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Luís Filipe de Saldanha da Gama

Militar da armada imperal do Brasil
Saldanha da Gama
Nome completo Luís Filipe de Saldanha da Gama
Nascimento 7 de abril de 1846
Campos dos Goitacazes
Morte 24 de junho de 1895
Campo Osório
Nacionalidade brasileiro

Luís Filipe de Saldanha da Gama ou Almirante Saldanha da Gama, como era mais conhecido (Campos dos Goitacazes, 7 de abril de 1846 — Campo Osório, RS, 24 de junho de 1895) foi um militar brasileiro da arma da Marinha.

Homenagem póstuma ao almirante Luiz Felippe Saldanha da Gama, publicada na Revista Don Quixote, nº 23, 1894 (Angelo Agostini).

Bacharel em Letras, fez o curso da Academia da Marinha onde ingressou aos dezessete anos, sempre galgando postos até alcançar o de Almirante. Representou o Brasil na exposição de Viena (1873), na de Filadélfia (1876) e na de Buenos Aires (1882).

Recebeu as condecorações da Campanha Oriental, da Guerra do Paraguai, da Rendição de Uruguaiana e a do Mérito Militar. Liderou a Segunda Revolta da Armada (1893). Ao estourar a revolta era o Diretor da Escola Naval e não quis se envolver no conflito, preferindo manter a neutralidade, pois não admitia a intromissão de militares da ativa na política partidária.[1]

Vencido pelas tropas de Hipólito Ribeiro em 1º de junho de 1895, foi morto em combate.[2] Morto às mãos de Salvador Sena Tambeiro, um oriental comandado pelo caudilho João Francisco. Segundo testemunhas, as últimas palavras do almirante foram “Respeite-me! Sou o Almirante Saldanha!” e a resposta do Major foi: “Esses são os que eu gosto!”. [1]Atacou-lhe com um pontaço de lança, degolou-lhe depois e também mutilou-o, arrancando-se-lhe orelhas e dentes. [1]Antes de morrer, Saldanha ainda teria dito: “Basta, miserável”.[1] Seu corpo só seria encontrado dias depois e sepultado no cemitério de Riveira.

Contra-Almirante Saldanha da Gama.

No ano de 1908 seus restos mortais, juntamente com os do Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, foram trasladados para o Brasil e atualmente encontram-se depositados em um mausoléu no Cemitério de São João Batista.

Em "Minha Formação" (1900), afirma sobre ele Joaquim Nabuco:

AscendênciaEditar

O Almirante Saldanha da Gama era neto do sexto conde da Ponte e trineto de João de Saldanha da Gama, 41º vice-rei da Índia.

Referências

Ligações externasEditar