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Jerome Rothenberg
Nascimento 11 de dezembro de 1931 (87 anos)
Nova Iorque
Cidadania Estados Unidos
Alma mater Universidade de Michigan
Ocupação poeta, tradutor, professor universitário, escritor
Prêmios Bolsa Guggenheim, Prêmios American Book
Empregador Universidade Estadual de San Diego

Jerome Rothenberg (Nova Iorque, 11 de dezembro de 1931) é um poeta, ensaísta, tradutor, performer e antologista dos Estados Unidos.

Índice

A poética e a atividade culturalEditar

Contemporâneo dos poetas do grupo que ficou conhecido como Escola de Nova Iorque, Rothenberg se manteve, no entanto, independente de todas as poéticas norte-americanas surgidas após a II Guerra Mundial.

Tendo trabalhado em conjunto com Gary Snyder, no final dos anos de 1960 torna-se um dos criadores e principais teóricos do que definiria com o termo “etnopoética”, uma poética que propõe pensarmos a poesia fora do espaço literário ocidentalizado, operando "trocas simbólicas entre os universos, acendendo suas urgências e universalidades", proporcionando "uma miscigenação" entre culturas [1].

Considerando o viés primitivista de suas idéias, a respeito da relação entre a poesia moderna e a etnopoesia o poeta afirma que “é impossível apresentar o trabalho de um modernismo radical ou inovador sem mapear ao mesmo tempo alguns traços dos velhos mundos, trazidos novamente ao presente e vistos assim como se da primeira vez, para ajudar a nos mostrar onde estamos”.

Em 1968 edita a antologia Technicians of the Sacred e, em conjunto com o poeta David Antin, passa a editar a revista some/thing, que publicou vários poetas que retomavam as estratégias das primeiras vanguardas [2].

No iníco dos anos de 1970, passa a editar publicações como a revista "Alcheringa", esta com Dennis Tedlok, na qual passa a publicar a literatura oral, canções, lendas folclóricas, mitos, etc, de povos considerados primitivos, promovendo a sua tradução, e trazendo um "sumário de intenções" da etnopoética em seu primeiro número. A partir deste trabalho, pretenderam os fundadores da revista, entre outros objetivos, trazer uma informação atualizada, aproximando-se das "propostas de todas as vanguardas", expandindo, através do conhecimento da poesia tribal/oral o conhecimento "do que um poema pode ser", alterando o alcance da sua definição. Também declaram como sua intenção "combater o genocídio cultural em todas as suas manifestações", promovendo um confronto com a massificação cultural e o extermínio de culturas consideradas menores e ultrapassadas [3].

Obras selecionadasEditar

PoesiaEditar

  • White Sun Black Sun (1960)
  • Poland/1931 (1974)
  • That DADA Strain (1983)
  • New Selected Poems 1970-1985 (1986)
  • Poems for the Game of Silence 1960-1970 (2000)

EnsaiosEditar

  • Pre-Faces & Other Writings (1981)
  • Poetics & Polemics (1980-2005)

Antologias organizadasEditar

  • Technicians of the Sacred (1968)
  • Reading of American Poetry from Pre-Columbian Times to the Present (1973)

Referências

  1. Corona, Ricardo. Entrevista a revista Muito, Jornal da Tarde. Salvador. 7 de agosto, 2010.
  2. Domeneck, Ricardo. Jerome Rothenberg. Revista Modo de Usar & Co. 17 de Novembro de 2008.
  3. Snyder, Gary. The Old Ways -The Politics of Ethnopoetics, 1977. Tradução ao português “Velhos tempos - A política da Etnopoética” por Ciro Barroso. Editora L&PM. Porto Alegre. 1984.

Ligações externasEditar