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Área interna do Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP).
Área interna do Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP).

O Museu Lasar Segall é uma instituição pública dedicada à preservação, estudo e divulgação da obra do artista lituano naturalizado brasileiro Lasar Segall (1889-1957), um dos pioneiros da arte moderna no Brasil. É uma unidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cidadania.

A antiga residência e o ateliê do artista na Vila Mariana, em São Paulo (SP), projetados em 1932 por seu concunhado, o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, precursor da arquitetura modernista no Brasil, abrigam a instituição.[1]

Além de seu acervo museológico, o museu constitui-se como um centro de atividades culturais, oferecendo programas de visitas educativas, cursos nas áreas de gravura, fotografia e literatura, e abriga uma sala de cinema e uma biblioteca especializada em artes do espetáculo e fotografia.

Índice

Lasar SegallEditar

 
Lasar Segall em foto de 1955. (Acervo Fotográfico Lasar Segall/Museu Lasar Segall)

Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da atual República da Lituânia, em 21 de julho de 1889. Sexto entre oito irmãos, descendia de uma família de judeus. Seu pai, Abel Segall, além de negociante, exercia a função de sofer, escriba da Torá, cujo texto, manuscrito em pergaminho, é utilizado em cerimônias religiosas nas sinagogas.

Vilna era então parte do Império Russo. Sob o regime dos czares, leis severas restringiam os direitos dos judeus, impedindo-os de exercer cidadania plena. Não podiam possuir propriedades rurais, devendo dedicar-se a algumas poucas atividades urbanas. Eram vítimas da pobreza e de surtos de violência contra suas pessoas e propriedades que incluíam o incêndio de sinagogas, saqueamentos coletivos e assassinatos em massa: os pogroms.

A experiência desse ambiente marcaria o artista para toda a vida. Adulto, dedicaria parte de suas obras aos temas ligados à experiência judaica, inspirando-se tanto nas facetas negativas – perseguições, discriminações e violências – quanto no rico imaginário do seu povo, na sua religiosidade e tradições. As migrações e deslocamentos, constantes no cotidiano dos judeus orientais, dariam o tom em muitas de suas obras.

  • 1906-1910: descoberta do pendor artístico e primeira migração
 
"Aldeia russa" (Lasar Segall, 1912. Óleo sobre tela, 62,5 x 80,5 cm. Acervo de Obras - Museu Lasar Segall)

Ainda muito jovem Segall descobriu o pendor artístico e frequentou a escola de desenho local. Em 1906, aos 15 anos, para que pudesse prosseguir com os seus estudos, Segall empreende sua primeira migração. Transfere-se para Berlim, onde frequenta a Escola de Artes Aplicadas e, depois, a Academia Imperial de Belas Artes.

Descontente com as concepções tradicionalistas da Academia Imperial, Segall muda-se novamente, desta vez para Dresden, em 1910, onde frequenta a Academia de Belas Artes.

  • 1912-1918: formação e experiências decisivas
 
"Meus avós" (Lasar Segall, 1921. Óleo sobre tela, 90 x 73,5 cm. Acervo de Obras - Museu Lasar Segall)

Em 1912, empreende uma prolongada viagem. Passa pela Holanda e parte em seguida para o Brasil, onde já viviam seus irmãos Oscar, Jacob e Luba. Passa oito meses no país e em 1913 realiza duas exposições, em São Paulo e Campinas. É bem acolhido pelo senador José de Freitas Valle, grande mecenas das artes daquele período, e conhece pela primeira vez a jovem Jenny Klabin, a quem ministra aulas de desenho.

Quando retorna à Europa, em fins de 1913, deixa algumas obras em coleções brasileiras. No navio que o levava para casa, ouve os primeiros rumores sobre uma grande guerra que ameaçava deflagrar-se na Europa. De volta a Dresden, conhece a atriz Margarete Quack, com quem se casaria após a Primeira Guerra Mundial.

