Marcos Pérez Jiménez

Marcos Pérez Jiménez
Presidente da Venezuela
Período 1952
a 1958
Antecessor Germán Suárez Flamerich
Sucessor Wolfgang Larrazábal
Dados pessoais
Nascimento 25 de abril de 1914
Michelena, Táchira
Morte 20 de setembro de 2001 (87 anos)
Alcobendas, Madrid, Espanha
Primeira-dama Flor María Chalbaud de Pérez
Profissão Militar

Marcos Pérez Jiménez GCBDO (Táchira, 25 de abril de 1914Alcobendas, 20 de setembro de 2001) foi um político e militar venezuelano, presidente da Venezuela de 1952 a 1958.

Em 12 de agosto de 1955 foi agraciado com a Grã-Cruz da Banda das Duas Ordens, tendo sido o último agraciado.[1]

Alcançou a patente de general de divisão do Exército de Venezuela; foi ditador de Venezuela substituindo Germán Suárez Flamerich na «Junta de Governo» de 2 de dezembro de 1952 até 23 de janeiro 1958 quando é deposto por um golpe de Estado levado a cabo por setores descontentes das Forças Armadas de Venezuela devido às massivas manifestações contra as políticas repressivas de seu regime.

Durante seu governo, Venezuela atingiu altos níveis de desenvolvimento econômico,​​​ urbanístico,​​​ industrial​ e social,​​ com o bolívar mantendo a maior valorização - porém, não superior, como erradamente se acredita - perante o dólar dos EUA na história do país.​ Ademais, durante esse período Venezuela recebeu o maior número de imigrantes europeus da história devido às facilidades e benefícios outorgados pelo Estado venezuelano.​ A repressão, geralmente a partidos políticos de esquerda como Ação Democrática ou o Partido Comunista, e que eventualmente atingiu quase todos os setores políticos do país, além de movimentos estudantis, se exacerbou ao longo de seu mandato.​​

Ao deixar o poder, Pérez Jiménez exilia-se na República Dominicana e depois em Miami, Estados Unidos, de onde é extraditado, acolhendo-se então sob a proteção do regime de Francisco Franco para estabelecer residência em Espanha. No exílio consegue ser eleito democraticamente como senador pelo Distrito Federal nas eleições de 1968.​ Trás ser anulada sua eleição para o Congresso pela Corte Suprema, em 1972 busca a presidência para as eleições do ano seguinte, candidatura que foi legalmente rejeitada pelo poder eleitoral venezuelano.

Retirado da vida pública, exceto por diversas entrevistas, falece de causas naturais em sua residência «La Moraleja», em Alcobendas, Espanha, em 20 de setembro de 2001.​

Referências