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João Ribas
Informação geral
Nascimento 6 de maio de 1965
Local de nascimento Lisboa Portugal Portugal
Morte 23 de março de 2014 (48 anos)
Local de morte Lisboa Portugal Portugal
Nacionalidade portuguesa
Gênero(s) Punk Rock
Instrumento(s) voz / guitarra
Afiliação(ões) Tara Perdida; Censurados; Ku de Judas; Osso Ruído; Kamones
Autógrafo Ribas TP.png

João Ribas (Lisboa, 6 de maio de 196523 de março de 2014) foi um músico, cantor, compositor, letrista, e instrumentista português que se distinguiu no punk rock português. Foi membro fundador das bandas Ku de Judas, Censurados e Tara Perdida.[1][2][3][4][5]

A vida de João Ribas confunde-se com a própria história do punk em Portugal, estando presente em 3 das 4 vagas do estilo até hoje. Pertenceu à segunda geração de bandas punk portuguesas com os Ku de Judas, ao lado dos Mata-Ratos, Crise Total e Grito Final. Nos Censurados e N.A.M., e ao lado dos Peste & Sida e Lulu Blind, fez parte da terceira geração.Com os Tara Perdida, foi parte integral da quarta geração, juntamente com os K2O3, Fonzie, Easyway, Gazua, PunkSinatra e Dalai Lume. Participou em vários projectos paralelos como por exemplo os Kamones e mais recentemente os Osso Ruído.

Inesperadamente, no dia 3 de Março de 2014, João Ribas foi internado no Hospital de Santa Maria, onde viria a falecer 20 dias depois, devido a uma infecção pulmonar.[6][7].

CarreiraEditar

Ku de JudasEditar

Inspirados pelo primeiro disco dos Xutos & Pontapés (78/82), Fernando Serpa, João Pedro Almendra e Bago d’Uva decidem formar uma banda que só ficaria completa com a chegada de João Ribas na guitarra.

Devido ao facto de o Bago d’Uva ter de ir a casa de uma tia em Marteleira, os outros questionaram-se onde seria a referida casa, ao que alguém respondeu: “Fica no ku de judas”. E assim ficou decidido o nome da banda.

Uma vez que eram todos naturais de Alvalade, começaram por tocar na Escola Secundária Padre António Vieira, por ser a que os membros da banda frequentavam. Mais tarde, mudar-se-iam para a sala de ensaios de Lisboa, a Senófila.

Em 1986, após a saída de João Pedro Almendra para os Peste & Sida, João Ribas assume as vozes do grupo.

CensuradosEditar

Regressado de uma viagem à Alemanha, no verão de 1988, e depois de alguma instabilidade nos Ku de Judas, João Ribas decide formar um novo projecto com João Pedro Almendra, que entretanto tinha saído dos Peste & Sida.

João Pedro Almendra abandona o projecto e João Ribas chega até Samuel Palitos, juntando-se a eles mais tarde Fred Valsassina e Orlando Cohen.

Nascem assim os Censurados, na era do Cavaquismo, com letras simples, directas e em português.

A 2 de Setembro de 1989 os Censurados dão o primeiro concerto, e a partir daí rapidamente surgem fãs por todo lado onde toquem.

O primeiro registo surge em 1990 na colectânea Feedback 001, em vinil, com os temas Srs. Políticos e Não Vales Nada e Está a Andar de Mota.

Mais tarde nesse ano sai o primeiro álbum, Censurados, e rapidamente se torna objecto de culto, sendo inclusive aclamado pela mais importante fanzine americana de Punk/HC, Maximum Rock n’ Roll.

Em 1991 lançam o segundo álbum, Confusão, e passam os dois anos seguintes na estrada.

Em 1993 editam o terceiro e último álbum, Sopa, e terminam oficialmente a 26 de Outubro, depois de gravar uma versão do tema O Que Faz Falta de Zeca Afonso para a compilação Filhos da Madrugada, editada em 1994.

