céu. O estudioso britânico Sir William Osler (século XIX) disse sobre Imhotep: "A primeira figura de um Arquiteto Médico a surgir claramente das névoas da antiguidade."[carece de fontes?]

MedicinaEditar

A figura de Imhotep, como médico, pertence mais ao domínio da lenda do que ao da história. Tornou-se indissociável do papiro de Edwin Smith, ainda que o único exemplar conhecido do documento tenha sido escrito aproximadamente mil anos após a sua morte. Supõe-se que se trata de uma cópia de textos mais antigos, redigida, pelo menos, por três escribas diferentes. Por outro lado, o facto de se tratar de um trabalho objetivo e não imbuído de magia, tende a dissociá-lo da figura de Imotepe, um sumo-sacerdote do Deus Rá, naturalmente afeto a cultos mágicos. [10]

Na cultura popularEditar

CinemaEditar

 Ver artigo principal: Imhotep

Imotepe é o antagonista da série de filmes A Múmia de 1932, na releitura de 1999 e em sua sequência O Retorno da Múmia, nos quais obtém a reencarnação por meio de antigos rituais egípcios e, assim, desencadeia uma série de desventuras para os heróis da história[11].

É importante, porém, lembrar que a figura maligna e vingativa apresentada no filme, em relação à pessoa de Imotepe não é de modo algum real e não tem respaldo histórico[11].

Referências

  1. The Egyptian Building Mania Arquivado em 14 de junho de 2011, no Wayback Machine., Acta Divrna, Vol. III, edição IV, janeiro de 2004.
  2. Imhotep. Encyclopædia Britannica
  3. «What is Civil Engineering: Imhotep». Consultado em 19 de novembro de 2010. Arquivado do original em 12 de janeiro de 2008 
  4. William Osler, The Evolution of Modern Medicine, Kessinger Publishing 2004, p.12
  5. I have heard the words of Imhotep and Hordedef with whose discourses men speak so much. Barry J. Kemp, Ancient Egypt Routledge 2005, p.159
  6. The Harper's Lay, c. 2000 a.C.
  7. Malek, Jaromir. 'The Old Kingdom', in The Oxford History of Ancient Egypt. Ian Shaw (ed.), Oxford University Press 2002. p.92
  8. J. Kahl "Old Kingdom: Third Dynasty", in The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt. Donald Redford (ed.), Vol.2, p. 592
  9. Shaw, op. cit., pp.92-93
  10. NAMORA, Fernando. Deuses e demónios da Medicina. [S.l.: s.n.] 
  11. a b Jesse Bryant Wilder (2007). Art history for dummies. [S.l.]: John Wiley & Sons. 62 páginas. ISBN 9780470099100