Com o início da guerra, Segall sofre algumas restrições por ser cidadão de estado inimigo da Alemanha. Por algum tempo, fica retido em Meissen, cidade vizinha a Dresden, numa espécie de prisão domiciliar. As consequências da guerra agravam-se e vemos relatadas nas cartas desse período a morte de amigos e conhecidos nos campos de batalha, a falta de víveres e os constantes racionamentos, as greves violentamente reprimidas e até mesmo a escassez de materiais de trabalho, como telas, tintas e solventes.

Para Segall, havia ainda outra preocupação: sua cidade natal fora tomada pelas tropas russas e o pintor temia pela segurança de sua família. Em 1916, obtém autorização para visitar Vilna. Encontrou sua cidade natal destruída pela guerra. A paisagem desolada causa-lhe forte impressão e o artista produz uma série de desenhos e gravuras. Décadas mais tarde, diria que a necessidade de dar forma visual à violência contra os judeus o forçou a abandonar a fidelidade à natureza, permitindo que a emoção ditasse as formas e as distorcesse. Em outubro de 1916, Segall expõe alguns desses trabalhos em Dresden, obtendo elogios da crítica. Essas obras marcam a transição para uma nova linguagem expressiva.

 
"Eternos caminhantes" (Lasar Segall, 1919. Óleo sobre tela, 138 x 184 cm. Acervo de Obras - Museu Lasar Segall)

Em 1917, Segall aproxima-se de um grupo de artistas, escritores e intelectuais de Dresden que, descontentes com as formas vigentes, estimulam o desenvolvimento de novos caminhos de expressão. Decidem formar um grupo voltado ao fomento e à divulgação dessa estética. Batizam-no de Neue Kreis (Novo Círculo). O grupo realiza exposições e conferências, mas é efêmero, dissolvendo-se no ano seguinte.

Em novembro de 1918, uma revolução depõe o imperador alemão Wilhelm II e instaura a República de Weimar. Artistas de toda a Alemanha passam a buscar formas mais harmônicas com a época. O expressionismo, até então uma tendência marginal e repudiada por muitos, alcança aceitação e começa a penetrar nas coleções públicas e privadas.

  • 1919-1923: inserção no expressionismo alemão e reconhecimento
 
"Encontro" (Lasar Segall, 1919-1924. Óleo sobre tela sobre papel, 66 x 54 cm. Acervo de Obras - Museu Lasar Segall)

Lasar Segall alinha-se formalmente à nova estética. Em janeiro de 1919 funda com outros artistas o Dresdner Sezession Gruppe 1919 (Grupo Secessão de Dresden 1919). O objetivo da associação era promover a arte expressionista.

A arte de Lasar Segall começa então a ganhar reconhecimento. Suas obras passam a figurar em museus públicos e colecionadores privados interessam-se por adquirir seus trabalhos. A seção de arte moderna do Museu Municipal de Dresden é inaugurada com a aquisição de uma obra de Segall, a tela Die ewigen Wanderer (Eternos caminhantes), em 1919. Segall participa de exposições importantes em galerias e museus e tem suas gravuras reproduzidas em revistas dedicadas à divulgação da arte expressionista.

  • 1923-1926: enraizamento no Brasil
 
"Menino com lagartixas" (Lasar Segall, 1924. Óleo sobre tela, 98 x 61 cm. Acervo de Obras - Museu Lasar Segall) [2]

Em fins de 1923, prejudicado pela grave situação econômica que atingia a Alemanha, Segall decide migrar mais uma vez, partindo com a esposa Margarete para o Brasil. Em São Paulo, é imediatamente acolhido pelos modernistas, que saúdam sua chegada como uma vitória para as vanguardas brasileiras. Mário de Andrade, o mais entusiasta entre eles, escreve uma série de ensaios sobre Segall, publicando-os na imprensa paulistana. A estética expressionista de Segall, no entanto, provoca assombro, e um crítico chega a referir-se a ele como “artista degenerado”.

