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Lúcio Mânlio Torquato

Lúcio Mânlio Torquato
Cônsul da República Romana
Consulado 65 a.C.

Lúcio Mânlio Torquato (em latim: Lucius Manlius Torquatus) foi um político da gente Mânlia da República Romana eleito cônsul em 65 a.C. com Lúcio Aurélio Cota. Os dois foram eleitos depois da condenação de Públio Cornélio Sula e Públio Autrônio Peto.

CarreiraEditar

Torquato foi proquestor na Ásia sob o comando de Lúcio Cornélio Sula, em 84 a.C., para quem cunhou moedas em ouro e prata[1]. Retornou a Roma juntamente com Sula e lutou na Batalha da Porta Colina[2]. Foi eleito pretor antes de 68 a.C. e provavelmente atuou como legado de Pompeu antes dele assumir o posto de procônsul da Ásia em 67 a.C.[3].

No ano seguinte, Torquato apresentou-se como candidato ao consulado, mas foi derrotado por Públio Cornélio Sula e Públio Autrônio Peto. Porém, ele e Lúcio Aurélio Cota acusaram os cônsules eleitos para o ano seguinte de suborno e, sob os termos da nova Lex Acilia Calpurnia, eles foram destituídos e os dois assumiram em seus lugares[4][5][6]. Este evento levou à chamada Primeira Conspiração de Catilina, na qual, supostamente, Catilina, juntamente com Cneu Calpúrnio Pisão, Autrônio e, provavelmente, Públio Cornélio Sula também, conspiraram para assassinar os novos cônsules em 1 de janeiro de 65 a.C., data na qual assumiriam seus mandatos. Autrônio e Sula assumiriam então seus cargos como cônsules e Pisão receberia as províncias da Hispânia[7]. O complô fracassou quando Senado suspeitou e designou guarda-costas para proteger os cônsules eleitos[8][9][10]. Porém, durante o julgamento de Catilina por corrupção durante seu mandato como governador da África, em 65 a.C., Torquato, que era o cônsul naquele ano juntamente com Lúcio Aurélio Cota, o apoiou, mas a investigação iniciada por ele sobre a conspiração terminou de forma incconclusiva[11].

Em 64 a.C., Torquato recebeu a Macedônia para governar[12] e, durante seu mandato, recebeu o título de imperator do Senado por sugestão de Cícero, que relatou suas conquistas[13]. No outono de 63 a.C., já estava de volta a Roma e participou ativamente na supressão da Segunda Conspiração de Catilina no final do ano; depois que Cícero foi banido, em 58 a.C., lutou para trazê-lo de volta[14].

FamíliaEditar

Torquato casou-se com uma mulher de Ásculo[15], que deu-lhe um filho, Lúcio Mânlio Torquato, que morreu durante a guerra civil.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Broughton, pg. 60
  2. Broughton, pg. 69
  3. Broughton, pgs. 145 & 148
  4. Holmes, pg. 234; Anthon & Smith, pg. 903; Broughton, pg. 156
  5. Cícero, De Finibus Bonorum et Malorum II 19; Em defesa de Sula, 17, 18.
  6. Dião Cássio, História Romana, XXXVI.43.3
  7. Broughton, pg. 156; Holmes, pg. 234
  8. Holmes, pg. 234
  9. Dião Cássio, História Romana XXXVI 27, 44, 3.
  10. Salústio, Conspiração de Catilina 18, 5.
  11. Holmes, pg. 236; Patrick McGushin, Bellum Catilinae: a commentary, Volumes 45-47, 1977, pg. 129
  12. Broughton, pg. 163; Anthon & Smith, pg. 903
  13. Broughton, pg. 168
  14. Anthon & Smith, pg. 903
  15. Syme, pg. 357

BibliografiaEditar

  • Broughton, T. Robert S. (1952). The Magistrates of the Roman Republic. Volume II, 99 B.C. - 31 B.C. (em inglês). Nova Iorque: The American Philological Association. 578 páginas 
  • Holmes, T. Rice, The Roman Republic and the Founder of the Empire, Vol. I (1923)
  • Syme, Ronald, The Roman Revolution, Clarendon Press, Oxford, 1939.
  • Anthon, Charles & Smith, William, A New Classical Dictionary of Greek and Roman Biography, Mythology and Geography (1860).
  • Este artigo contém texto do artigo "Lucius Manlius Torquatus" do Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology (em domínio público), de William Smith (1870).