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João Dantas Rothéa

Capitão-mor João Dantas Rothéa
Casa Dantas
Nome completo
João Dantas Rothéa
Nascimento 04 de fevereiro de 1725
  Antas, Viana do Castelo, Portugal
Morte circa 1795
  São João do Rio do Peixe?
Enterro Sousa?
Religião Catolicismo

João Dantas Rothéa ou João Dantas Rothea (Antas, Distrito de Viana do Castelo, Portugal, 04 de fevereiro de 1725 - São João do Rio do Peixe, Paraíba, Brasil, circa 1795) [1] foi um capitão-mor e coronel português. Casou-se com Teresa de Jesus Maria, tendo de 5 filhos com a mesma: João Dantas Rothéa Filho, José Dantas Rothéa Filho, Tereza de Jesus Dantas, Ana de Jesus da Paz e Antônio Dantas Rothéa. Fundou o que hoje é o município de São João do Rio do Peixe na Paraíba, junto com seu irmão: Domingos João Dantas Rothéa.

OrigensEditar

Nasceu em Antas, no Distrito de Viana do Castelo em Portugal, era filho dos portugueses Manuel Gonçalves da Rua e de Maria Gonçalves, que muito provavelmente eles também seriam de Antas. Possuía 3 irmãos e 4 irmãs: Domingos João Dantas Rothéa (também conhecido como Domingos Gonçalves Dantas, há contradições de fontes em relação ao nome), Antônio Gonçalves Dantas, o Capitão Manoel Gonçalves Dantas, Francisca Luyza Gonçalves, Brígida Gonçalves Dantas e Maria Josefa Gonçalves. O seu sobrenome: Dantas vem da contração da partícula de ligação "de" com o sobrenome Antas. É um apelido de origem toponímica ligados aos antigos povos druidas celtas.

Chegada à Paraíba e Fundação da cidadeEditar

O ano da sua chegada (e também de seus familiares que vieram consigo) remonta ao ano de 1765, o mesmo ano em que o povoado que hoje seria o município de São João foi criado.

Á margem esquerda do Rio do Peixe fundou a "Fazenda São João", construindo sua primeira casa-grande, currais de gado, senzala e roçado de plantações, sendo eles os primeiros fundamentos que deu origem a cidade.

Em torno da casa grande foram surgindo outras novas habitações e em vista disso João Dantas Rothéa doou um terreno ao seu cunhado, o Padre Ignácio João da Cunha, que ergueu uma Capela consagrada à invocação de Nossa Senhora do Rosário. Devido à grande religiosidade, cultura herdada pelos colonizadores, várias famílias se estabeleceram na região e num ritmo lento novas moradias foram surgindo em torno do templo. Em virtude da aspiração de emancipação eclesiástica, surgiu, nesse momento, a necessidade de uma capela de maior porte. Com isso, o Padre José Gonçalves Dantas, filho de Domingos Rothéa, doou um terreno para a construção de uma Igreja em patrimônio à Nossa Senhora do Rosário, sendo esta obra iniciada no ano de 1855 e concluída em 1863.[2]

A edificação da Igreja impulsionou o desenvolvimento do povoado e sua transformação em Distrito e depois em Vila, ficando esta independente do município de Sousa. A elevação do Distrito “São João” a categoria de Vila deu-se quase duas décadas depois da construção da Igreja, pois era necessário, para tanto, a divisão da Sesmaria e a criação de um foro civil. Isto posto, no ano de 1881 o referido povoado conquistou sua emancipação através da Lei 727 datada de 08 de outubro desse ano. [2]

Morte, legado e descendentesEditar

A sua morte é desconhecida. Não sabe-se quando e o porquê de seu falecimento (apenas o local que provavelmente seria São João do Rio do Peixe), mas sabe-se que seu legado para a cidade interiorana de São João do Rio do Peixe é gigantesco. Já que além de ser o fundador, é também o grande pai e antecessor de maioria dos são-joanenses, sendo o ancestral mais antigo da cidade com o sobrenome Dantas, deixando uma enorme importância para os membros de sua família até o início do século XX. Além do principal hospital da cidade levar seu nome, em sua homenagem. Seus descendentes também foram figuras ilustres para a história da cidade e de seus habitantes. Entre eles, podemos citar:

  • Domingos João Dantas Rothéa (?-1853) (irmão), co-fundador da cidade;
  • José Gonçalves Dantas (ca. 1802-?) (sobrinho), padre e fundador da Igreja Nossa Senhora do Rosário, igreja-matriz de São João;
  • João Gonçalves Dantas (ca. 1806-1884) (sobrinho), fundador do Sítio Engenho Novo pertencente ao município de São João e de seu respectivo casarão;[3]

Referências bibliográficasEditar

  • ESTRELA DE ALBUQUERQUE DE ABREU, Wlisses "São João na Colônia e no Império: fazenda, povoado e vila (1691-1889)”,

Referências