Os Censurados haviam de regressar em 1999, exclusivamente para a comemoração do 20º aniversário dos Xutos & Pontapés, gravando o tema Enquanto a Noite Cai para a colectânea XX Anos XX Bandas. Em Maio deram um concerto na Queima da Fitas de Coimbra, de onde havia de sair a última edição da banda, Censurados ao Vivo. Os Censurados apareceram pela última vez a 7 de Agosto de 1999 no Festival Sudoeste, para uns breves 15 minutos de concerto, para gáudio de todos os fãs presentes.

Tara PerdidaEditar

Depois do fim dos Censurados, João Ribas e Cró juntam-se a Ruka e Orélio e formam os Tara Perdida.

Começam a ensaiar a 10 de Junho de 1995, conseguindo dar o primeiro concerto a 17 de Novembro desse ano no Grupo Dramático Ramiro José.

Em Fevereiro de 1996 assinam pela editora independente Música Alternativa, e começam a gravar em Abril. Enquanto dão os últimos retoques no disco, aproveitam o verão para alguns concertos, com destaque para os concertos no palco Blitz do Festival Vilar de Mouros e a 3 de Agosto no Festival Super Rock, em Faro onde abriram para Ratos de Porão e The Exploited. Em Novembro, sai o álbum Tara Perdida donde saíram temas como Feia, Até m'embebedar e Batata-Frita.

Em 1997 a banda sai em digressão, tendo mesmo tido a oportunidade de abrir para bandas tão emblemáticas da cena punk, como os NOFX e Soziedad Alkoholika, novamente em Faro, no Festival Super Rock 97 a 15 de Julho.

No verão desse ano, a banda começa a trabalhar no seu segundo álbum, tendo este sido gravado entre Maio e Junho de 1998, interrompido no entanto para dois concertos nos coliseus do Porto e Lisboa, a 29 e 30 de Abril, onde abriram para os Offspring. O segundo álbum, Só Não Vê Quem Não Quer, é lançado em Outubro de 98, e partem novamente para a estrada durante quase um ano, destacando-se a única ida ao estrangeiro, com uma actuação no festival CRock Note, em França.

Com muitos concertos e entradas e saídas na banda pelo meio, em Fevereiro e Março de 2002 gravam o novo álbum, É Assim…, que sai em Junho.

Em 2003 e 2004, tocam exaustivamente pelo país fora e voltam novamente ao estúdio em Janeiro de 2005 para a gravação do 4º álbum. Lambe-Botas é lançado em Abril em três concertos explosivos, primeiro no Porto, depois em Lisboa e finalmente em Faro.

A 7 de Dezembro de 2006 é gravado um DVD ao vivo na Incrível Almadense com lotação esgotada, que seria incluído na edição limitada do próximo álbum, Nada a Esconder, editado em 2008.

Em 2009 realizam concertos em nome próprio numa das salas mais consagradas do país como o Coliseu dos Recreios em Lisboa e o Cinema Batalha no Porto.

Cinco anos depois, a 29 de Abril de 2013, os Tara Perdida lançam Dono do Mundo, o sexto disco de originais, mostra a maturidade da banda e abre caminho aos 20 anos de carreira da banda.

Referências

  1. «No punk não há ícones, mas se houvesse João Ribas seria o maior - DN». www.dn.pt. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  2. Portugal, Rádio e Televisão de. «Documentário recorda valor dos Censurados no punk nacional». Documentário recorda valor dos Censurados no punk nacional. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  3. «BLITZ – Morreu João Ribas (Tara Perdida, Censurados)». Jornal blitz. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  4. «Punk 1977 - 2017 | Censurados - Não vales nada». Antena 3. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  5. Horta, Bruno. «De um quarto em Alvalade para a história do punk: quem foi João Ribas». Observador. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  6. Inês Nadais (23 de Março de 2014). «Morreu João Ribas, o grande herói do punk português». Consultado em 25 de Março de 2014 
  7. Susana Salvador (23 de Março de 2014). «Morreu João Ribas, vocalista dos Tara Perdida». Diário de Notícias / Arte. Consultado em 25 de Março de 2014 [ligação inativa]
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