Inácio Bento de Loyola

Inácio Bento de Loyola
Nascimento 1896
Morte 1970 (74 anos)
Ocupação político, magistrado

Inácio Bento de Loyola (Cidade de Goiás, 27 de dezembro de 1896 — Goiânia, 11 de maio de 1970) foi um magistrado, desembargador e político brasileiro.

Ignácio Bento de Loyola

Foi governador de Goiás, de 21 de junho a 19 de julho de 1934.[1]

Nasceu na cidade de Goiás, antiga Capital do Estado, em 27 de dezembro de 1896, filho do Desembargador Coriolano Augusto de Loyola e de Mariana Augusta de Albuquerque Loyola.

Bacharelando-se em direito, no ano de 1925, passou a exercer a advocacia. A par dessa atividade profissional integrou-se no movimento de oposição à oligarquia Caiado, que dominava o poder em Goiás, havendo sido Diretor e um dos redatores do jornal “Voz do Povo”, fundado na capital do Estado para combater o situacionismo.

Vitoriosa a Revolução de 1930, foi chamado para participar do novo governo de Goiás, entregue ao Interventor Pedro Ludovico Teixeira. Ocupou, então, sucessivamente, os cargos de Secretário de Obras Públicas, das Finanças e, mais tarde, Secretário Geral do Estado. Exerceu também, interinamente, por motivo do afastamento temporário do titular, a Chefia do Poder Executivo Estadual, no período de 21 de junho a 19 de julho de 1934.

Posteriormente, atraído pela magistratura, sua verdadeira vocação, foi Juiz de Direito das Comarcas de Goiás e de Goiânia. Promovido a Desembargador, pelo critério de merecimento, aposentou-se nesse elevado cargo em 1956. Granjeou, no exercício da magistratura, o respeito e a admiração dos jurisdicionados, impondo-se como magistrado íntegro, independente e de apurado senso jurídico, a par de excepcional capacidade de trabalho.

Exerceu também as funções de Procurador Geral da Justiça, em 1946, durante a interventoria do General Felipe Xavier de Barros, quando se afastou temporariamente da judicatura.

Aposentado, foi designado, em fevereiro de 1959, para a presidência da Comissão de Cooperação para a Mudança da Capital, órgão a que estava incumbida a desapropriação das terras do novo Distrito Federal, por delegação outorgada ao governo de Goiás pelo artigo 24 da Lei n. 2874, de 19 de setembro de 1956.

Nesse cargo, que exerceu até o fim do ano de 1960, residindo em Brasília, à frente de uma equipe de advogados, prestou relevantes serviços para implantação da nova Capital brasileira, contribuindo para incorporação ao domínio público de grande parte do atual território do Distrito Federal.

Completada sua missão na nova Capital, retornou a Goiânia, onde veio a falecer a 11 de maio de 1970.

Referências

  1. «Dossie Goiás, Relação de Governadores». Goiasnet. Consultado em 24 dezembro de 2013. Arquivado do original em 25 de dezembro de 2013 


Precedido por
Pedro Ludovico Teixeira
Governador de Goiás
1934
Sucedido por
Vasco dos Reis Gonçalves


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