Em 1924 promove a conferência Sobre arte, na Villa Kyrial, residência do senador José de Freitas Valle e, no início de 1925, decora o Pavilhão de Arte Moderna de Olívia Guedes Penteado, espaço em que a mecenas reunia suas obras modernistas.

Ainda em 1924, separa-se de Margarete – que, descontente com a vida em São Paulo, retornaria à Alemanha. Em junho de 1925, Segall casa-se com Jenny Klabin. No ano seguinte nasce o primeiro filho do casal, Maurício.

  • 1928-1938: perseguição alemã, reconhecimento brasileiro

Entre 1928 e 1932, Segall reside em Paris, onde inicia suas investigações no campo da escultura. Nessa temporada nasce seu segundo filho, Oscar.

De volta ao Brasil, dedica-se à organização da Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM), entidade dedicada à disseminação das propostas de vanguarda em São Paulo. A SPAM promove conferências, exposições e empreende bailes de carnaval muito concorridos em 1933 e 1934. A decoração das festas fica a cargo de Segall, que cria cenários de grande beleza e imaginação. A SPAM seria extinta em 1935, após uma campanha perpetrada por grupos que acusavam a entidade de ocultar “fins secretos”.

 
Lasar Segall e Jenny fantasiados para o carnaval de 1928. (Arquivo Fotográfico Lasar Segall/Museu Lasar Segall)

Desde 1933, com a ascensão dos nazistas na Alemanha, as obras de arte moderna pertencentes a coleções públicas do país vinham sendo alvo de políticas discriminatórias. Em muitos museus, elas foram retiradas dos espaços de visitação ou segregadas em salas especiais, as denominadas Schreckenkammern (Câmaras dos Horrores).

Em julho de 1937, o governo nazista decidiu empreender uma campanha oficial contra o que chamava de Entartete Kunst (Arte degenerada). Funcionários do governo percorreram os museus da Alemanha, confiscando aproximadamente 16 mil obras de arte. Entre essas cerca de 50 eram de Lasar Segall. Muitas delas foram exibidas na exposição Entartete Kunst (Arte degenerada), que estreou em Munique ainda em 1937 e percorreu depois uma série de cidades da Alemanha.

A salvo dos nazistas, Segall obtinha reconhecimento no Brasil. Realizou diversas exposições em 1937 e 1938, no Brasil e na França, e viu muitas de suas obras passarem a integrar coleções de museus brasileiros e franceses.

  • 1943-1957: desagravo, homenagens e falecimento

Em 1943, Segall é homenageado com uma grande exposição retrospectiva, realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, a convite do governo federal do Brasil. Em 1945, ainda no Rio de Janeiro, toma parte na exposição Arte condenada pelo Terceiro Reich, um desagravo aos artistas perseguidos pelo regime nazista, na Galeria Askanazy. Realiza também uma grande exposição em Nova York em 1948.

Segall faleceu em 2 de agosto de 1957, em sua residência na Vila Mariana, em São Paulo, vítima de uma moléstia cardíaca. Durante seus mais de 50 anos de atividade, produziu uma obra sólida e reconhecida. Foi tema de dezenas de ensaios e biografias, muitos deles escritos pelos mais renomados críticos de seu tempo. Parte expressiva de sua obra lidou com temas relativos aos excluídos e marginalizados: prostitutas, emigrantes, indigentes e despossuídos. Ao longo de toda a sua carreira, dedicou especial atenção à situação dos judeus, voltando sempre ao tema em obras como Pogrom, Guerra e Campo de concentração.


História do museuEditar

 
Lasar Segall e sua esposa, Jenny Klabin Segall, na antiga residência do casal na Vila Mariana, que hoje abriga o Museu Lasar Segall. (Arquivo Fotográfico Lasar Segall/Museu Lasar Segall)

Idealizado pela viúva de Lasar Segall, Jenny Klabin Segall, o Museu Lasar Segall foi criado em 1967 pelos filhos do casal, Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall.

