Materialismo cultural

O materialismo cultural na teoria literária e nos estudos culturais tem suas origens na obra de Raymond Williams e está baseado na teoria crítica na tradição da Escola de Frankfurt.

Surgiu como movimento teórico no começo da década de 80 junto com o new historicism, uma abordagem estadunidense da literatura da Idade Moderna.

Williams considerou a cultura como "processo produtivo" e como parte dos meios de produção.

Materialistas culturais analisam os processos pelos quais forças hegemônicas na sociedade se apropriam de de textos canônicos e historicamente importantes, como Camões e Machado de Assis, e utilizam-nos para validar ou inscrever certos valores no imaginário cultural.

Jonathan Dollimore e Alan Sinfield, os autores de Shakespeare Político identificaram quatro características para definir o materialismo cultural como teoria:

ReferênciasEditar

  • Barry, P. 2002. Beginning Theory: an Introduction to Literary and Cultural Theory. Manchester: Manchester University Press.
  • Brannigan, J. 1998. New Historicism and Cultural Materialism. Basingstoke, Hampshire and London: Macmillan.
  • Dollimore, Jonathan and Alan Sinfield. 1985. Political Shakespeare: Essays in Cultural Materialism. 2nd Edition. Manchester: Manchester University Press, 1994.
  • Milner, A and Browitt, J. 2002. Contemporary Cultural Theory. 3rd Edition. London and New York: Routledge.
  • Milner, A. 2002. Re-Imagining Cultural Studies: The Promise of Cultural Materialism. London, Thousand Oaks and New Delhi: Sage.
  • Milligan, Don, Raymond Williams: Hope and Defeat in the Struggle for Socialism, 2007.
  • Price, B. 1982. "Cultural Materialism". American Antiquity 47.4: 639-653.
  • Rivkin, J and Ryan, M. 1998. Literary Theory: an Anthology. Massachusetts: Blackwell Publishers.
  • Ryan, K. 1996. New Historicism and Cultural Materialism: a Reader. New York: St. Martin’s Press.