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Um período interglacial ou fase interglaciar é um intervalo geológico caracterizado por temperaturas médias mais quentes que separam os períodos glaciares. O período holocênico, que estamos a viver atualmente, pode ser considerado um período interglacial (pós-glaciar) que persiste desde há cerca de 11 400 anos. Há 120 mil anos atrás, tivemos o último período interglacial mais conhecido e mencionado na literatura, onde a temperatura estava um pouco acima da temperatura atual.[2]

O escritor Gordon Childe em suas análise sobre a formação da atual civilização humana, tem o seu florescimento muito em função da existência de um período interglacial. Com o recuo das geleiras que cobriam boa parte da Europa e da Ásia em função da expansão das áreas do ártico e Antártida. Este recuo possibilitou que ocorresse a formação de rios que passariam a ter uma importância na formação de terras férteis como na Região do Crescente Fértil, atual Iraque, onde os ciclos de períodos chuvosos e secos, criariam o ciclo propício para a Revolução Agrícola no paleolítico e depois no final do Neolítico a Revolução Urbana e o desenvolvimento das Civilizações. No caso a Suméria, Assírios, Babilônicos que vão ser os lugares onde por volta de 6000 anos atrás surgiram as primeiras cidades como Lagasch, Ur, Irish. O final de um período interglacial como este que estamos vivendo pode significar que regiões mais ao norte da Europa, América e Ásia terão o desaparecimento das cidades e das atividades econômicas em função do gelo e das temperaturas abaixo de zero o ano todo. Assim teríamos uma expansão do Ártico.

Acreditava-se que por volta dos anos 2012 e 2015, a temperatura média global terrestre iria cair lentamente, atingindo seus níveis mais baixos por volta de 2055 e 2060. Este período de resfriamento terrestre duraria cerca de 50 anos e, ao longo do século XXII, a Terra começaria novamente seu processo de aquecimento natural global. [1].

Em 2015, foi observado um surpreendente aumento nas camadas de gelo do continente Antártido, que supostamente comprovavam que o período de resfriamento global estava de fato ocorrendo. Porém, dados da NASA e do Copernicus (serviço de Mudança Climática da União Europeia) relevaram que os últimos cinco anos (2018, 2017, 2016, 2015 e 2014) foram os mais quentes desde o fim do século XIX, descartando então a dedução de que ocorresse o resfriamento terrestre natural nas próximas décadas. A média elevada de temperaturas, segundo as próprias agências, são ocasionadas pelo fenômeno do aquecimento global.

Referências bibliográficas

  1. KOTTAK, Conard Phillip. "Window on Humanity". New York, New York. 2005.

Childe, V.Gordon. O Homem faz-se a Si próprio. Ed.Cosmos. Lisboa.1947 Childe, V. Gordon. A Aurora da Civilização Européia.Ed.Portugália.Lisboa. 1969.

2. Nobre et al. 2012. Fundamentos científicos das mudanças climáticas. link: http://www.cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/sites/28/2014/05/nobre_reid_veiga_fundamentos_2012.pdf[ligação inativa]

3. https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2019/02/07/mundo-teve-4-anos-mais-quentes-da-historia-desde-2015-dizem-eua.htm

4. http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/11/geleiras-da-antartida-estao-crescendo.html

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