Miotoxina
Estrutura da crotamina, uma toxina que afeta a função de canais de sódio, do veneno da Crotalus durissus terrificus venom.[1]
Indicadores
Símbolo Miotoxinas
Pfam PF00819
InterPro IPR000881
PROSITE PDOC00435
SCOP 1h5o

Miotoxinas são peptídeos encontrado na peçonha de cobras (como na cascavel),[2][3] e lagartos (como o lagarto-de-contas).[4] A miotoxicidade envolve um mecanismo não enzimático que leva a severa necrose do músculo. Esses peptídeos agem rapidamente, causando paralisia instantânea para prevenir que a presa escape, levando a eventual morte por paralisia do músculo diafragma.

A primeira miotoxina a ser identificada e isolada foi a crotamina, do veneno da Crotalus durissus terrificus, uma cascavel sul-americana, pelo cientista brasileiro José Moura Gonçalves, na década de 1950. Sua ação biológica, estrutura molecular e genes responsáveis por sua síntese foram todos desvendados nas últimas duas décadas.

Referências

  1. Nicastro G, Franzoni L, de Chiara C, Mancin AC, Giglio JR, Spisni A (maio de 2003). «Solution structure of crotamine, a Na+ channel affecting toxin from Crotalus durissus terrificus venom». Eur. J. Biochem. 270 (9): 1969–79. PMID 12709056. doi:10.1046/j.1432-1033.2003.03563.x 
  2. Griffin PR, Aird SD (1990). «A new small myotoxin from the venom of the prairie rattlesnake (Crotalus viridis viridis)». FEBS Lett. 274 (1): 43–47. PMID 2253781. doi:10.1016/0014-5793(90)81325-I 
  3. Samejima Y, Aoki Y, Mebs D (1991). «Amino acid sequence of a myotoxin from venom of the eastern diamondback rattlesnake (Crotalus adamanteus)». Toxicon. 29 (4): 461–468. PMID 1862521. doi:10.1016/0041-0101(91)90020-r 
  4. Whittington, CM; Papenfuss, AT; Bansal, P; Torres, AM; Wong, ES; Deakin, JE; Graves, T; Alsop, A; Schatzkamer, K; Kremitzki, C; Ponting, CP; Temple-Smith, P; Warren, WC; Kuchel, PW; Belov, K (junho de 2008). «Defensins and the convergent evolution of platypus and reptile venom genes.». Genome Research. 18 (6): 986–94. PMC 2413166 . PMID 18463304. doi:10.1101/gr.7149808