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A Movida Madrilenha (do espanhol la movida, "a ação")[1] foi um movimento contracultural surgido em Madri em meados da década de 1970 durante os primeiros anos da transição da Espanha pós-franquista. Se estendeu rapidamente e com carácter nacional por toda a Espanha na chamada Movida Espanhola. Se prolongou até ao final dos anos 1980, tendo tido o seu auge em 1981 com "O Concerto de Primavera" ("El Concierto de Primavera"). Nesse período, a noite madrilenha foi muito ativa, não só pelas saídas noctívagas da juventude, mas também por causa de um interesse incomum nas chamadas "culturas alternativas" ou "subterrâneas" (underground).

HistóriaEditar

Este movimento tinha estado em fase de germinação entre os movimentos culturais juvenis que, anteriormente, devido ao boom turístico, tinham chegado do resto da Europa durante os anos 1960 e 1970 e que, seguindo a queda da ditadura e a mudança do regime, encontraram um terreno virgem para se desenvolver completamente e sem medo das repressões e das rusgas políticas anteriores. Foi parte da liberalização cultural e ideológica a que se abriu a grande maioria da sociedade espanhola na época.

Nascido em Madrid, o movimento teve, desde muito cedo, uma grande envergadura a nível nacional, estendendo-se a outras cidades espanholas, com a conivência e incentivo de alguns políticos, sobretudo os socialistas, entre os quais se destacou o então presidente da Câmara de Madrid, Enrique Tierno Galván, que tinha estudado profundamente, a partir de um ponto de vista sociológico, a cultura jovem marginal (ver os ensaios em seu livro "O Medo da Razão"). O apoio político a esta cultura alternativa pretendia mostrar um ponto de inflexão entre a sociedade franquista e a nova sociedade democrata. Esta imagem de uma Espanha "moderna", ou pelo menos aberta à modernidade, seria utilizada internacionalmente para combater a imagem negativa que o país havia adquirido ao longo de mais de quatro décadas de ditadura. Não obstante, e apesar deste movimento contracultural, grande parte das estruturas sociais e económicas do país foram herdadas do regime anterior.

Principais NomesEditar

Pedro Almodóvar (Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón (1980), Laberinto de pasiones (1982)) e Fernando Trueba (Ópera Prima (1980)), ambos realizadores de cinema, tornaram-se nos grandes símbolos deste movimento com filmes emblemáticos.

 
O cineasta Pedro Almodóvar foi o nome mais famoso de La Movida[2]

Referências

  1. Guia Visual F. de São Paulo: Espanha. São Paulo. Publifolha. 1996. p. 295.
  2. Guia Visual F. de São Paulo: Espanha. São Paulo. Publifolha. 1996. p. 295.
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