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José Maria da Silva Torres, O.S.B.
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo de Goa

Título

Primaz do Oriente
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal 1843 ?
Nomeado arcebispo 19 de junho de 1843
Brasão arquiepiscopal
PrimateNonCardinal PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Flag of Portugal (1750).svg Vitória
14 de outubro de 1800
Morte Flag of Portugal (1830).svg Lisboa,
8 de novembro de 1854 (54 anos)
dados em catholic-hierarchy.org
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Frei José Maria da Silva Torres O.S.B. (Vitória, 14 de outubro de 1800 - Lisboa, 8 de novembro de 1854[1]) foi um prelado português, arcebispo de Goa e arcebispo-coadjutor de Braga. Foi um defensor do Padroado Português no Oriente, na Índia, tendo se indisposto com os Papas Gregório XVI e Pio IX[1].

Foi ordenado em 28 de fevereiro de 1823, no Porto. Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra em 1831[1]. Por carta-régia de 25 de outubro de 1834, referendada por Francisco de São Luís Saraiva, tornou-se professor de Filosofia Racional do Colégio das Artes[1]. Por portaria de 19 de dezembro de 1840, a Rainha Maria II premiou-o com o Hábito de Cristo[1].

Como as relações entre Portugal e a Santa Sé estavam restabelecidas naquele momento, foi apresentado e nomeado arcebispo de Goa em 1843, sendo sua nomeação confirmada pelo Papa Gregório XVI em 19 de junho[1]. Como as sufragâneas da Arquidiocese estavam em mãos de vigários apostólicos da Propaganda Fide, expediu vários atos conclamando aos bispos que se mantivessem fiéis na defesa do Padroado[1] e contrários aos vigários, tido como "usurpadores" e "invasores"[1]. Durante sua prelazia, ordenou 317 sacerdotes, segundo os registros oficiais, sendo que alguns deles não tiveram as instruções exigidas pelos cânones[1]. Pela Bula Romani Pontificis, de 22 de dezembro de 1948, o Papa Pio IX, talvez insuflado pelas possíveis difamações que lhe chegaram, transferiu-o para Portugal, com o título de arcebispo-titular de Palmira. Deixou Goa Velha em 1849[1], fixando residência em Lisboa. Em consistório realizado em 1851, foi nomeado arcebispo-coadjutor de Braga[1], entretanto, não chegou a fixar residência naquela arquidiocese. Dessa forma, a distensão entre Portugal e Santa Sé estava novamente desfeita[1].

Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada em 26 de março de 1851, nomeado par do reino em 2 de abril e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa em 26 de novembro[1]. Faleceu na casa de Lisboa em 8 de novembro de 1854, estando hoje sepultado em Caminha[1].

Ligações externasEditar

Referências