Manuel Colmeiro Guimarás

pintor espanhol

Manuel Colmeiro Guimarás (Chapa, Silleda, Galiza, 1901 - Salvaterra de Miño, 1 de outubro de 1999) foi um pintor galego. Sendo muito novo, emigrou a Buenos Aires, Argentina, onde compaginou estudos pictóricos noturnos com o trabalho numa fábrica de sapatos. Durante um ano estudou por conta própria na Academia de Belas Artes, que abandonou para formar um grupo de trabalho com pintores e escultores como Demetrio Urruchúa, Pompeyo Audivert e Plana Casas. Muitas das obras realizadas nesta etapa, de caráter expressionista, destruiu-as antes do seu regresso para Galiza em 1926.

Realizou a sua primeira exposição em 1928 nos salões do Faro de Vigo em Vigo. A Deputação de Pontevedra concedeu uma bolsa que permitiu viajar para Madrid e assistir à Academia de San Fernando, embora semelhe que ele preferia formar-se por conta própria assistindo assiduamente ao Museu do Prado. Este mesmo ano casou com Emilia González Colmeiro.

Em 1932 participou numa exposição sobre novos pintores galegos na Barraca de Garcia Lorca.

Ao estourar a Guerra Civil espanhola exilou-se a Buenos Aires onde residiu até 1948. Durantes estes anos relacionou-se com Luís Seoane, Rafael Dieste e Rafael Alberti entre outros. Em 1949 deslocou-se para Paris, onde morou até 1989 que regressou para a Galiza. É considerado um dos integrantes da Escola Espanhola de Paris.

Na década de 1960 chegou-lhe o reconhecimento massivo com exposições individuais em Londres, Paris e Madrid. A temática da sua obra foca na paisagem e na cultura popular galega. Colmeiro, Seoane, Laxeiro, Arturo Souto e Maside integraram o grupo conhecido como "Os Novos" ou "Os Renovadores". Todos eles são pintores nascidos a princípios do século XX, considerados continuadores da Geração Nós, e caracterizados por uma obra com uma temática pontuada por uma galeguidade peneirada pela estética das vanguardas (expressionismo, cubismo e abstração). Entre todos eles Colmeiro destaca-se pelo seu intimismo e o conceito lírico dos ambientes, sendo considerado o mais tradicional do grupo.

Recebeu vários prêmios ao longo da sua carreira artística: o "Prêmio das Artes" da Junta da Galiza (1987) ou o "Prêmio Celanova, Casa dos Poetas" em 1996.

BibliografiaEditar

  • CAMPOY, A. M.: Diccionario crítico del arte español contemporáneo. Madrid, Ibérico Europea de Edic., 1975.
  • VV. AA.: Un siglo de pintura gallega, 1880/1980. Buenos Aires, Museo Nacional de Bellas Artes, 1984.
  • CASTRO, Xosé Antón (1994). Manuel Colmeiro. Vigo: Editorial Galaxia. [S.l.: s.n.] ISBN 978-84-7154-924-2 
  • CASTRO, Xosé Antón: Colmeiro, Monografia. IX Bienal Nacional de Arte. Pontevedra, 1987.
  • PABLOS, Francisco: Colección Adriano Marques de Magallanes. Vigo, Excmo. Concelho, 1992.
  • PABLOS, Francisco: Plástica galega. Vigo, Caixavigo, 1981.
  • CASTRO, Xosé Antón: Renovación e avangarda en Galicia. (1925-1933) Pontevedra, Deputação Provincial, 1986.
  • COLMEIRO/PICASSO: Caderno da IX Bienal Nacional de Arte. Pontevedra, Deputação Provincial, 1987.
  • MON, Fernando: Pintura contemporánea en Galicia. A Corunha, Caixa Galiza, 1987.
  • BONET CORREA, Antonio: Manuel Colmeiro. Vigo, Edit. Galáxia, 1954.
  • ILARRI GIMENO, Angel: Catálogo do Pazo Museu "Quiñones de León" .Vigo, Concelho, 1978.
  • Dicionário de pintores espanholes contemporâneos. Madrid, Edic. Estiarte, 1972.
  • GAYA NUÑO, J. A.: La pintura española del siglo XX. Madrid, Ibérico Europea de Edic., 1970.
  • CASTRO, Xosé Antón: Manuel Colmeiro. Monografias da Arte Galega, Galaxia 1994, p. 32.
  • PARADA, Carmen, “Lugrís e Colmeiro: da parede ao lenzo” La Voz de Galicia, 5/12/1991; Pablo López “Lugrises das paredes, e a Primavera de Colmeiro” Faro de Vigo, 16/2/1992 com a obra reproduzida com fotografia de Magar; VV.AAA. “M. Colmeiro através da sua obra” catálogo da antológica de 99 reproduzido na p. 127; conversações mantidas com Teressa Órrio desde a sua oficina de Compostela em 1999.

Ligações externasEditar