Ainda durante a vida de Lasar Segall, a residência e ateliê do artista serviram como ponto de encontro para artistas e pessoas ligadas à arte, além de espaço onde Segall compartilhava seu conhecimento para a formação de novos talentos. Após a morte do artista em 1957, Jenny Klabin Segall decidiu reunir e catalogar as obras do marido e transformar a antiga residência do casal em museu. A visitação à antiga residência e ateliê de Lasar Segall começou a ser realizada, ainda em caráter experimental e precário, em 1963.

A viúva de Lasar Segall faleceria em 2 de agosto de 1967 e o projeto foi então continuado pelos filhos do casal, Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, que inauguraram o Museu Lasar Segall de forma simbólica em 21 de setembro do mesmo ano. A Inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1970 com a criação da Associação Museu Lasar Segall. Em 1973, o museu foi definitivamente aberto ao público com horários regulares para visitação.

Aberto ao público em definitivo no ano de 1973, o museu tornou-se público em 1984, recebendo doação de obras pertencentes à família Segall. Em 1985, o museu foi incorporado à Fundação Nacional Pró-Memória. Desde 2009, é uma unidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cidadania.

Criado no âmbito do regime militar, o Museu Lasar Segall caracterizou-se desde sua fundação como um ambiente de resistência e inclusão cultural, com atividades – exposições, cursos, oficinas, exibições cinematográficas – voltadas à sensibilização estética como forma de alcançar uma compreensão crítica do mundo.

AcervoEditar

 
Lasar Segall pintando a artista Lucy Citti Ferreira, sua principal modelo, em 1940. (Arquivo Fotográfico Lasar Segall/Museu Lasar Segall)

O acervo do Museu Lasar Segall é composto por mais de 3 mil obras – que incluem 37 pinturas a óleo, 50 guaches e aquarelas, 440 gravuras, 2.644 desenhos, 93 esculturas e 167 matrizes. A coleção começou a ser constituída a partir de doação inicial da família Segall, sendo ampliada ao longo dos anos através de aquisições e outras doações.

Além das obras, o museu abriga acervos documental, fotográfico e bibliográfico sobre Lasar Segall, que somam cerca de 16 mil itens. O museu disponibiliza ao público busca online em seus acervos através do projeto Acervos Integrados, patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

ExposiçõesEditar

 
Visita guiada à exposição de longa duração do Museu Lasar Segall em 2019.

A exposição de longa duração do Museu Lasar Segall exibe na atualidade 110 obras – que incluem óleos sobre tela, desenhos, esculturas, gravuras e guaches – selecionadas entre as mais de 3 mil que integram o acervo do museu.

A seleção faz um recorte da obra, vida e tempo do artista, permitindo uma visão panorâmica de sua produção em toda sua variedade técnica e temática, bem como de sua biografia.

Nos trabalhos exibidos, é possível testemunhar as várias fases da obra de Segall, incluindo sua admiração inicial pelo impressionismo e sua posterior inserção no expressionismo alemão até sua chamada “fase brasileira”. Também é possível assimilar o engajamento de Lasar Segall com certas temáticas, como a emigração, o desterro e a marginalização social.

Além da exposição de longa duração, o museu realiza exposições temporárias sobre as várias facetas da vida e obra de Lasar Segall e seu diálogo com diversos temas, além de sediar exposições de artistas contemporâneos.

AteliêEditar

 
Entrada do antigo ateliê de Lasar Segall, que hoje abriga o Museu Lasar Segall.

Projetado junto à antiga residência de Lasar Segall por seu concunhado, o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, o antigo ateliê de Lasar Segall na Vila Mariana é considerado um espaço paradigmático do modernismo brasileiro, onde o artista produziu boa parte de sua obra durante suas últimas três décadas de vida.

