Mariana Joaquina Pereira Coutinho

Dª. Mariana Joaquina Apolónia da Costa Pereira de Vilhena Coutinho (Arcos de Valdevez, 16 de Agosto de 1748 - Oeiras, 18 de Setembro de 1820) ou simplesmente Mariana de Arriaga, foi uma dama da corte real portuguesa e anfitriã de um salão literário.

Mariana Joaquina Apolónia da Costa Pereira de Vilhena Coutinho
Mariana Joaquina Apolónia da Costa Pereira de Vilhena Coutinho
Nascimento 16 de agosto de 1748
Arcos de Valdevez
Morte 18 de setembro de 1820 (72 anos)
Oeiras
Nacionalidade Portugal Portugal
Progenitores Mãe: Maria Inácia Clara Rosa de Vilhena Pereira Coutinho (Soydos)
Pai: Rodrigo António da Costa Pereira de Gouveia
Cônjuge Miguel de Arriaga Brum da Silveira
Ocupação Dama da corte real portuguesa
Casa do Terreiro. Aqui nasceu Dª. Mariana Joaquina Apolónia da Costa Pereira de Vilhena Coutinho, filha de Rodrigo António da Costa Pereira de Gouvêa e de Dª. Inácia Maria Clara Rosa de Vilhena Coutinho e irmã de Gaspar José da Costa Pereira de Vilhena Coutinho, com geração nos Barões de São Martinho de Dume.

Nascimento e famíliaEditar

Dª. Mariana Joaquina Apolónia da Costa Pereira de Vilhena Coutinho nasceu na Casa do Terreiro na freguesia do Salvador, em Arcos-de-Valdevez, sendo baptizada pelo seu tio, o cónego Afonso Manuel de Abreu Zuniga, no dia 23 de Agosto. Dª. Mariana Joaquina era filha do Marechal de Campo Rodrigo António da Costa Pereira de Gouvêa, fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Morgado da Roda, de S. José e Senhor da Casa do Terreiro, e da sua mulher, Maria Inácia Clara Rosa de Vilhena Pereira Coutinho, dama e confidente da rainha Dª. Maria I e da infanta Dª. Maria Francisca Benedita. Dª. Mariana Joaquina era sobrinha, pelo lado materno, do marquês de Soydos (Grande de Espanha). Era neta dos Morgados da Roda ( Costa Pereira de Gouvêa), de Soydos (Pereira Vilhena Coutinho) e da Penha em Lisboa ( Pachecos de Sousa), sendo tia do visconde de Andaluz e Tia-Avó do Representante do título de Barão de São Martinho de Dume e 11° Senhor do Morgado da Roda, Adriano Maria de Vilhena Coutinho Ferreri de Gusmão.[1]

Musa da CorteEditar

Dª. Mariana Joaquina de Vilhena Coutinho foi dama da casa da rainha Dª. Maria I e da princesa Dª. Maria Francisca Benedita. Sendo afilhada da monarca. Era descrita pelos seus contemporâneos como uma mulher belíssima. Os poetas, que lhe dedicavam estrofes, deram-lhe a alcunha de Armânia (anagrama de Mariana). A marquesa de Alorna logo lhe deu outra alcunha, a de Sereia dos Olhos Verdes, depressa passou a ser assim conhecida por toda a corte.

 
Miguel de Arriaga Brum da Silveira, esposo de Mariana Pereira Coutinho

O príncipe do Brasil, D. José, apaixonou-se perdidamente por esta. Dª. Mariana era uma senhora de hierarquia e tinha sido educada em princípios rígidos de absoluta lealdade para com Família Real, esta paixão criou então um dilema na sua vida. A dama não queria perder a sua dignidade ao entregar-se ao jovem príncipe mas também não queria, nem podia, ser descortês para com este seu futuro monarca. Então decidiu criar uma defesa em relação às tentativas amorosas do príncipe, juntamente com a sua grande amiga – a marquesa de Pombal – e da sua avó – Dª. Apolónia Maria Pacheco de Sousa Pereira Coutinho, velha dama que possuía no Paço, graças à antiguidade dos seus serviços, uma intimidade respeitosa. Para muitos, foi Dª. Mariana que sugeriu o casamento do príncipe herdeiro com a tia deste, a infanta Maria Francisca Benedita, que possuía por Dª. Mariana Joaquina uma afeição especial e tratava-a como confidente. Foi esta dama uma das principais dirigentes do matrimónio real.

CasamentoEditar

Dª. Mariana Joaquina Apolónia casou em 1769 com um açoriano, originário da Ilha do Faial, o Dr. Miguel de Arriaga Brum da Silveira, que fazia parte do Conselho da Rainha D. Maria I e era Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Mariana de ArriagaEditar

Dª. Mariana teve um conhecido salão literário onde acorriam conhecidos literatos e poetas portugueses e estrangeiros. Sendo descrita por todos como uma mulher muito culta. Mariana Joaquina morreu em 1820 no Palácio dos Arriagas, em Oeiras.

Referências

  1. Livro de Oiro da Nobreza, Domingos Araújo Afonso e Ruy Dique Travassos Valdez,Volume Terceiro, Braga 1934, pp. 301-306.