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Página de título do Midrash Tehillim

No judaísmo, o midrash (em hebraico: מדרש;[1] plural מִדְרָשִׁים midrashim, "história", "investigar" ou "estudo") é o gênero de literatura rabínica que contem as primeiras interpretações e comentários sobre a Torá Escrita e a Torá Oral (lei falada e sermões), bem como a literatura rabínica não-legalística (agadá) e ocasionalmente as leis religiosas judaicas (halakha), que normalmente formam um comentário contínuo sobre passagens específicas da Escritura Hebraica (Tanakh).[2][3]

O Midrash, com inicial maiúscula, refere-se a uma compilação específica destes escritos, primariamente dos primeiros dez séculos EC.[1]

O propósito da midrash era resolver problemas na interpretação de passagens difíceis do texto da Bíblia Hebraica, usando princípios rabínicos de hermenêutica e filologia para alinhá-los com os valores religiosos e éticos dos professores religiosos.

Índice

EtimologiaEditar

Genesius atribui a etimologia de midrash ao qal do verbo hebraico comum darash (דָּרַשׁ) "buscar, estudar, inquirir".[4] A palavra "midrash" ocorre duas vezes na Bíblia Hebraica: 2 Crônicas 13:22 "na história [midrash] do profeta Ido, e 2 Crônicas 24:27 "no livro da história [midrash] dos reis".

A palavra é traduzida na Septuaginta como βίβλος, γραφή, isto é, "livro" ou "escrito", e é provável que se refira a uma contagem de, ou o resultado de inquérito em, eventos do tempo, isto é, o que hoje seria chamado de história. Na literatura judaica do Segundo Templo ela passou a ser usada no sendito de educação e aprendizado de maneira geral. [5]

Midrashim da halacháEditar

Os Midrash halachá são as obras em que as fontes no Tanakh (Bíblia Hebraica) das leis tradicionalmente recebidas são identificadas. Estes Midrashim geralmente são anteriores à Mishná. O Midrash que liga um versículo para um halachá (lei), muitas vezes, funciona como uma prova da autenticidade de uma lei. Uma elucidação correta da Torá traz consigo o apoio da halachá, e muitas vezes a razão para a existência da regra (embora muitas leis rabínicas não tenham fonte bíblica direta). O termo é aplicado também para a derivação de novas leis, seja por meio de uma interpretação correta do significado óbvio das palavras bíblicas em si ou pela aplicação de certas regras de hermenêutica (Interpretação textual).

OrigensEditar

Foi uma forma narrativa outorgada em Israel pelo povo judeu. Esta forma narrativa desenvolveu-se através da tradição oral (ver Talmud) até ter a sua primeira compilação apenas por volta do ano 500 e.c. no livro Midrash Rabbah. Segundo a tradição oral judaica Deus teria revelado a Moisés não somente as leis de seu povo Torá mas também uma série de conhecimentos complementares que deveriam ser passados de pai para filho, o que eles chamavam de Torá Oral. A figura utilizada para esta descrição é que Deus teria escrito a Torá em fogo negro sobre o fogo branco. Enquanto as letras são precisas e escritas no fogo negro, formando a Torá, o "papel" usado para esse escrito, o fogo branco, era a tradição oral. A palavra Midrash vem da junção de duas palavras hebraicas "Mi" que significa "quem" e "Darash" que significa "explicou".

O texto tem caráter pluriautoral e não linear, se assemelhando a uma conversa informal de diversos rabinos.

Referências

  1. a b "midrash". Random House Webster's Unabridged Dictionary.
  2. Midrashim vem do livro de Torah Seguindo a religião dos judeus. Vivendo com a contradição, Haaretz
  3. ENCYCLOPAEDIA JUDAICA, Second Edition, Volume 14, pg 182, Moshe David Herr
  4. Brown–Driver–Briggs: midrash
  5. ENCYCLOPAEDIA JUDAICA, Second Edition, Volume 14, pg 181
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