Malin 1
Renderização artística de Malin 1, com detalhes adicionais.
Dados observacionais (J2000)
Constelação Coma Berenices
Tipo SB0a
Asc. reta 12h 36m 59.350s
Declinação +14° 19′ 49.32″
Distância 1,19 bilhões de anos-luz (366 Megaparsecs)
Redshift 0.082557±0.000033
Magnit. apar. 15.809±0.009
Características físicas
Magnit. abs. −22.01±0.50
Massa ~1012

Malin 1 é uma galáxia espiral gigante de baixo brilho superficial.[1][2] Está localizada a mais de 1,19 bilhões de anos-luz (366 Mpc),[3] na constelação de Coma Berenices, próxima ao Polo Norte Galáctico. A partir de fevereiro de 2015 é a maior galáxia espiral já descoberta, com um diâmetro aproximado de 650.000 anos-luz de diâmetro,[4][5][6] seis vezes e meio o tamanho da Via Láctea. Foi descoberta pelo astrônomo David Malin em 1986.[2][6][4] É uma espiral barrada tipo SB0a.[7]

Malin 1 é extremamente peculiar, pois seu diâmetro sozinha faz a maior galáxia espiral jamais observada.[8]

Malin 1, mais tarde, provavelmente irá interagir com duas outras galáxias, nomeadas Malin 1B e SDSS J123708.91 + 142253.2. Malin 1B está localizada a 46.000 anos-luz da espiral central (Malin 1), porém SDSS J123708.91 + 142253.2 está localizada dentro do halo enorme e fraco de Malin 1.

Havia a probabilidade de Malin 1 ser 1.000 vezes o tamanho da Via Láctea, a tornando a maior galáxia conhecida.[2] Devido a um estudo mais preciso e detalhado, seu tamanho foi ajustado para um tamanho menor que o esperado, mas ainda excepcionalmente grande.

A galáxia exibe braços espirais gigantes mas fracos, com uma espessura de quase um terço da Via Láctea. Outros detalhes como correntes estelares e regiões de formação podem ser vistos.[9]

Ver tambémEditar

  • IC 1101 - A maior galáxia conhecida.
  • NGC 6872 - A anterior maior galáxia espiral.
  • NGC 262 - Outra grande galáxia.

ReferênciasEditar

  1. «Malin 1». simbad.u-strasbg.fr. Consultado em 30 de março de 2017 
  2. a b c «PGC 42102 - Galaxy - WIKISKY». server1.wikisky.org. Consultado em 30 de março de 2017 
  3. Bothun, G. D. (1 de fevereiro de 1997). «The ghostliest galaxies.». Scientific American. 276: 40–45. ISSN 0036-8733 
  4. a b «Malin 1: A Bizarre Galaxy Gets Slightly Less So by Ken Croswell». kencroswell.com. Consultado em 30 de março de 2017 
  5. Dorminey, Bruce. «Astronomers Still Puzzle Over 'Low Surface Brightness' Galaxies». Forbes 
  6. a b Glenday, Craig (1 de janeiro de 2011). Guinness World Records 2011 (em inglês). [S.l.]: Random House Publishing Group. ISBN 9780440423102 
  7. «Your NED Search Results». ned.ipac.caltech.edu. Consultado em 30 de março de 2017 
  8. Barth, A. J. (1 de março de 2007). «A Normal Stellar Disk in the Galaxy Malin 1». The Astronomical Journal. 133 (3): 1085–1091. ISSN 0004-6256. doi:10.1086/511180 
  9. Galaz, Gaspar; Milovic, Carlos; Suc, Vincent; Busta, Luis; Lizana, Guadalupe; Infante, Leopoldo; Royo, Santiago (17 de dezembro de 2015). «Deep optical images of Malin 1 reveal new features». The Astrophysical Journal. 815 (2): L29. ISSN 2041-8213. doi:10.1088/2041-8205/815/2/L29 
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