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Linhas de Mees ou linhas de Aldrich-Mees, também chamadas de leuconíquia estriada, são linhas brancas de descoloração nas unhas dos dedos das mãos e dos pés.

Aparência
Linhas de Mees

Normalmente são faixas brancas transversais, cruzando a largura da unha. Conforme a unha cresce, movem-se para a extremidade até desaparecerem quando as unhas são cortadas.

Causas

As linhas de Mees aparecem depois um episódio de envenenamento por arsênico,[1] tálio ou outros metais pesados. Ocorrem também se o indivíduo tem de insuficiência renal.[2] São ainda observadas em pacientes que estão sendo submetidos a tratamento por quimioterapia.[3]

História

Embora o fenômeno tenha o nome do médico holandês R.A. Mees, que descreveu a patologia em 1919,[4] existem descrições anteriores da mesma anormalidade, feitas pelo inglês E.S. Reynolds em 1901[5] e pelo norte-americano C.J. Aldrich em 1904.[6]

Referências

  1. A.H. Hall (2002). «=Chronic arsenic poisoning». Toxicological Letter (em inglês). 128: 69–72. PMID 11869818. doi:10.1016/S0378-4274(01)00534-3 
  2. Udayakumar P, Balasubramanian S, Ramalingam KS, Lakshmi C, Srinivas CR, Mathew AC (2006). «Cutaneous manifestations in patients with chronic renal failure on hemodialysis». Indian Journal of Dermatology, Venereology and Leprology (em inglês). 72: 119–25. PMID 16707817. doi:10.4103/0378-6323.25636 
  3. Huang T.; C.Chao, T (14 de dezembro de 2009). «Mees lines and Beau lines after chemotherapy». Canadian Medical Association Journal (em inglês). 182: E149–E149. PMC 2826482 . PMID 20008502. doi:10.1503/cmaj.090501 
  4. Mees RA (1919). «Een verschijnsel bij polyneuritis arsenicosa». Ned Tijdschr Geneeskd (em alemão). 1: 391–396 
  5. Reynolds ES (1901). «An Account of the Epidemic Outbreak of Arsenical Poisoning occurring in Beer Drinkers in the North of England and the Midland Counties in 1900». Lancet (em inglês). 1: 166–70. doi:10.1016/S0140-6736(01)81229-0 
  6. Aldrich CJ (1904). «Leuconychia striata arsenicalis transversus, with report of three cases». Am J Med Sci (em inglês). 127: 702–709. doi:10.1097/00000441-190412740-00014 
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