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Lucía Pinochet no funeral de seu pai; em 2006.

Inés Lucía Pinochet Hiriart, mais conhecida como Lúcia Pinochet (Santiago, 14 de dezembro de 1943) é uma política chilena. Ela é a primogênita do ex-militar e ex-presidente chileno Augusto Pinochet e desempenhou um papel ativo na ditadura liderada por seu pai. Foi concejala pela comuna de Vitacura durante o período de 2008 a 2012.

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Vida públicaEditar

Durante o regime militar liderado por seu pai, fundou e dirigiu várias instituições: foi fundadora e presidente — entre 1977 e 1982 — da Corporación de Estudios Nacionales; criou a Fundación Nacional de la Cultura, da qual é presidente desde 1982; e fundou o Instituto Profesional de Estudios Superiores "Luis Galdames", que dirigiu entre 1985 e 1992. Entre 1995 e 1998 foi membro do Diretório da Fundación Augusto Pinochet.[1]

Acusada de fraude fiscal, viajou para os Estados Unidos em janeiro de 2006, onde pediu asilo político[2] , mas foi deportada para a Argentina, o último país onde esteve. No funeral de seu pai, no mesmo ano, fez um discurso em nome da família Pinochet-Hiriart, onde justificou o golpe de Estado de 11 de setembro de 1973 afirmando que Augusto Pinochet havia acendido "a chama da liberdade" em seu país após o governo de Salvador Allende.[3]

Em 13 de setembro de 2007, Lucía Pinochet anunciou a sua intenção de lançar sua candidatura independente a deputada pelo distrito 23 (Las Condes, Vitacura, Lo Barnechea) em Santiago. No entanto, foi presa em outubro do mesmo ano pelo caso Riggs, juntamente com sua mãe e quatro irmãos, além de outras dezessete pessoas (incluindo dois generais, um de seus ex-advogados e sua ex-secretária). Eles foram acusados de malversação de fundos, uso de passaportes falsos e de ter transferido ilegalmente US$ 27 milhões (£ 13,2 milhões) para bancos estrangeiros durante o regime de Pinochet.[4][5]

Pinochet foi eleita concejal de Vitacura, distrito do setor nordeste de Santiago, nas eleições municipais de 2008, onde recebeu cerca de 16% dos votos, terminando em segundo lugar.[6] Seu mandato expirou em 6 de dezembro de 2012.

Ligações externasEditar

BibliografiaEditar

  • CONSTABLE, Pamela & VALENZUELA, Arturo. A nation of enemies. Chile under Pinochet. New York: Norton&Company, 1991.
  • FREDRIGO, Fabiana. Ditadura e resistência no Chile: da democracia desejada à transição possível (1973-1989). Franca: Unesp-Franca, 1998.
  • GARRETÓN, Manuel Antonio. Incomplete democracy. Political democratization in Chile and Latin America. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2003.
  • HOUTZAGER, Peter P. & KURTZ, Marcus J. “The Institutional Roots of Popular Mobilization: State Transformation and Rural Politics in Brazil and Chile, 1960-1995”. Comparative Studies in Society and History, vol.42, n.2, 2000, pp.394-424.
  • KURTZ, Markus. “Chile's Neo-Liberal Revolution: Incremental Decisions and Structural Transformation, 1973-89”, Journal of Latin American Studies, vol.31, n.2, 1999, pp. 399-427.
  • LEAR, John & Collins, Joseph. “Working in Chile's Free Market”. Latin American Perspectives, vol.22, n.1, 1995, pp.10-29.

Referências

  1. «Inés Lucía Pinochet Hiriart» (PDF). vitacura.cl. Consultado em 24 de junho de 2017. Arquivado do original (PDF) em 21 de novembro de 2011 
  2. «Lucía Pinochet Hiriart pide asilo político en Estados Unidos». La Tercera. 26 de janeiro de 2006 [ligação inativa]
  3. «La hija de Pinochet reivindicó el golpe de 1973». La Nación. 12 de dezembro de 2006 
  4. «Pinochet family arrested in Chile» (em inglês). BBC. 4 de outubro de 2007 
  5. «Cobertura Especial: Detienen a familia y principales colaboradores de Pinochet». La Tercera. 4 de outubro de 2007. Consultado em 24 de junho de 2017. Arquivado do original em 11 de outubro de 2007 
  6. «Lucía Pinochet fue electa concejal de Vitacura con segunda mayoría». EMOL. 27 de outubro de 2008