Na atualidade, o ateliê ainda abriga maquinário utilizado por Segall para a produção de suas gravuras, equipamento que segue sendo utilizado na administração de concorridos cursos e oficinas, os quais atendem ao desejo manifestado pelo próprio artista de que, após sua morte, o local fosse transformado numa escola artística.

O ateliê iniciou suas atividades como um espaço de criação livre em 1976, tendo como premissa a oferta de atividades regulares sem exigência de conhecimentos prévios e a livre expressão de seus participantes. Até 1989, funcionou com oficinas de pintura, desenho, gravura, escultura e cursos de iniciação e workshops sobre arte e cultura. A partir de 1989, o ateliê passa a centrar suas atividades na área da gravura.

Atualmente o ateliê oferece ao público cursos e oficinas de xilogravura, litografia e gravura em metal. Também é um espaço dedicado ao desenvolvimento e orientação de projetos individuais. Desde 2019, o Museu Lasar Segall promove no local o Ateliê Residência, que convida artistas contemporâneos a produzirem gravuras que dialoguem com a vida e obra de Segall.

Ação EducativaEditar

 
Oficina para crianças no Museu Lasar Segall.

O Museu Lasar Segall desenvolve, através de sua Ação Educativa, ações que objetivam fomentar o uso do museu como ferramenta pedagógica, ampliando e difundindo os vocabulários desse campo. A instituição já foi premiada internacionalmente nesta área e é considerada referência na difusão de metodologias de ensino de arte e na formação de educadores desde os anos 1980.

O museu promove visitas mediadas para públicos de várias faixas etárias, com foco especial em grupos escolares. O agendamento é gratuito e pode ser feito via internet. Também realiza Atividades Criativas que objetivam aproximar os participantes das diferentes linguagens artísticas presentes no acervo (pintura, gravura, desenho, escultura) e traçar conexões com a obra de Lasar Segall e dos artistas contemporâneos em exposição.

Os educadores partem da linguagem e das narrativas expressas na obra de Segall para instigar conversas, estimulando no público a reflexão e o confronto entre a arte e suas próprias leituras de mundo.

BibliotecaEditar

 
Exemplar de "Fausto", clássico do teatro alemão traduzido por Jenny Klabin Segall.

Aberta ao público desde maio de 1973, a Biblioteca Jenny Klabin Segall recebe o nome da escritora e tradutora de clássicos do teatro alemão e francês que foi esposa de Lasar Segall e idealizadora do museu.

Com mais de 530 mil itens, a biblioteca é especializada nas chamadas Artes do Espetáculo (Cinema, Teatro, Rádio e Televisão, Dança, Ópera e Circo) e em Fotografia. Abriga ainda a mais completa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall.

O catálogo da Biblioteca Jenny Klabin Segall pode ser consultado online e é possível agendar consulta presencial a seu acervo pelo e-mail bjks@mls.gov.br.

Cine SegallEditar

 
Filme contemporâneo em cartaz no Cine Segall em julho de 2019.

Em atividade ininterrupta desde 1972, a sala de cinema do Museu Lasar Segall oferece ao público uma programação semanal regular que disponibiliza duas faixas diárias com sessões dedicadas ao cinema clássico e uma curadoria selecionada do cinema contemporâneo.

O Cine Segall desempenhou papel histórico importante na vida cultural de São Paulo nas décadas de 1970 e 1980, com a exibição de filmes proibidos pela ditadura militar e mostras especiais que davam ênfase ao cinema independente e de ruptura.

O Auditório Paulo Emílio Salles Gomes, que abriga o Cine Segall, também é utilizado para atividades como palestras, ciclos e seminários. Em 2017, o Museu Lasar Segall executou projeto de modernização da sala que incluiu a instalação de projetor digital, novo sistema de som, nova tela e novos assentos. O cinema foi reaberto ao público em março de 2018. A programação semanal do Cine Segall pode ser consultada no site do museu.

Referências

Ligações externasEditar