Killing Joke

Banda inglesa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre uma banda. Para história em quadrinhos, veja Batman: The Killing Joke.

Killing Joke é uma banda britânica de rock, formada em Londres em 1978 por Jaz Coleman (voz e teclados), "Geordie" Kevin Walker (guitarra), Martin Glover "Youth" (baixo) e "Big" Paul Ferguson (bateria). Seu primeiro álbum, Killing Joke, foi lançado em 1980. Após o lançamento de Revelations em 1982, o baixista Youth foi substituído por Paul Raven. A banda alcançou o sucesso mainstream em 1985 com o álbum Night Time e os singles "Eighties" e "Love Like Blood".

Killing Joke
Killing Joke em Londres, 2005
Informação geral
Origem Londres, Inglaterra
País Reino Unido
Gênero(s)
Período em atividade 1978 - 1996
2002 - atualmente
Gravadora(s) Spinefarm Records
Candlelight Records
Cooking Vinyl
Zuma Recordings
Butterfly Recordings
Invisible Records
E.G. Records
Malicious Damage
Virgin Records
Integrantes Jaz Coleman
Kevin "Geordie" Walker
Martin "Youth" Glover
Paul Ferguson
Reza Udhin
Ex-integrantes Paul Raven
Ben Calvert
Geoffrey Dugmore
Nick Holywell-Walker
Martin Atkins
Dave Kovacevic
Ted Parsons
Dave 'Taif' Ball
Troy Gregory
Página oficial Site Oficial

O estilo musical da banda emergiu da cena pós-punk inglesa, mas se destacou por sua abordagem mais pesada, e foi citado como uma influência chave no rock industrial.[2] Seu estilo evoluiu ao longo dos anos, às vezes incorporando elementos de rock gótico,[3] new wave e rock industrial, muitas vezes revelando a guitarra proeminente de Walker e os "vocais fortemente estridentes" de Coleman.[2] Killing Joke influenciou muitas bandas e artistas posteriores, como Metallica, Nirvana, Nine Inch Nails e Soundgarden. Embora Coleman e Walker tenham sido os únicos membros constantes da banda, a formação atual apresenta todos os quatro membros originais.

HistóriaEditar

Anos 1980Editar

A carreira da banda começa com o lançamento do EP Almost Red, em 1979. Este trabalho chama a atenção de John Peel, da BBC, que os convida para uma das suas John Peel Session's. Aínda no mesmo ano assinam um contrato com a Island Records, e criam a sua própria etiqueta Malicious Damage.

Em 1980 trocam de editora, e juntam-se à EG, onde lançam o seu primeiro álbum de originais, Killing Joke. No seguimento deste álbum, o grupo efectua vários concertos pela Inglaterra. Devido à sua performance em palco, os seus espetáculos são considerados agressivos, dado incluírem imagens repulsivas e controversas; exemplo disso é um cartaz com um abade alemão, Albanus Schachleiter, abençoando um grupo de nazis. Apesar da controvérsia, a banda tem sucesso, com o seu som pesado, mas dançável.[4]

Com o lançamento do seu terceiro álbum, Revelations em 1982, Jaz Coleman aprofunda, cada vez mais, a sua ligação ao ocultismo, e deixa a banda. Com ele sai também Geordie e Youth, e viajam para a Islândia. Alguns meses depois, Youth regressa a Inglaterra e, juntamente com Ferguson, formam a banda Brilliant. Pouco tempo, depois, Ferguson sai deste projecto e viaja para a Islândia com o novo baixista dos Killing Joke, Paul Raven.

Com esta nova formação, a banda regressa ao seu país para lançarem Fire Dances, em 1983. O álbum revela uma postura mais branda do grupo.

Até ao fim da década de 1980, a banda lança mais quatro álbuns. Apesar do êxito de um deles, Night Time de 1985, (cujo tema forte, "Love like Blood", atinge posições de relevo nas tabelas de vendas de vários países), a banda não volta a atingir a força e o sucesso, dos tempos anteriores.

