Ivan Alves Filho

Ivan Alves Filho (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1952) é um historiador, jornalista e documentarista brasileiro. É autor de mais de uma dezena de livros. [1]

Ivan Alves Filho
Nascimento 07 de novembro de 1952 (68 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Alma mater Sorbonne
Magnum opus Memorial dos Palmares

BiografiaEditar

Nascido no Rio de Janeiro, em 1952, Ivan Alves Filho é historiador, licenciado pela Universidade Paris-VIII (Sorbonne) e pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, onde obteve uma maîtrise em História da América Latina e um DEA (Diploma de Estudos Aprofundados, equivalente aos créditos de doutorado e aprovação de um projeto de tese) em História.

Concedeu, entre 1988 e 2009, dezenas de entrevistas sobre o seu trabalho a diversos órgãos da imprensa brasileira e, mesmo, internacional. Seus livros vem sendo resenhados e comentados pelos principais publicações do Brasil desde a segunda metade dos anos 80 do século passado. Entre elas, o Estadão, a Folha de S. Paulo, o Jornal do Brasil, O Globo, a Gazeta Mercantil, o jornal Zero Hora, e as revistas Época e Isto É. Muitos de seus livros estão catalogados em prestigiosas bibliotecas do mundo inteiro. Alguns de seus livros foram, inclusive, roteirizados para cinema e documentários (caso de Memorial dos Palmares e Aparecida Azedo - Uma pintura de conto de fadas). Fora isso, nomes conceituados da cultura brasileira e internacional contemporâneas - e podemos citar o poeta Ferreira Gullar, o arquiteto Oscar Niemeyer, o historiador Stuart Schwarz e a antropóloga Berta Ribeiro - fizeram referências a seus livros e ensaios. [2]

Exercendo o jornalismo desde a primeira metade dos anos 70, Ivan Alves Filho trabalhou e colaborou em cerca de duas dezenas de publicações brasileiras, entre as quais a revista de economia Banas (correspondente em Paris em 1974 e 1975), a revista de cultura Módulo (correspondente em Paris, entre 1977 e 1982; dirigida por Oscar Niemeyer), os Cadernos do Terceiro Mundo e o Almanaque Brasil (que formulou, em 1992). Editou, entre 1984 e 1993, o Guia do Terceiro Mundo, posteriormente intitulado Guia do Mundo, publicação lançada em português, espanhol e inglês. E, entre 1984 e 1985, foi editor dos suplementos culturais do Jornal do País, do Rio de Janeiro. Foi, ainda, diretor-adjunto da publicação Brasil Mais, editada no Rio de Janeiro, entre 1996 e 1997. Ao longo de sua carreira, entrevistou na Europa personalidades como o antropólogo Claude Lévi-Strauss, o psiquiatra Tony Lainé e o fotógrafo Henri Cartier-Bresson.

Ivan Alves Filho lecionou História e Economia Política e dá conferências históricas em várias cidades do Brasil e do Exterior (notadamente no Colóquio Internacional sobre Escravidão, convocado pela Unesco em Évora, Portugal, em dezembro de 2001).

Em diferentes momentos, atuou como pesquisador associado de órgãos como o Centro de Memória da Associação Brasileira de Imprensa (1984-1985)[3], o Centro de Memória Social Brasileira, da Universidade Cândido Mendes (1985-1986), o Núcleo de Pesquisas sobre o Índio Brasileiro, da Universidade Estadual de São Paulo (1988-1989) e o Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (2001).

Como documentarista, dirigiu, entre outros filmes, A casa de Astrojildo (sobre o intelectual revolucionário Astrojildo Pereira), A democracia como meio e fim (sobre o dirigente comunista Armênio Guedes), Morrer se preciso for (sobre o antropólogo Mércio Gomes), (todos esses em 2008) , O Partido do samba (sobre Sérgio Cabral), A necessidade da Arte (sobre Leandro Konder), em 2007, O construtor de sonhos (sobre Oscar Niemeyer), A luta poética (sobre Ferreira Gullar), Nada além da liberdade (sobre Antônio Ribeiro Granja), (todos em 2006) e Zuleika Alambert - Uma mulher na História e Jaime Miranda - Uma Voz do Povo (respectivamente em fevereiro e março de 2005), entre outros.

Dirigiu e apresentou, ainda, vários programas de cultura brasileira em emissoras de rádio (respectivamente em 1985-1986; 2002-2003 e 2005/2006). Atualmente (2009), Ivan Alves Filho organiza o suplemento Tempo de Cultura, no jornal Terceiro Tempo, sediado no Rio de Janeiro. E coordena o projeto de pesquisa Brasileiros e militantes desde julho de 2003, para a Fundação Astrojildo Pereira, de Brasília. É, ainda, editor do portal da referida Fundação desde março de 2007. [4]


Em 2019, o seu livro PCB-PPS e a cultura brasileira: apontamentos, editado pela Fundação Astrojildo Pereira, passou a integrar os Arquivos Marxistas na Internet .[5]


ObraEditar

  • Memorial dos Palmares. Rio de Janeiro: Xenon, 1988.
  • História pré-colonial do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Europa, 1993.
  • Giocondo Dias: Uma Vida na Clandestinidade. Rio de Janeiro: Mauad, 1997.
  • Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
  • História dos Estados Brasileiros. Rio de Janeiro: Revan, 2000.
  • Cozinha brasileira com recheio de história. Rio de Janeiro: Revan, 2000.
  • Velho Chico Mineiro: diário de uma viagem às cidades barranqueiras do Rio São Francisco. Belo Horizonte: Pancron, 2002.
  • A pintura como conto de fadas: Aparecida Azedo. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2003.
  • O PCB-PPS e a cultura brasileira: apontamentos. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2012.
  • O historiador e o tapeceiro. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2015.

Como organizador:

  • Tudo é política (Nelson Werneck Sodré). Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
  • Itamar Franco: homem público democrata e republicano. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2011.


Referências

  1. Um século russo Fundação Astrojildo Pereira Consultado em 30 de abril de 2018.
  2. "Historiador carioca lança obra em Alagoas sobre o Quilombo dos Palmares". UFAL - Universidade Federal de Alagoas 18, nov. 2009. Consultado em 29 de abril de 2018.
  3. ABI resolve investigar caso Dirceu-Veja Jornal GGN Consultado em 30 de abril de 2018.
  4. Série "Brasileiros e Militantes" Fundação Astrojildo Pereira Consultado em 29 de abril de 2018.
  5. Em 2019, o seu livro PCB-PPS e a cultura brasileira: apontamentos, editado pela Fundação Astrojildo Pereira, passou a integrar os Arquivos Marxistas na Internet. Arquivo Marxista na Internet Consultado em 08 de junho de 2020.



Ligações externasEditar

 
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Ivan Alves Filho

«Folha de S. Paulo: "Brasil, 500 Anos em Documentos", de Ivan Alves Filho, reúne textos fundamentais para história brasileira» 

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