Anos 1990Editar

No início dos anos 1990, com um novo baterista, Martin Atkins, os Killing Joke editam novo álbum, Extremities, Dirt & Various Repressed Emotions, e regressam ao som pesado dos seus primeiros trabalhos. A banda separa-se, e só em 1994 surgem, desta vez como trio: Coleman, Geordie, e Youth.

Em 1996, lançam o álbum Democracy, que seria o seu último trabalho até 2003. Neste período Coleman e Youth produzem vários álbuns de rock, acompanhados por orquestra, tendo por base os trabalhos dos Led Zeppelin e dos Doors. Coleman torna-se compositor-residente das orquestras da Nova Zelândia e República Checa, obtendo sucesso neste último país. Participa no filme Rok ďábla (Year of the Devil) de Petr Zelenka, um cineasta checo. Mais tarde, este seria o realizador do video Hosannas from the Basements of Hell.

2000-presenteEditar

Em 2003 lançam novo álbum, Killing Joke. Com um som mais pesado, é considerado um dos seus melhores álbuns. As letras reflectem a Guerra do Iraque e o poder governamental. Neste álbum também participa Dave Grohl, dos Nirvana e Foo Fighters.

Em 2005, os Killing Joke completaram 25 anos de carreira, e efectuaram dois concertos consecutivos no Shepherds Bush Empire, de Londres. Destes concertos sai o DVD, e CD, XXV Gathering: The Band That Preys Together Stays Together. Neste mesmo ano, fazem a primeira parte dos concertos dos Mötley Crüe, no Reino Unido.

Hosannas from the Basements of Hell, de 2006, marca o regresso aos temas originais. É um álbum de músicas mais simples, bem recebido pela crítica.[5]

Em outubro de 2006, Jaz Coleman é escolhido para compositor-residente da União Europeia.

DiscografiaEditar

Referências

  1. UOL (4 de outubro de 2018). «Killing Joke e sua poesia do apocalipse passaram por São Paulo». Consultado em 3 de maio de 2020 
  2. a b { {cite web | url = http: //trouserpress.com/entry.php? a = kill_joke | title = Killing Joke | access-date = 26 de julho de 2008 | work = TrouserPress.com}}
  3. Reynolds, Simon (2005). «Capítulo 22: 'Coisas Sombrias: Gótico e o Retorno do Rock'». Rip It Up and Start Again: Postpunk 1978–1984. [S.l.]: Faber e Faber. ISBN 0-571-21569-6. O A quarta pedra angular do som e da sensibilidade gótica foram Killing Joke. [...] O apelo gótico ao irracional às vezes pode se perder em um território prejudicial. Killing Joke exemplificou isso 
    Lewis, Luke. "Release The Bats - It's The 20 Greatest Goth Tracks " Arquivado 2012-10-19 no Wayback Machine «11. Killing Joke & nbsp; - Love Like Blood Alinhar amor e sexo com sangue é um tropo gótico padrão, mas as letras de Jaz Coleman sempre são mais profundas do que os clichês usuais de 'romance condenado'. Neste single de 1985, uma das poucas vezes que KJ incomodou 'Top of the Pops', ele usa imagens marciais para criar uma sensação de luta apocalíptica.
    Momento mais gótico: "Força e beleza destinadas à decadência". »
    Murray, Robin. "Killing Joke 2010 Uk Shows". Clash . 2010. Página visitada em 2 de novembro de 2018. «Uma das primeiras bandas a ser rotulada de 'gótica' Killing Joke ajudou a inspirar um movimento que já viajou por todo o mundo. »
  4. All Music. «Killing Joke - Biography by Stephen Thomas Erlewine». Consultado em 3 de maio de 2020 
  5. Pop Matters (21 de maio de 2006). «Killing Joke: Hosannas From the Basements of Hell». Consultado em 3 de maio de 2020 

Ligações externasEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Killing Joke